Ao viajar de ônibus, quem nunca se deparou com a seguinte situação: ao entrar no ônibus, independente de ter escolhido janela ou corredor, sempre tem alguém já sentado na poltrona ao lado, com o cotovelo apoiado no descanso de braço que fica entre as poltronas...
É uma disputa silenciosa de poder, onde a possibilidade do sujeito que está "de posse" do descanso de braço tirar o cotovelo dali, é praticamente inexistente. Diante disso, não nos resta alternativa senão deixar o braço encolhido durante todo o restante da viagem, o que causa uma sensação desagradável de estar sendo espremido, principalmente em viagens mais longas.
Haveria alternativas para resolver a situação?
Bem, poderíamos pedir educadamente para a pessoa retirar o cotovelo dali, mas não haveria um bom argumento que não fosse você mesmo colocar o seu cotovelo no lugar.
Poderia também haver um acordo entre os viajantes para usar o apoio, por exemplo, 30 minutos cada um, alternadamente. Mas mesmo que o acordo funcione, quem garante que alguém não vai dormir e ultrapassar o limite de tempo? Nesse caso, o que fazer? Acordar o colega dorminhoco? Cronometrar o tempo a mais que ele permanece com o cotovelo ali, e compensar na sua vez? Compensar cobrando juros de tempo pelo atraso na troca?
Poderia se fazer um outro acordo, onde nenhum dos viajantes usa o descanso de braço durante toda a viagem. Isso pode até diminuir a sensação de ficar espremido, mas definitivamente não acaba com a mesma.
Diante essa situação, pensei num artefato que utilizasse o seguinte princípio: que fosse agradável e confortável manter o seu cotovelo "na sua área", e desconfortável quando se invade "a área do outro".
A idéia é reprojetar o descanso de braço, de maneira que este tenha uma razoável e delgada protuberância ao longo de toda sua área superior. Ele não será (e nem deve ser) cortante, mas deverá incomodar o cotovelo que ali repousar. Em contrapartida, o restante do descanso terá um formato que possibilite aos viajantes de ambas as poltronas apoiar o braço, tranquilamente, sem incomodar nem invadir o "espaço aéreo" do outro.



Comments
Situação
Andei pensando nesta situação nas últimas vezes que andei de ônibus. Também já passei por essas "disputas silenciosas de poder" rsrs.
Neste formato que vc desenhou, será que o braço não pode ficar escorregando, também causando incômodo? Há também a questão de que esses braços geralmente são "removíveis" (levantando ele), o que dá a possibilidade das 2 poltronas se tornarem uma, facilitando o acesso do passageiro a poltrona da janela).
Situação
O quadrado virou um retângulo
Anti-interação
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