Este é um guia de estudos sobre Design de Interação. Aqui você poderá aprender sobre o assunto e contribuir com o que você já sabe escrevendo novos artigos ou corrigindo e complementando os existentes. Para editar as páginas, utilize as abas superiores. Para criar novas páginas, utilize o link na seção meta.
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Usabilidade é sinônimo de facilidade de uso. Se um produto é fácil de usar, o usuário tem maior produtividade: aprende mais rápido a usar, memoriza as operações e comete menos erros.
Sempre que houver uma interface, ou seja, um ponto de contato entre um ser humano e um objeto físico (ex: cafeteira) ou abstrato (ex: software), podemos observar a usabilidade que esse objeto oferece.
Historicamente, o termo usabilidade surgiu como uma ramificação da ergonomia voltada para às interfaces computacionais, mas acabou se difundindo para outras aplicações.
Para que proporcionemos uma boa experiência para o usuário, é importante levar em conta os fatores ergonômicos no momento em que ela ocorre. Vamos esperar pelo pior porque se as condições forem mais favoráveis, o usuário só tem a ganhar. Uma interface facilitada para usuários com graves problemas não deixa de ser agradável para usuários com fatores mais favoráveis. Os principais fatores são:
Acessibilidade diz respeito à flexibilidade de acesso a algo. Se não posso ir por um caminho, tenho outro à disposição; se não posso ver, tenho como ouvir; se não tenho os aparelhos ideiais, tenho uma alternativa menos exigente.
Segundo o sociólogo Edgar Morin, vivemos uma época em que o aumento da complexidade é constante em todos os sistemas da sociedade. Os produtos estão ficando cada vez mais complexos, mais cheios de funcionalidade. Torná-los simples não é acabar com a complexidade, mas sim domá-la para que o usuário final possa ter uma boa experiência. Isso significa que podemos ter produtos complexos e simples, ao mesmo tempo.
A última versão do iPod, agora com monitor sensível ao toque, comporta menos músicas, mas faz um monte de outras coisas: funciona como agenda, calculadora e navegador de Internet. Na verdade, a Apple aproveitou o sucesso do iPhone e fez uma versão sem telefone: o iPod Touch. Para quem já tinha um iPod anterior e acompanhou o lançamento do iPhone, ele parece tão simples quanto o primeiro iPod. Agora, para quem está de fora dessa cultura, ele é uma quimera tão assustadora quanto o programador de gravação do videocassete. Como diz John Maeda em seu livro As Leis da Simplicidade, “o conhecimento faz tudo mais simples”, logo a simplicidade não é universal: para alguns é simples, para outros, não.
Estética, dizem os filósofos, é a eterna busca pelo belo, mas o que é belo vai depender do gosto individual e coletivo. O gosto individual é tão variado que as pessoas costumam encerrar prematuramente conversas sobre o assunto quando encontram diferenças, afinal, “gosto não se discute!”. Apesar da intolerância, as diferenças não são tão drásticas assim dentro de um grupo de pessoas. O gosto varia de acordo com a época. Pegue o álbum de fotos da família e veja como aquelas roupas usadas há muitas décadas atrás lhe parecem ridículas, mas na época, eram uma “brasa mora”...
É o que de fato serve.
O termo intuitividade é meio perigoso no campo acadêmico da área. Donald Norman diz que temos que lembrar que o que hoje nos é intuitivo (como andar), levou anos para ser aprendido. Por isso, é melhor usar o termo familiaridade.
O catálogo de brincadeiras é uma iniciativa de pesquisar e catalogar brincadeiras tradicionais entre crianças, adolescentes e adultos.
Acreditamos que tais brincadeiras são excelentes fontes de inspiração para o design de interação porque demonstram seu aspecto mais peculiar: o projeto das interações entre pessoas.
Você pode contribuir expandindo as informações disponibilizadas sobre as brincadeiras. Todas as contribuições estão sob a licença Creative Commons. Para identificar sua contribuição, é preciso fazer o login.
A brincadeira começa com várias crianças fazendo uma roda (pode ser só em duas crianças) cantando...
A do le tá
Le pe ti
Pe ti
Po lá
Lê café com chocolá
A do le tá
Puxa o rabo do tatu
Quando quem saiu foi tu
Puxa o rabo da cutia
Quando sai a sua tia
Quando um ganha o outro perde
Não adianta disfarçar
E tem que ficar ligado
Quando a música parar.
Bate a mão direita com a direita do companheiro à sua frente e a esquerda com a esquerda.
Executar um código composto de sequências de gestos e palavras combinados numa guia musical na maior velocidade possível.
Essa canções infantis que tentamos "decifrar" às vezes podem ser nada mais que palavras inventadas pelas crianças, ou aquelas palavras que nós dizemos no dia a dia, elas escutam e fazem a versão delas por não saberem pronunciar direito.
Adoleta pelo que contam em histórias, devido a grande influência do franceses no Brasil, se trata de alguma melodia infantil francesa, a julgar pelo "le petít" o pequeno ou "a criança"; o resto da letra mistura com português incorreto imitando uma pronúncia afrancesada.
O que seria adoleta? O mais próximo disso é "andouillette" que se pronuncia "andolete", e significa "almôndega". A musiquinha deve falar de uma criança sapeca (pois puxa o rabo do pobre tatu) que não gostava de almôndegas, preferia tomar café com chocolate.
O padrão é o seguinte: a pedra é lançada na primeira casa e o jogador deve percorrer o trajeto do traçado pulando (ora com um pé, ora com os dois), evitando o quadrado onde a pedra caiu. A seqüência se repete enquanto a pedra avança de casa em casa e o grau de dificuldade aumenta.
Desenhe no chão um diagrama com quadrados, intercalando quadrados solitários com duplas e numerando cada um de 1 a 10. No topo, faça uma meia-lua – este será o "Céu". Antes da casa número 1, outra meia-lua: o "Inferno".
Comece a brincadeira atirando a pedrinha na casa 1. Pule a casa 1 e vá passando todas as outras casas. Seu objetivo será passar por todas as outras casas (pisando com apenas um pé nas únicas e com os dois nas duplas) até chegar no Céu, onde pisará com os dois pés. De lá, retorne do mesmo jeito, só que, dessa vez, pare antes da casa 1 e, com apenas um pé no chão, se abaixe para pegar a pedrinha e pule em direção ao início do jogo. Cuidado para não cair no Inferno!
Recomece jogando a pedra na casa 2 e assim por diante, pulando sempre a casa onde está a pedra. Se você errar a mira e a pedrinha cair fora da casa certa, perde a vez. Isso também acontece com quem pisar no inferno, colocar os dois pés no chão nas casas únicas ou na hora de recolher a pedrinha que estiver em casa dupla.
Os participantes devem demarcar um trajeto no chão e o objetivo é chegar ao final deste trajeto, porém para dificultar o jogo, um obstáculo é posicionado no meio do trajeto.
Sabe como se chama amarelinha em cada região do país? Academia (RN e PB), avião (AL e RJ), boneca (PI), cademia (PE), cancão (MA), macacão (SE), macaco (BA), pula-pula (PB), amarelinha (SP e RJ), maré (RJ e RS), quadrinhos (PB), queimei (SC), sapata (RS), casco (RJ), amarelas (RJ e MG), casa de boneca (CE), céu e inferno (PB e PR), macaca (AC, PA, AP, CE, RS e PI).
A amarelinha é uma das brincadeiras de rua mais tradicionais do Brasil. Percorrer uma trajetória de quadrados riscados no chão de pulo em pulo tinha o nome “pular macaca” quando chegou aqui, com os portugueses, há mais de 500 anos. Hoje, em tempos de jogos eletrônicos, internet e televisão, surpreendentemente a brincadeira simples sobrevive firme e forte nos hábitos de milhões de crianças.
Time A deverá roubar a bandeira do time B e trazê-la até a sua base (time A) sem ser pego pelos integrantes do time B.
Aumento no número das bandeiras, sendo que cada jogador só pode passar com uma bandeira por vez.
Criação de uma zona neutra entre um campo e o outro. Nessa faixa ficam 2 ou até 4 jogadores, dependendo
do número de participantes e do tamanho do espaço. Esses jogadores terão a
incumbência de atrapalhar os dois lados que tentarem passar pelo
centro. Eles não são nem de um time nem de outro. São curingas. Se
alguém está atravessando com a bandeira e for pego pelos curingas – tem
que voltar para o seu ponto de origem.
Barra-bandeira em Pernambuco, rouba-bandeira em São Paulo, salva-bandeira em Florianópolis, bandeirinha em Belém e vitória em Diamantina.
Forma-se um círculo, onde cada integrante tem em mãos um bastão de madeira ou um cabo de vassoura, logo um fica responsável por dar o sinal de troca. O objetivo do jogo é trocar de bastão com o próximo o máximo de vezes possível, sem deixar cair no chão, em sentindo anti-horário. Visto que quando é trocado de lugar, o bastão que deixará de ser seu terá que ficar reto, pois se deixa-o inclinado para a direita irá facilitar para o adversário, ou para o lado esquerdo dificultará para o mesmo. E assim vão sendo eliminados os integrantes do jogo, dado por sua rapidez e agilidade.
Repassar um objeto para a pessoa anterior sem deixá-lo cair e, ao mesmo tempo, alcançar o objeto repassado pela próxima pessoa.
Forma-se um círculo com os participantes, todos eles voltados para o centro. Um deles fica fora do círculo, vendado, ou então de costas para o mesmo. Pega-se uma batata, ou então, como é mais comum, uma bola ou qualquer outro objeto que possa ser passado entre os participantes. O jogo começa quando a batata que está no círculo começa a ser passada de um participante para outro (num único sentido), e o que está fora dele começa a cantar a música “Ba-ta-ta quente quente quente quente... “. Em determinado momento, aleatoriamente e de forma repentina, ele termina a música, dizendo a palavra “...queimou!” Quem estava com a batata neste exato instante, sai do círculo e assume o lugar do participante que estava cantando. O procedimento é repetido, e vence o jogo o último a sobrar no círculo.
Receber um objeto e passá-lo a outra pessoa o mais rápido possível.
Nos Estados Unidos, a brincadeira é conhecida como Hot Potato, e também como Wonderball. Lá, a música cantada pelo participante é:
“The wonder ball, goes round and round
To pass it quickly, you are bound
If you're the one, to hold it last
The game is past, and you are out!”
Também pode ocorrer de não se cantar nenhuma música. Nesta versão, o participante que está fora do círculo simplesmente grita “Hot!”, e nesse momento quem está com a bola sai do jogo.
Não se sabe ao certo a origem da brincadeira, mas há registros da mesma desde o final do século XIX. Ao longo dos anos foram surgindo objetos como o Spudsie, que possui um timer interno com contagem regressiva que ativa uma função sonora indicando o final da música, e também o Shockball, que dá choque ao final de determinado período de tempo.
Essa brincadeira possui variações como: gato-cego, gato-mia, cobra-cega, pata-cega.
Para essa brincadeira são necessárias, no mínimo, 3 pessoas. Um dos participantes deve ser a cabra-cega e ter os olhos vendados com um lenço. É importante definir o espaço onde acontecerá a brincadeira, pois se a área for muito grande, a pessoa que tem a venda nos olhos não vai conseguir achar ninguém.
Todos devem tentar fugir, pois o objetivo da cabra-cega é achar alguém e adivinhar quem é essa pessoa. Enquanto a brincadeira acontece, os participantes fazem um jogo de perguntas e respostas, o que ajuda a cabra-cega a localizar os outros pela audição.
- Cabra-cega, de onde você veio?
- Vim lá do moinho.
- O que você trouxe?
- Um saco de farinha.
- Me dá um pouquinho?
- Não.
- Cabra-cega, donde vens?
- Venho da serra.
- O que me trazes?
- Trago bolinhos de canela.
- Dá-me um!
- Não dou.
- Cabra-cega de onde vens?
- Do Castelo
- Trazes ouro ou trazes prata?
- Trago ouro!
- Vá beijar no ** do besouro.
- Trago prata!
- Vá beijar no ** da barata.
- Cabra-cega, donde vens?
- Do sertão!
- Traz ouro, prata ou requeijão?
- Trago ouro.
- Pois rode como besouro.
No momento em que a cabra-cega pega alguém, ela deve dizer o nome da pessoa que ela acha que pegou. Caso acerte, o encontrado vira a cabra-cega, senão, deve continuar tentando.
O jogo começa com um mapa, que leva as pistas. Pode ser jogado em grupos ou individualmente. Cada pista, escondida em lugares indicados no mapa, traz códigos a serem resolvidos. O objetivo é chegar aonde o tesouro está escondido. Vence o jogo quem o encontra.
Encontrar um objeto seguindo uma sequência de informações conectadas por referências enigmáticas.
Precisa-se de cadeiras e um aparelho de som ou instrumento musical para esta brincadeira.
O número de cadeiras deve ser uma cadeira a menos do que o número de participantes. Por exemplo, se tiverem 10 participantes, serão necessárias 9 cadeiras.
As cadeiras são postas em círculo (ou outra figura se o espaço for pequeno; uma linha dupla, por exemplo), com os assentos voltados para fora e os participantes devem dançar, em fila, ao redor das cadeiras, ao som de uma música. Alguém de fora da brincadeira deve comandar a música, iniciando e parando a música quando quiser.
Quando a música parar, todos devem achar um lugar para sentar rapidamente. Como há um participante a mais que o número de cadeiras, alguém ficará em pé, sendo eliminado. Uma cadeira deve ser retirada e repete-se o mesmo processo sucessivamente, até que só reste uma cadeira e o vencedor.
Posicionar-se em um determinado local o mais rápido possível, após ter recebido um sinal.
Existe uma versão cooperativa, onde não há vencedores. O processo é o mesmo, porém, diferente da versão normal, apenas as cadeiras são retiradas uma a uma. O objetivo é que os participantes se ajeitem até que, no final, todos se acomodem em apenas uma cadeira, sem encostar os pés no chão.
Em outra versão, em vez de utilizar cadeiras, os jogadores sentam no chão quando a música pára e o último a sentar é eliminado.
O nome em outras línguas:
Inglês: Musical Chairs
Espanhol: "El juego de las cadeiras", "El juego de la Silla", "La sillita musicais", "Las cadeiras musicales"; na Argentina: "El baile de las cadeiras"
Francês: "Chaises musicales"
Alemão: "Reise nach Jerusalém" (Viagem a Jerusalém)
Italiano: "Il gioco della sedia" (O jogo da cadeira)
Japonês: "ISU Tori jogo" (O jogo das cadeiras roubadas)
Uma brincadeira bem simples: alguém começa gritando a frase: "Elefante colorido", e o restante do grupo responde: "Que cor???", aí então o primeiro diz uma cor, e todos devem ter a cor mencionada em suas roupas para poder passar , ou evitar ser pego.
Selecionar um objeto que tenha uma determinada propriedade no menor tempo possível.
Primeiramente é decidido quem vai ser o “pegador”. O critério de escolha fica a cargo daqueles que forem brincar. Este conta até um número específico (também decidido pelo grupo) enquanto as outras crianças correm para se esconder.
Após contar, o “pegador” deve procurar os participantes. Quando achar alguém, deve correr até o pique e dizer o nome de quem pegou e onde estava escondido. O primeiro a ser pego será o pegador na próxima rodada.
Para que os participantes possam se “salvar” (ficar livre de ser o “pegador” na próxima rodada), este deve correr até o pique antes que o “pegador” lhe veja e o pegue.
A rodada acaba quando todos os participantes forem pegos e/ou salvos.
A brincadeira pode ser diferente, onde o “pegador” deve pegar todos os participantes para que não seja “pegador” novamente na próxima rodada.
Uma entidade deve pegar o máximo de entidades escondidas quando está no papel de "mãe". Caso contrário, deve se esconder de forma a não ser pego pela "mãe".
No Brasil a brincadeira também é conhecida como “31 alerta”, “piques” e “pique-esconde”. Em Portugal, as crianças conhecem como “escondidas”, enquanto que nos Estados Unidos “Hide-and-seek”. No Paquistão possui duas variações: “Larroo” e “Pat Patonay”.
Não se sabe ao certo a origem da brincadeira, mas sabe-se na França o pequeno Luís XIII brincava com sua mãe a rainha.
Utiliza-se pequenas cabaças para moldar cabacinhas de cera bem finas com o interior cheio d'agua e depois atira-se nas pessoas.
O objetivo é atingir seu adversário e não permitir que ele te acerte, o mais difícil é ficar enxuto nessa!
A cabaça é uma planta rasteira semelhante à abóbora mas não tem nada de comestível. O fruto seco é amplamente utilizado em diversos países do mundo, de várias formas:
• vasilha para uso em refeições, como cuias ou copos;
• moringa para transporte de líquidos, normalmente, água para se beber durante uma viagem;
• cisterna para armazenamento de líquidos em regiões secas ou que não dispõem de outros meios;
• Amplificador acústico em instrumentos musicais, como o berimbau, chocalho, afochê, maraca, sequerê ou xequerê, abê e malimba;
• artesanato;
• porta-objetos;
• brinquedos, bonecas.
Entrudo – isto é, introdução à Quaresma, este foi o nome adotado pelos portugueses nos séculos XV e XVI à festa que precedia o tempo litúrgico de conversão.
A festa chegou a Portugal através de uma brincadeira agressiva e pesada, talvez uma forma encontrada para extravasar antes do momento de arrependimento dos nossos pecados que estava por vim. Fazia-se esferas de cera bem finas com o interior cheio de água-de-cheiro e depois atirava-se nas pessoas. No Entrudo, molhava-se quantos andassem pelas ruas, invadia-se casas para molhar pessoas e não se importava que fosse gente doente ou idosa. Todo mundo se molhava, tudo com muita correria, risos e mangações.
A brincadeira porém regrediu nas mãos dos mais atrevidos que começaram a injetar no interior das "laranjinhas ou limões-de-cheiro", substâncias impróprias e a festa foi perdendo sua alegria. Foi exatamente esse Entrudo violento que aportou no Brasil.
Em 1853 o Entrudo passou a ser reprimido com ordens policiais. Mesmo assim, as "laranjinhas" e gamelas com água continuavam existindo.
Esse tipo de brincadeira ainda existe em Japaratuba – SE, no Carnaval e na festa de Santos Reis (06 de janeiro), o nome é que mudou, hoje chama-se "Guerra das Cabacinhas" (por terem pequenas cabaças como fôrmas).
* Pocos registros visuais foram encontrados à respeito da Guerra das Cabacinhas. Foi realizada uma matéria no "Domingo Espetacular" pela repórter Renata Alves porém não foi possível encontrar o vídeo que mostrava desde sua produção até seu uso nas brincadeiras.
Esta é uma brincadeira chamada "Hoje não" que costumava ser popular na escola, principalmente para os meninos. Ela é uma brincadeira de temática "violenta", e foi incluída neste no catálogo de brincadeiras depois a partir de reflexões sobre violência realizadas na aula de Fudamentos de Design de Interação.
Duas ou mais crianças entram em "acordo" e validam sua participação no "Hoje Não", geralmente através de um aperto de mãos e do grito "Hoje não".
A partir disto, todos os dias, quando um participante encontrar outro, poderá agredi-lo da forma que desejar (geralmente com chutes e socos), a não ser que um veja o outro e diga "Hoje não". Quando esta frase é dita, quem a anuncia não poderá ser agredido pela outra pessoa até o final do dia. No dia seguinte, repete-se o mesmo mecanismo, que continua até que o "Hoje não" seja "desligado" e cancelado por ambos.
Esta "brincadeira" possui vários nomes. Eu a conheço como "Hoje não", mas também existem variações como "Mil por hora".
Aproveitar a desatenção do outro participante para coloca-lo em uma situação não-desejada, agredindo-o livremente.
Descrição livre:
A brincadeira consiste em tirar o pescoço da forca, o jogador tem que descobrir qual é a palavra misteriosa. Com poucas dicas do adversário (em geral, apenas o tamanho da palavra) ele vai arriscando letra por letra. A cada erro, seu “estoque de chances” – muito menor que o abecedário – diminui e ele se aproxima mais do enforcamento.
Uma pessoa é o enforcador e uma ou mais pessoas são os enforcados. Quem começa é o enforcador. Ele escolhe uma palavra e vários traços, de forma que a quantidade de traços seja o mesmo número de letras que possui a palavra secreta. Se quiser, ele pode revelar a letra inicial para facilitar, mas isso não é obrigatório. Ao lado, deve desenhar um conjunto de três traços para representar a forca.
Os outros jogadores tem o objetivo de adivinhar a palavra misteriosa. Cada jogador da um palpite de cada vez, ou seja uma letra que acha que faz parte da palavra misteriosa. Se estiver certo, o enforcador escreve a letra nos espaços correspondentes. Se a letra não fizer parte da palavra, o enforcador escreve ao lado as letras erradas e “pendura” na forca um pedaço do corpo do enforcado, a cada palavra errada, o enforcador desenha uma parte do corpo na forca (pernas, braços, tronco, etc.), o antes do inicio do jogo, é definidos quantas partes do corpo será desenhada, assim determina o tanto de erros pode ocorrer no jogo. Quando o corpo está completo, o próximo erro é “fatal” e, para representar o enforcamento, é desenhado um círculo em torno do pescoço e o enforcador ganha o jogo.
Geralmente, os pedaços são a cabeça, os dois braços o tronco e as duas pernas, mas os jogadores podem acrescentar detalhes como os olhos, o pescoço, as mãos, os pés, o cabelo, a roupa... Quanto mais partes, mais chances de errar o enforcado terá e, conseqüentemente, mais fácil fica a brincadeira.
O enforcado ganha se conseguir completar a palavra secreta antes de o enforcador fazer o círculo em seu pescoço.
- Materiais necessários para a brincadeira:
É preciso material para escrever. Pode ser papel e caneta, lousa e giz ou chão de terra e graveto.
- Número de participantes:
Em dupla ou em grupo. Nos dois casos, os jogadores são divididos em duas equipes: uma representa o enforcador e a outra, o enforcado.
Descrição Lógica:
Desenvolver determinada tarefa com um número específico de erros.
Curiosidade:
O jogo da forca não é usado só por quem quer brincar. Ele faz parte de uma lista de brincadeiras recomendadas no livro:
“Idéias para ensinar português para alunos surdos”.
Autores: Ronice Müller de Quadros
Magali L. P. Schmiedt
Abaixo uma parte do livro onde fala sobre a brincadeira de forca:
“d) Forca:
A brincadeira pode ser feita no quadro, em folhas, no caderno,...
As letras vão sendo sugeridas em alfabeto manual e escritas em português até completar a palavra.
Aproveitando a brincadeira: pode ser feita em grupo aonde o professor vai incluindo palavras novas para os alunos; pode ser feita em duplas onde os alunos tenham que escolher palavras que já conhecem; pode ser feita como competição entre equipes onde os alunos são estimulados a pensar em palavras mais difíceis ou maiores; em todas as formas as palavras devem ser listadas e aproveitadas em outras atividades de português.”
O livro pode ser encontrado(fomato .txt.e .pdf )no link:
http://portal.mec.gov.br/seesp/index.php?option=content&task=view&id=156&Itemid=308

Comunicar-se por um código acordado em grupo de modo que outras pessoas de fora do grupo não compreendam as mensagens.
É uma brincadeira onde participam duas crianças. Usando os dedos das mãos, as crianças mostram símbolos representando o papel, a pedra e a tesoura. Se uma criança mostrar o papel ela ganha da outra, se esta mostrar uma pedra (o papel embrulha a pedra). Porém, se ela mostrar o papel e a outra mostrar a tesoura (o papel é cortado pela tesoura), ela perde. Da mesma maneira, a tesoura perde para a pedra (que quebra a tesoura).

Duas entidades optam uma entre três opções, sendo que cada uma destas tem uma força e uma fraqueza sobre as demais. A opção de cada entidade é apresentadas simultaneamente e a que tiver força sobre a outra ganha. Se a mesma opção for escolhida pelos dois participantes, repete-se o jogo.
Nem todas as culturas utilizam pedra, tesoura e papel como símbolos. No Japão também há uma variação que envolve o "chefe do vilarejo", o "tigre", e a "mãe do chefe do vilarejo", onde o chefe vence o tigre, o tigre vence a mãe, e a mãe vence seu filho (o chefe do vilarejo).
Outra variação vem da Indonésia, e possui: um "elefante", uma "pessoa" e uma "formiga", onde o elefante pode derrubar a pessoa, a pessoa esmagar a formiga, e a formiga pode entrar no ouvido do elefante e deixa-lo louco.
Você também pode conhecer a World RPS Society, que é a Sociedade Mundial de Papel-Pedra-Tesoura. Eles demonstram diversas estratégias de jogo em partidas de 3 confrontes, como:
Segundo artigo do site Straight Dope, a origem desta brincadeira possui várias teorias.
Uma destas conta que o primeiro registro escrito do jogo foi feito em 200 aC, no Japão. Depois, a brincadeira teria migrado para a Europa por volta dos anos 1700, aonde teria sido associado com Jean Baptiste Donatien de Vimeur, Comte de Rochambeau (general frances que comandos um exército de apoio à George Washington durante a revolução americana). A razão da associação do general com o jogo é desconhecida, mas explica o porque do papel-padra-ptsoura ser conhecido também como "rochambeau" ou, mais popularmente, "roshambo".
Outras teorias dizem que a brincadeira era um tradicional jogo Celta (durante o século 6 aC) que foi para Portugal (século 3 aC) e depois se espalhou pela península da Espanha durante 50 anos. A invasão romana no primeiro século d.C fez o jogo se tornar popular na Gallia e na Itália.
A brincadeira era usada como forma de combate com os chefes de fase do jogo Alex Kid do videogame Master System.
Texto do site Sai-te daqui: "Se o papel representa a invocação de um direito, a tesoura supera-o como lei que pode julgar da sua validade; a força bruta da pedra pode impor-se à lei, mas acaba por ceder perante a reivindicação do direito que julga espezinhar e que a "embrulha". E, neste curioso sentido, o jogo oriental, que - injustamente - alguns consideram infantil, traz consigo um grande ensinamento."
Existem vários jogos online de papel-pedra-tesoura:
Existem várias maneiras de entretenimento com o pião (pequeno objeto afunilado em formato de pêra, feito de madeira, que tem encravado em sua ponta um prego, ou “ferrão”), e geralmente os tipos de jogos e suas regras mudam de região para região do país. Basicamente os jogos consistem em arremessá-lo ao chão puxando-se uma corda, ou “fieira”, enrolada a seu corpo com o intuito de coloca-lo em rotação e mantendo-o em pé com a ponta metálica para baixo, ou “dormindo”, e fazendo com que o mesmo realize certo tipo de procedimento, de acordo com as regras previamente acordadas entre o grupo de jogadores.
Através de arremessos do objeto em direção ao solo, sobre uma área delimitada, objetiva-se, através de destreza e habilidade adquirida com a prática, interferir ou anular a ação do adversário.
“Caça” - consiste em jogar o pião no chão e “caçá-lo” com a mão, recolhendo-o por entre os dedos indicador e médio. Ganha quem ficar mais tempo com o pião rodando na mão; ou em uma variação do jogo, o pião era passado de mão em mão, entre os participantes, até que “morresse” na mão do participante que, assim, era eliminado (quando o pião para de rodar, ele “morre”). Há também outra variação da “caça”, pela qual o participante joga o pião e, sem que ele bata no chão, puxa-o de volta ao corpo “caçando-o” no ar.
“Cela” - Desenha-se no chão um grande círculo, a “cela”, e em seu centro uma rodinha onde são colocados os piões que não conseguem rodar ou que não tenham corrida suficiente para sair do círculo. Quando isso acontece o dono do pião perde sua vez de jogar e seu pião vai para a rodinha central. O primeiro a jogar e o primeiro a ter seu pião como alvo são escolhidos por par ou ímpar ou outro sorteio qualquer. Tendo pião dentro da rodinha a intenção dos jogadores é jogar seus piões lá para fazer com que o “ ferrão “ bata nos ou no pião que esta lá, quebrando (2), lascando ou mesmo só para retira-lo de lá. Quando um pião é retirado de lá o dono tem novamente o direito de voltar a jogar seu pião na roda (1). Uma outra variação dessa modalidade, consiste em jogar o pião dentro da “cela”, sobre os que lá estão e, com habilidade, puxá-lo para fora. Se o pião ficar, está perdido; se com a batida no chão, qualquer outro pião for retirado lá de dentro, o pião resgatado é ganho (3).
“Bata” - marca-se um campo de tamanho combinado com dois “gols” nas extremidades. Uma bolinha de madeira, a “bata”, (do tamanho de uma bola de pingue-pongue) é colocada no centro. Ao sinal, os jogadores (um ou mais de cada lado) jogam seus piões, caçando e batendo na “bata” com o mesmo, impulsionando-a em direção ao “gol”.


O relato a seguir mostra, também, como o design do objeto em sí interfere diretamente na jogabilidade - “Posso me lembrar que os piões altos, esguios, eram muito bons para “cela”. Os mais “chatos” (bojudos e pesados) eram ótimos para “bata”. Você está me fazendo ficar com saudades daquele tempo e do meu “batatão”, um belíssimo e gordo pião, com o qual eu “arrepiava” nos jogos de “bata”. Interessante lembrar que o piões “baixos e gordos” são menos rápidos e ágeis que os esguios, “morrendo” mais depressa. Mas, por serem mais pesados, impulsionam muito mais a “bata”; então é necessário ser rápido para aproveitar a jogada. Eu não jogava o “batatão” no chão, caçava-o no ar.” (A. P. R. relatando suas experiências com o brinquedo - fonte: http://www.jogos.antigos.nom.br/piao.asp)
Promover interação entre os participantes através de disputas mediadas por um artefato que requer controle da habilidade, adquirida com a prática.
A origem remota do jogo do pião, segundo d’Allemagne (s.d., p.35), está entre os gregos e romanos. Callimaque Pittacus, que morreu em 579 a.C, já falava de um pião que fazia virar com um chicote. Os romanos conheciam também este jogo, uma vez que Horácio falou dos trochus. Parece que entre os romanos o pião já era o jogo favorito das crianças. Ao invés de trabalhar Pérsio só queria rodar seu pião de madeira. Virgílio, no Livro III, da Eneida, designou o pião quando disse: “Volitans sub verbere turbo.”
O folclorista Luiz da Câmara Cascudo descreve a pequena peça como “Pinhão”, brinquedo de madeira piriforme, com ponta de ferro, por onde gira pelo impulso do cordão enrolado na outra extremidade puxado com violência e destreza. (...) O strombos dos gregos e o turbo dos romanos são o mesmo jogo de pião das crianças de hoje, e datam pelo menos da pré-história da civilização (...) pois alguns piões de argila primitivos figuram na coleção de “Schliemann”. (Heinrich Schliemann foi um arqueólogo alemão - 1822/1890 - que adquiriu fama pelas explorações arqueológicas na Grécia, especialmente em Micenas.)
Descrição Livre
Brincadeira bastante simples porem com variações ao redor do Brasil quanto ao nome, porém os mais comuns são Pique-Pega são Pega-Pega.
A mecânica é bem simples, escolhe-se alguém para ser o "pegue", o mesmo realiza uma contagem até que dê tempo suficiente para que os outros membros da brincadeira consigam se afastar a uma distância segura do pegue. Terminada a contagem o pegue corre atrás dos outros e o primeiro que for atingido pelo pegue (encostando em qualquer outra parte do corpo) torna-se o novo pegue e passa a correr atrás dos outros. A mecânica repete-se até que todos se cansem.
Porém apesar da simplicidade da brincadeira, é necessário que se estabeleça limites regionais, exemplo, em uma rua o limite pode ser em duas esquinas ou dois postes por exemplo. Aumentasse ou diminui-se a distância com intensão de dificultar ou facilitar a missão do pegue.
Outras variações da Brincadeira são o Pique-Grude e o Pique-Alto
No Pique-Grude aquele que foi o pegue inicial ganha aliados assim que começa pegar seus oponentes. O detalhe fica por conta de que o ajudante/novo pegue não pode soltar a mão do pegue antigo. Dessa forma a medida em que se alissia novos pegues é formado uma corda humana. A diversão fica por conta dos tombos e movimentos estranhos gerados pela "corda humana" e o ganhador é aquele que for mais agil e conseguir ser o último livre.
No Pique-Alto ou João-Trepa os participantes podem escalar muros, arvores ou qualquer outra superficie mais alta para poder escapar do pegue. Dessa forma a brincadeira torna-se um pouco mais dificil. Logicamente ninguém pode passar o tempo todo "trepado" em algum lugar e aquele que o fizer automaticamente torna-se o novo pegue.
Alguns vídeos demonstrativos
Suportar o máximo de tempo possível a proibição de uma determinada expressão corporal.
QUERO SABERAs brincadeiras na maioria exploram a corporeidade e contato entre os participantes. A salada mista é uma brincadeira que se difere das outras pelo abuso das sensações e confiança no outro.
Assim a criança desenvolve o conhecimento próprio do corpo (sensações e emoções) e aprende a se relacionar.
Normalmente os pequenos participantes tem idades acima de 5 anos, fase em que seu intuito se volta para o mundo e se distancia dos pais, indo em direção a novas descobertas sociais.
Os papéis dos participantes são mudados a cada rodada da brincadeira:
Inicia com um participante de olhos vendados selecionando alguém do outro grupo, em seguida ele escolhe entre uma das opções (pêra, uva, maçã ou salada mista).
Cada uma das opções tem uma conseqüência diferente.
Um indivíduo escolhe uma forma de contato com outro, entre algumas pré-definidas, sem o conhecimento de quem será este outro interator.
Preparação
O jogo começa com a construção da "pista" de corrida. Utiliza-se o que se tem de material sobrando para construir o circuito. São utilizado pedaços de madeira, garrafas pets, tijolos, pedras, arames, etc.
Logo após o recolhimento do material e o posicionamento deste em forma de rampas, fossos, túneis, etc, é demarcado o circuito riscando a terra com um graveto, ou em caso de campos mais arenosos arrastando o calçado marcando o percurso.
Montado o circuito é hora de posicionar os "carros", que no caso são tampas de refrigerante ou de cerveja geralmente. Não há restrições quanto ao tipo de tampa, porém para iniciantes é recomendado a utilização de tampas de plásticos, como as de garrafas pets 2L, para fins de não machucar-se.
Jogando
Define-se o nímero de voltas no circuito. Para ver quem começa jogando é "tirado um discordar", ou "2 ou 1". As tampinhas são movimentadas pelo circuito através de um "peteleco" na tampinha com os dedos do jogador. Caso a tampinha saia fora do percurso o jogador deverá esperar uma rodada para jogar novamente.
Vence quem completar o circuito primeiro.
Numa roda de muitas pessoas, quanto mais pessoas mais engraçado ela fica, o primeiro inventa secretamente uma palavra e fala - sem que ninguém mais ouça - nos ouvidos do próximo (à direita ou à esquerda). Assim, o próximo fala para o próximo e assim por diante até chegar ao último. Quando a corrente chegar ao último esse deve falar o que ouviu em voz alta. Geralmente o resultado é desastroso e engraçado, a palavra se deforma ao passar de pessoa para pessoa e geralmente chega totalmente diferente no destino. É possível competir dois grupos para ver qual grupo chega com a palavra mais fielmente ao destino. (fonte: Wikipedia.org)
Algo que sofre alterações (ou não) gradativas ao sofrer sucessivas interferências ou ruídos.
Não se sabe ao certo a origem da brincadeira, mas é possível que coincida com a própria popularização do telefone, por volta do final do século XIX, início do século XX. Nesse período, além da conexão ser instável, o som da voz transmitido certamente sofria ainda mais interferências e ruídos que hoje em dia, tornando freqüentes problemas de comunicação. Como na brincadeira a mensagem é passada de uma criança para a outra sem passar por um fio, daí deve vir o nome do jogo.
Referências a esta brincadeira estão em nosso dia a dia em qualquer situação em que ocorram falhas de comunicação. Por exemplo, fofocas inocentes que ao serem passadas de uma pessoa para outra podem virar problemas enormes ou em uma empresa, quando uma informação é passada do diretor para o gerente, do gerente para o coordenador, do coordenador para o funcionário. No final da “corrente” esta informação pode chegar completamente distorcida.
Softwares mais utilizados:
Aplicativos Web:
Hardware para prototipação:
Linguagens de programação
Outros:
O cinema é importantíssimo para o Design de Interação. Além de divulgar avanços nas pesquisas de interfaces, propõe debates acerca do papel da tecnologia no cotidiano. A dúvida que a ficção científica deixa é: que futuro queremos?
É, para muitos críticos, um dos melhores filmes de ficção científica de todos os tempos. Foi realizado em 1968 pelo cineasta Stanley Kubrick, natural de Nova York, EUA.
Uma das personagens principais do filme é o computador inteligente HAL 9000, uma das máquinas mais famosas da história do cinema. A crítica viu no nome do computador uma referência velada a IBM, pois as letras da sigla precedem em uma casa a denominação da conhecida empresa estado-unidense do sector informático. Kubrick, no entanto, desmentiu essa tese, dizendo que isso não passou de uma coincidência.
Desde a "Aurora do Homem" (a pré-história), um misterioso monólito negro parece emitir sinais de outra civilização interferindo no nosso planeta. Quatro milhões de anos depois, no século XXI, uma equipe de astronautas liderada pelo experiente David Bowman (Keir Dullea) e Frank Poole (Gary Lockwood) é enviada a Júpiter para investigar o enigmático monólito na nave Discovery, totalmente controlada pelo computador HAL 9000. Entretanto, no meio da viagem HAL entra em pane e tenta assumir o controle da nave, eliminando um a um os tripulantes.
Um sujeito encontra um controle remoto que pode controlar sua vida.
Se você assistiu este filme, escreva uma sinopse por favor.
Lista de filmes recomendados pelo programa Design de Interação do Royal College of Art.
http://www.rca.ac.uk/Docs/1DesInt_09.pdf
A estrela do design suíço não são apenas os móveis de Le Corbusier ou as
cadeiras de Landi, mas sim fontes de impressão. Dentre elas, a mais
conhecida é a "Helvetica", que completa 50 anos de sucesso no mundo
inteiro. Helvetica é agora homenageada através de um documentário
realizado nos Estados Unidos. swissinfo entrevistou em Nova Iorque seu
autor, Gary Hustwit.
A Helvetica é considerada o ícone do design
suíço dos anos 60 e 70. Como nenhuma outra família tipográfica, ela
marca espaços urbanos até hoje.
A fonte é considerada clara e
simples, o que explica seu sucesso no mundo. Seja na propaganda, nos
cardápios, nas placas de sinalização nas rodovias, trens, metrôs em
Zurique, Milão, Londres, Berlim, Tóquio ou Nova Iorque – por todos os
lados as pessoas esbarram, sem saber, nas suas formas redondas.
Sobretudo nos anos 70 a Helvetica era considerada uma estrela da
identidade corporativa (corporate identity) das empresas. Mesmo na
própria Suíça nomes famosos como a rede de supermercados Migros ou a
SBB, a Companhia Suíça de Trens, utilizaram dela na formação da sua
imagem.
Um filme sobre o dilema da objetividade na pesquisa social inserida num contexto mercadológico.
Uma empresa deseja projetar uma cozinha perfeita para homens solteiros e envia um pesquisador para observar como uma mosca na parede o dia-a-dia de um voluntário do público-alvo.
Uma crítica interessante ao pseudo-cientificismo das pesquisas de marketing, à desumanização do consumidor e às metodologias positivistas.
O longa conta a história de dois pacientes de um hospital psiquiátrico que se apaixonam. Cha Young-goon (Su-jeong Lim) é uma interna que acredita ser um ciborgue, e por isso se recusa a comer com medo de danificar o seu “corpo robótico”, e Park Il-Sun (Rain) está em tratamento por achar que está encolhendo rumo à insignificância, e também por pensar que pode roubar habilidades de outras pessoas.
No dia-a-dia do hospital ela conversa com máquinas e chupa pilhas na esperança de recarregar suas energias; ele segue experimentando as habilidades de outras pessoas; e os dois, aos poucos, vão criando um laço de amizade que acaba os envolvendo em um amor ingênuo e sincero.
O interessante do filme é que a tecnologia é parte fundamental da identidade dos personagens, como um dispositivo de imaginação. Primeiramente, a tecnologia aparece como desumanizadora, bloqueadora de emoções, mas conforme a protagonista aceita sua própria humanidade robótica, a tecnologia vai desvelando sua complexidade.
No filme em que Spock e Kirck aparecem jovens, algumas interfaces chamam a atenção.
O painel de controle da Enterprise foi elaborado pelo estúdio OOO-i e apesar do visual retrô, utiliza controle por reconhecimento de voz, sensores de presença, telas transparentes.
O ambiente de treinamento dos vulcanianos também impressiona, utilizando hologramas interativos.
Mais Estranho que a Ficção
Titulo original: Stranger than Fiction
Lançamento: 2006 (EUA)
Direção: Marc Forster
Atores: Will Ferrell , Denise Hughes , Tony Hale , Maggie Gyllenhaal , Emma Thompson
Duração: 113 min
Gênero: Comédia
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http://www.cinemacafri.com/filme.jsp?id=703
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Certa manhã, um funcionário comum e solitário da Receita Federal chamado Harold Crick (Will Ferrell, indicado ao Globo de Ouro de Melhor Ator - Comédia/Musical pelo papel) começa a ouvir uma voz feminina narrando todos os seus pensamentos, sentimentos e ações com precisão e detalhismo surpreendentes. A vida meticulosamente controlada de Harold é virada de cabeça para baixo por essa narração. E quando a voz declara que Harold Crick encontra-se em uma situação de morte iminente, ele inicia uma jornada tentando descobrir quem está escrevendo sua história, procurando a ajuda de vários “especialistas”, como psicólogos e até um professor de literatura, Jules Hilbert (Dustin Hoffman, genial!).
A voz na cabeça de Harold revela-se ser de Karen Eiffel (Emma Thompson, brilhante como de costume), uma escritora que está se esforçando para encontrar um final para aquele que promete sua obra definitiva. O único desafio que resta é imaginar uma maneira de matar seu personagem principal, porém mal sabe ela que Harold Crick está vivo. Para tornar as coisas piores, a editora de Kay escala uma assistente, Penny Escher (Queen Latifah), para forçar Eiffel a acabar seu livro e liqüidar Harold Crick.
Apesar de viver uma vida solitária e rotineira, Harold deseja continuar vivendo, vontade esta que aumenta quando conhece Ana Pascal (Maggie Gyllenhaal, belíssima), uma jovem contribuinte que está sendo investigada por sonegação.
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Muito interessante no filme são os grafismos "interativos" que surgem na cena como uma referência esquemática aos acontecimentos, sentimentos e pensamentos do protagonista.
Neo descobre que sua vida ordinária estava programada dentro de um sistema que usa seres humanos como fonte de energia.
Caberia uma análise bem complexa
Um dos filmes mais importantes para a popularização do Design de Interação, o filme mostra um cenário futurístico em que a tecnologia é utilizada para monitorar o passado, presente e futuro dos cidadãos, impedindo que estes cometam atos subversivos.
As interfaces e interações mostradas no filme apresentam diversos avanços reais desenvolvidos em laboratórios de pesquisa em Design de Interação, como interfaces gestuais, monitores transparentes, papel digital e propaganda contextual.
A empresa que prestou consultoria para a direção do filme acerca de interfaces gestuais é Oblong Industries, que comercializa uma interface similar a do filme.
Sinopse: Um grupo de designers industriais reflete sobre a relação entre a criatividade e os objetos ostensivamente comerciais que produzem. Gary Hustwit (Helvetica) dirige esta exploração fascinante da encruzilhada entre o design funcional e a arte.
Trailer
Websites
Instalações Interativas
Consultoria e treinamento
Análises de Usabilidade
Publicidade Interativa
Arquitetura de Informação
Gestão de produtos e inovação
Telefonia celular
Automação
Componentes Eletrônicos
A partir do momento em que os sistemas deixam de ser auto-centrados e passam a ser instrumentalizados para controle ou apropriação por entidades externas, surgem contradições entre as intenções internas e externas ao sistema. Em outras palavras, os softwares funcionam (do ponto de vista do sistema), mas não servem para fazer o que o usuário quer ou servem para fazer algo, mas não funcionam (do ponto de vista do usuário).
Percebendo que este era um dilema que o Design havia ajudado a superar na indústria de produtos, Bill Moggridge e Bill Verplank cunharam o termo “design de interação” em 1984 para delimitar uma área que se dedicasse a tornar os sistemas mais adequados para seus usuários.
A proposta do Design de Interação é, em outras palavras, negociar as múltiplas qualidades de uso de um sistema com seus interessados (LÖWGREN E STOLTERMAN, 2004), articulando interesses, expectativas, gostos, conhecimentos e habilidades. Inicialmente atrelada ao desenvolvimento de requisitos e interfaces gráficas para softwares que funcionavam apenas em microcomputadores, a área passou a abranger outras aplicações, conforme o material digital se alastrou pela sociedade. Pesquisadores e praticantes vindos de diferentes áreas discutiram os fundamentos da prática a partir das visões diversas que traziam.
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As metodologias ágeis estão transformando o ambiente de trabalho em Tecnologia da Informação drasticamente. Para assentar o crescimento das equipes, as empresas estavam dividindo o trabalho em etapas, distribuindo entre especialistas e departamentos. Os únicos que tinha a visão geral sobre o processo eram os gestores, mas o problema é que nem sempre o processo era seguido pelas equipes. Acabava que ninguém sabia exatamente o que estava acontecendo e quando se davam conta, já tinha estourado o prazo.
As metodologias ágeis tentam resolver essa ineficiência com um ritmo de desenvolvimento cíclico, ao invés de linear. Os membros das equipes tem que se encontrar frequentemente, informando o que estão fazendo e solicitando ajuda. O prazo se torna sagrado, mas a responsabilidade é do grupo. Se alguém está com problemas, os demais devem ajudar.
No Design, a característica principal é a criação de protótipos e validação rápida, evoluindo o design sem gastar tempo com documentação.
O design centrado no usuário surgiu como reação às abordagens anteriores que estavam apresentando resultados insatisfatórios. O usuário final do produto era quem de fato deveria ser consultado na hora de tomar decisões cruciais. Por isso, a pesquisa é tão importante para o design centrado no usuário. Como saber se o produto atende às necessidades do usuário se não perguntamos a ele?
O produto deve se adaptar às necessidades atuais e características dos usuários.
Antes de iniciar o desenvolvimento do produto, o público-alvo é definido e suas necessidades são levantadas.
O objetivo do Design Centrado no Usuário é a correspondência entre o modelo conceitual embutido no sistema pelo designer — a imagem do sistema que ele cria para explicar como o sistema funciona — e o modelo mental do usuário — formado a partir de sua experiência prévia com artefatos similares.
Em hipótese, quanto melhor se puder prever o modelo do usuário, maior será a eficiência no uso do sistema.
Baseado nesta hipótese, Norman (1986, 2006) propõe o discurso de Design Centrado no Usuário para diferenciar o desenvolvimento de softwares que, ao invés de guiar-se pelo primor técnico, objetiva adaptar o software às características psicológicas dos usuários finais.
Segundo a norma ISO 9241-210 (Human-centered design for interactive systems), um processo de design centrado no usuário deve seguir os seguintes princípios:
O projeto deve ser baseado no entendimento explícito dos usuários, tarefas e contexto;
Os usuários devem ser envolvidos durante a criação e prototipação:
através da participação ativa,
servido como fonte de informações,
atuando como avaliadores de soluções
O projeto é direcionado e refinado por avaliações centradas no usuário;
O processo é iterativo;
O projeto deve considerar a experiência do usuário como um todo;
A equipe deve possuir habilidades e perspectivas multidisciplinares.
Como não é viável envolver todos os usuários de um produto durante a pesquisa, o design centrado no usuário tende a gerar produtos adaptados somente para aqueles usuários que participaram das pesquisas, ou seja, há risco de agradar poucos e desagradar muitos. O nome mais correto para essa abordagem seria design centrado em alguns usuários.
Como bem observou Luli Radfahrer numa entrevista, o design centrado no usuário está criando uma cultura de usuários mimados que não estão abertos a novidades. O design centrado no usuário tende a ser conservador, assim como os próprios usuários. O usuário espera o padrão, portanto, o designer tem que seguir o padrão. Para superar essa tendência, a IDEO, por exemplo, prefere envolver pessoas com perfis anormais, pois elas tendem a provocar insights mais inovadores. Tom Kelley explica que as pessoas normais estão acostumadas com o que consomem, então tendem a pedir aquilo que já conhecem.
A proposta do Design Participativo é valorizar a participação de usuários durante o processo de desenvolvimento de produtos e serviços. Através de oficinas e ferramentas colaborativas, os usuários participam ativamente da definição das características do que está sendo projetado.
Design Participativo é parte da transição das Sociedades de Massa rumo às Sociedades Civis. O consumidor assume seu papel de cidadão, participa da criação de bens culturais, exercita a crítica e atua politicamente.
Existem várias abordagens para o Design Participativo, porém, cabe ressaltar o pioneirismo da abordagem escandinava. Durante os anos 1960 e 1970 foram desenvolvidos projetos para a democratização da tecnologia envolvendo pesquisadores, sindicatos e operários. Em 1977, o governo da Noruega promulgou uma lei que exigia a participação de trabalhadores na reestruturação de seu ambiente e ferramentas de trabalho, porém, a participação dependia da mediação dos sindicatos.
Em 1981, o projeto UTOPIA tentou superar as limitações de participação com a inclusão de trabalhadores no processo de desenvolvimento de tecnologias. O projeto UTOPIA foi referência para diversas pesquisas subseqüentes, particularmente na área de Computer Supported Cooperative Work (CSCW). A partir dos anos 1990, algumas empresas produtoras de tecnologias passaram a incluir o design participativo no seu leque de métodos para a pesquisa e desenvolvimento de produto.
Uma das vantagens (e desafios) do design participativo é sua capacidade de motivar as pessoas a se envolverem no delineamento do futuro a partir das experiências vividas no passado e no presente. Tendo vivência real da situação, os participantes podem contribuir com propriedade, enfatizando os aspectos que lhe são cruciais, como:
Como os interesses e vivências são diferenciados para cada pessoa, a todo momento, converge-se ao debate. Além de discutir os sistemas, os participantes descobrem entre si novas visões sobre as situações vividas e o efeito destas visões na própria situação, conscientizando-se assim do papel político do cotidiano no delineamento da própria sociedade.
Como a participação pressupõe a atuação coletiva, é preciso chegar ao consenso para progredir num mesmo caminho. Os desejos de uma pessoa podem ser diametralmente opostos a de outra pessoa e, mesmo numa mesma pessoa, podem haver desejos contraditórios. É preciso, portanto, consensualizar os desejos que todos concordem que sejam realizados. O desejo transforma-se, então, num objetivo claro a que todos estão conscientes. Cada ação no grupo será balisada nesse objetivo, mas esse objetivo poderá ser, a cada ação, reavaliado.
A crítica deve ser incentivada, especialmente para perceber a presença de forças sociais externas à atividade projetual. É preciso cuidar para que os objetivos consensualizados não entrem em forte contradição com os interesses de subgrupos ou indivíduos, privando-os de sua liberdade.
A abordagem política de design participativo desenvolvida na Escola Escandinava não é muito difundida no Design de Interação, pois não é possível aplicar os mesmos métodos empregados na cultura escandinava em culturas diferentes, como ambientes corporativos que não são caracterizados pela alta união, por uma legislação que assegura o papel do usuário no design do sistema ou por um processo de desenvolvimento de software de pequena escala.
Com raras exceções, quando o termo aparece fora do contexto escandinavo é para descrever exercícios pontuais de “como seria se fosse diferente do que é...”, que fazem parte de processos pouco participativos.
Não existem muitas referências práticas sobre como proceder ao adotar o Design Participativo em projetos de Design de Interação. Os autores argumentam que a prática depende muito da situação e não se pode generalizar um processo válido para qualquer situação.
Entretanto, alguns elementos são recorrentes em processo de Design Participativo.
Antes de iniciar a participação direta, é comum fazer estudos etnográficos para compreender melhor a situação em que o Design Participativo se baseará.
Os promotores do processo de design abordam membros da comunidade, em grupo ou individualmente, para convencê-los da importância do engajamento no processo. Dessa forma, firma-se o comprometimento entre a comunidade.
Quando a comunidade está engajada, podem ser promovidas oficinas para construir colaborativamente conceitos e protótipos de novas tecnologias. Numa mesma oficina, podem ser executados diferentes métodos para desvelar aspectos da situação e das tecnologias que não haviam sido levados em consideração inicialmente.
Os jogos são formas de testar e aperfeiçoar as propostas de mudança da situação. Podem ser criados cenários hipotéticos, encenações, simulações ou competições.
A prototipação é essencial para facilitar a participação de pessoas não treinadas nas formalizações e abstrações necessárias para compreender o funcionamento de um software.
Nos slides abaixo são elencados os principais pontos para compreender Design Participativo como uma metodologia de projeto.
Design Participativo como Metodologia de Projeto View more Microsoft Word documents from Frederick Van amstel.O JAD foi criado pela IBM e se baseia em grupo de foco para chegar em consenso.
Mais @ Wikipedia
Um dos fatores que contribuíram para a difusão do movimento de Software Livre foi a abertura da Internet para além das fronteiras militares e universitárias. Os projetos de Software Livre se apropriaram da rede para distribuir e convocar voluntários a contribuir.
Um dos mais bem sucedidos projetos desse tipo foi o kernel do sistema operacional Linux, iniciado por Linus Torvalds. A partir de um código inicial elaborado por Torvalds, milhares de programadores espalhados pelo mundo e conectados pela Internet desenvolveram um sistema operacional extremamente robusto, capaz de competir com os produtos de grandes indústrias de software.
Analisando o fenômeno, Eric Raymond sugere a metáfora da catedral e do bazar para diferenciar o modelo de desenvolvimento da indústria tradicional e dessas redes de colaboradores voluntários.
O modelo “catedral” consiste em subdividir as tarefas de programação do sistema entre um número limitado de programadores, reduzindo ao máximo os cargos que teriam a visão geral do sistema para, dentre outros motivos, assegurar a sigilosidade comercial do projeto.
O modelo “bazar” era exatamente o oposto: lançar o conceito do produto o mais breve possível, mesmo que incompleto ou com falhas e abrir seu código-fonte para que qualquer pessoa pudesse contribuir diretamente ao projeto usando as ferramentas de comunicação pela Internet.
Jesse James Garret define cinco planos conceituais para discutir os problemas da experiência do usuário e as suas respectivas soluções:
A ideia é construir o website usando uma abordagem de baixo para cima (bottom-up), começando com conceitos abstratos e chegando a definições concretas, cada vez mais ricas em detalhes. O próprio diagrama se assemelha a um prédio, cujas etapas seriam os andares. A etapa de estratégia, por exemplo, seria a fundação do prédio e uma alteração nela teria efeitos drásticos nos demais andares. A mudança no escopo afeta a estrutura e assim por diante.
Isso não significa que cada decisão sobre um plano tem que ser necessariamente feita antes que se comece a definir o plano subsequente. Em certos momentos, é necessário reavaliar decisões anteriores e mudar o rumo do projeto. Por isso, é importante que o design entre num ciclo constante de avaliação para que se identifiquem desvios antes que seja tarde demais para mudar.
Uma reavaliação dos planos mais baixos costumam acarretar retrabalho nos planos superiores. Por exemplo, próximo do final de um projeto de website destinado ao publico infantil há uma mudança na estratégia e é preciso que o mesmo website acolha não só o publico infantil como antes havia sido definido, mas tambem os pais das crianças. A estrutura precisará acolher novas páginas, com conteudo específico para os pais e o visual das páginas deverá satisfazer tambem os objetivos dos adultos, que certamente não vem ao website para se divertir com jogos interativos. Cada página terá que ser revista tanto no aspecto de conteúdo quanto na apresentação visual e, é claro que a estrutura de navegação entre elas não poderá ser a mesma. Um projeto assim provavelmente ultrapassaria o prazo planejado para sua conclusão e talvez requisitasse recursos que não haviam sido previstos.
Procedimentos comuns para pesquisas em Design de Interação.
"É essencial para o sucesso de um design de interação que o designer encontre uma forma de entender percepções, circunstâncias, hábitos, necessidades, e desejos dos usuários." (Jane Fulton Suri, IDEO staffer).
Observar é uma forma eficaz de se entender determinados contextos quando um usuário não consegue descrever o que ele faz diante de uma determinada situação ou o que ele pensa e faz. "Acompanhamento" (Shadowing) é um método de pesquisa desenvolvido pela IDEO que busca através de uma observação intensa (por um período não tão curto de tempo) informações preciosas sobre contextos onde um determinado produto está inserido. Este método é parte do conjunto de Cartas de Métodos da IDEO.
O objetivo principal deste método é revelar ao designer de que forma um usuário reage / é afetado por um determinado produto.
Acompanhe o usuário ou um grupo de pessoas afim de observar e entender seu dia-a-dia, interações e contextos. Com isso é possível enxergar hábitos e outras coisas que dificilmente poderia ser detectado através de outro método.
Não existe um passo-a-passo de como este método é aplicado e este método apenas não é suficiente na pesquisa para o desenvolvimento de um determinado produto. Observando a utilização de outros métodos da IDEO (cartas), é possível entender que para resolver um determinado problema é preciso aplicar vários métodos, pois estes se complementam.
A equipe da IDEO acompanhou caminhoneiros em suas viagens para entender como estes são afetados por um dispositivo capaz de detectar sua sonolência. Veja abaixo algumas fotos que registram a aplicação do método.
A atividade humana pode ser analisada utilizando o sistema da atividade proposto por Engestrom, composto de 7 elementos:
Toda atividade humana é voltada para a transformação de algo que interessa às pessoas. Esse algo é chamado de objeto. As pessoas utilizam instrumentos para transformar o objeto de modo a atingir um resultado. Mesmo que uma pessoas esteja agindo sozinha numa atividade, ainda assim ela estará inserida numa comunidade, com características culturais próprias. Dentre estas características, é relevante analisar a aplicação das regras e da divisão do trabalho na atividade.
Vale ressaltar que o objeto não é necessariamente algo físico, mas possivelmente simbólico, como no caso de atividades de comunicação. O objeto nesse caso, é a mensagem e não os instrumentos utilizados para transmití-la (ex: máquina fotográfica, email, telefone).
Segundo Engestrom, os elementos da atividade estão em constante reconfiguração, ou seja, trata-se de um sistema dinâmico. Eventualmente os elementos entram em contradição e a tensão no sistema aumenta. As pessoas podem, por exemplo, não se sentirem à vontade com a divisão do trabalho por motivos políticos e quando a tensão se torna forte demais, ambos podem ser reconfigurados. As pessoas podem deixar a atividade e serem substituídas por outras ou a divisão do trabalho pode ser revista.
Os elementos da atividade devem ser identificados num contexto particular, ou seja, numa atividade específica e não numa atividade genérica ou numa média de elementos entre diferentes atividades. As seguintes perguntas são baseadas na Lista de Verificação da Atividade:
As atividades humanas estão sempre interconectadas, formando uma rede. A conexão mais explícita é quando o resultado de uma atividade se torna o objeto de outra, ou seja, quando o fluxo de trabalho passa de uma etapa a outra. Outras formas de conexão entre atividades:
Análises realizadas em exercícios com alunos do Instituto Faber-Ludens:
A Análise de Contexto de Uso (CoU em inglês) é uma método baseado em questionários, útil para a captura de informações sobre o contexto em que um produto, serviço ou sistema está ou estará inserido.
Os três principais produtos da Análise de Contexto de Uso devem surgir a partir das respostas para as seguintes questões:
CoU pode ser aplicado tanto na fase de definição dos requerimentos quanto para a avaliação da usabilidade. No primeiro caso, o método deve ser aplicado logo no início do projeto, no momento da conceitualização: identificação do público alvo, definição de tarefas e onde o projeto será aplicado. Já no segundo caso, a Análise de Contexto de Uso pode ser aplicando no planejamento de quais aspectos da aplicação necessitarão ser testados e em quais circunstâncias.
O método deve ser aplicado em uma reunião com as pessoas envolvidas no projeto (stakeholders). Uma pessoa será responsável por coordenar as ações e uma outra deve ser responsável por anotar as informações, seja em uma planilha, post-its ou em um whiteboard. É importante que as pessoas presentes na reunião sejam apresentadas ao processo com antecedência, para que os trabalhos fluam melhor.
A primeira coisa a se discutir é o escopo do público: Quantos tipos de usuários existem? Quais os tipos de tarefas eles executam? Eles interagem com o produto sempre no mesmo ambiente ou isso varia? Não se deve entrar em muitos detalhes neste momento, isso deverá ser feito mais tarde. Caso não seja possível reunir todas as pessoas envolvidas nesta reunião, é possível fazê-la com um grupo menor e, paralelamente entrevistar pessoas chaves para o desenvolvimento do projeto.
Como o CoU é um processo iterativo, é possível que o resultado da análise sofra alterações a medida em que o projeto se desenvolve. Neste caso, é importante manter todas as versões da análise documentadas. Também é interessante que cada elemento identificado (tipo de usuário, tarefas e ambientes) receba uma avaliação de nível de importância a partir dos estudos feitos com os usuários finais.
Na fase de conceitualização, deve-se definir características:
Nesta fase, é bom tomar os seguintes cuidados:
Na fase de avaliação do produto definirá:
Quando se tratar de um projeto mais complexo e quando as informações necessárias não estiverem plenamente disponíveis, outros métodos devem ser aplicados anteriormente: Contextual inquire, Observação etnográfica, entrevistas, grupos de foco, etc.
Os denominados Web-analysis, são técnicas analíticas de padrões de navegação de usuários em ambiente web, se dão a caráter de registros (logs) de toda a atividade do usuário dentro da página. A partir do armazenamento e gerenciamento destes dados podemos fazer uma análise da performance da página.
Como exemplo, existe a chamada Taxa de Convergência que consiste em um dado percentual que demonstra estatísticamente a quantidade de pessoas que entraram no site em relação a quantidade de usuários que finalizou uma compra ou acessaram determinadas informações sobre um produto ou serviço
Os registros e a classificação dos dados são feitos através de fornecedores de serviço, sejam eles pagos, ou gratuitos.
O serviço sempre trabalha com os mesmos dados, quantidade de visitantes, page views (número de páginas visualizadas), contagens de clicks, unique visitors (visitantes únicos) etc. Sendo assim a qualidade do serviço prestado pode ser avaliada através de outros quesitos como a velocidade na produção de relatórios assim como as atualizações nos dados, personalização das informações e entre outros.
A partir da análise dos dados, podemos gerar várias mudanças em diversos fatores que refletem sobre a experiência do usuário:
Na maioria das vezes estas praticas são sugeridas com a finalidade na melhoraria da experiência de uso, através de mudanças na organização ou estruturação das informações. Isto pode ser determinante na representatividade da página, pois as modificações desencadeadas através da análise poderão tornar a página muito mais fácil de usar, refletindo em uma experiência muito mais agradável ao usuário.
Existem diferentes formas de avaliar a facilidade de uso de uma interface. O propósito é encontrar situações de baixa usabilidade para corrigí-las o quanto antes possível.
A análise de helpdesk ou análise de suporte serve para identificar:
A análise verifica fontes de dados e informações acerca do atendimento aos usuários, em diferentes canais de suporte. Estas fontes podem incluir:
Os dados podem ser classificados de acordo com as funcionalidades do sistema, perfil de usuário ou tarefa.
Embora a análise possa ser exclusivamente qualitativa, quando se tem um banco de chamados organizado, é possível para gerar estatísticas do tipo:
Estes dados costumam ser argumentos fortes a favor da revisão e redesign de funcionalidades de um determinado sistema, pois a redução no tempo de atendimento e de problemas impacta diretamente os custos de treinamento e suporte do projeto.
Em sistemas Web, um dashboard customizável como este abaixo pode suportar um processo de redesign iterativo, baseado no impacto que as mudanças tem no suporte.
Uma limitação importante é que, mesmo que o atendimento ao usuário seja monitorado, variações no estilo e eficácia podem comprometer sua credibilidade como fonte acerca da interação com o produto em questão. Em alguns casos, o problema maior do usuário é com o próprio serviço de atendimento e não com o produto.
Após um mal atendimento o usuário pode desistir de pedir suporte pelo canal oficial e o problema com a funcionalidade X pode parecer que desapareceu, por isso é importante monitorar também canais de suporte não-oficiais, como fóruns de discussão.
A Avaliação de Especialista é uma forma barata de encontrar situações de baixa usabilidade numa interface, antes mesmo de ficar pronto o produto final.
O avaliador recebe um protótipo da interface, funcional ou não, e busca prever como o usuário vai reagir em situações reais se o produto fosse lançado daquela forma. Enquanto percorre todos os caminhos possíveis de interação, toma nota dos pontos fortes e fracos da interface. Ao final da avaliação, entrega um relatório que confirma boas idéias e sugere soluções para problemas encontrados.
Depedendo da quantidade de telas e a complexidade de interação, a avaliação leva de 2 a 5 dias.
Avaliação Heurística é um método de avaliação de interfaces baseado em princípios de usabilidade. Os princípios são chamados de heurísticas pois são desenvolvidos a partir de uma série de experiências prévias, sintetizando pontos recorrentes.
Um conjunto de heurísticas tal como as 10 famosas de Jakob Nielsen, visam cercar todos os problemas de uma interface genérica. Elas podem também ser específicas para um tipo de interface, como as de Claudia Dias.
É possível e desejável que uma pequena parcela dos avaliadores seja um expert no domínio do conhecimento (por exemplo, um site sobre alimentação poderia ter um nutricionista como avaliador), mas a participação dos experts em usabilidade é essencial e majoritária.
Se for encontrado um problema que não tenha a ver com nenhuma heurística, é sinal de que talvez seja necessário criar uma nova heurística. É assim que as heurísticas evoluem.
É altamente indicado que os avaliadores não estejam envolvidos no processo de design das interfaces. Ninguém gosta de encontrar erros nos seus trabalhos e é isso mesmo que a avaliação heurística vai fazer. Como esse tipo de avaliação não ocorre com frequência é um bom negócio contratar consultores externos para fazê-las. Para eles, será um trabalho rápido porque já possuem experiência no procedimento e o custo será baixo.
Percurso Cognitivo é uma técnica em que um avaliador isento percorre caminhos por uma determinada interface buscando se colocar no lugar do usuário e verificar se há algum problema potencial para o mesmo e tenta prever onde haverá dificuldades de interação. Não se baseia só em princípios de design e usabilidade, mas nos efeitos que a interface terá sobre o usuário, no sentido de suas habilidades e expectativas. A técnica assemelha-se a uma análise de tarefas (com a diferença de que esta usa como métrica o número absoluto de sub-tarefas, enquanto o percurso cognitivo considera também a complexidade de cada uma dessas sub-tarefas). O percurso cognitivo tem foco no aprendizado do sistema interativo.
Sobre uma proposta de design, os avaliadores simulam a execução da tarefa, efetuando uma série de perguntas sobre cada passo:
O que o usuário precisa saber antes de realizar a tarefa?
O que o usuário deve aprender ao realizar a tarefa?
Mais perguntas adicionais específicas associadas às tarefas são:
>O usuário tentará atingir a meta correta?
>Dada a decomposição de uma tarefa em subtarefas, o usuário saberá por onde começar? Saberá qual é o próximo passo?
>O que o usuário vai tentar fazer a cada momento?
>O usuário perceberá que a ação correta está disponível?
>Onde está o elemento de interface correspondente ao próximo passo?
>Que ações estão disponíveis?
>O usuário associará o elemento de interface correto à meta a ser atingida?
>O elemento de interface revela seu propósito e comportamento?
>O usuário consegue identificar os elementos de interface?
>Se a ação correta é tomada, o usuário perceberá que progrediu?
>Como a interface apresenta o resultado de cada ação?
>O resultado apresentado tem correspondência com o objetivo do usuário?
Considerando-se cada um destes critérios, há algumas soluções típicas para as falhas mais comuns:
>eliminar uma ação, combinando-a com outra ou deixando o sistema assumi-la;
>fornecer uma instrução ou indicação de que uma ação precisa ser realizada
>modificar alguma parte da tarefa para que o usuário entenda a necessidade de ação.
>fornecer feedbacks que indicam o que ocorreu (melhor do que aquele que indica que algo ocorreu).
As recomendações de usabilidade não são um método propriamente dito, mas servem como ferramenta para outros métodos, como, por exemplo, a Lista de Verificação e a Avaliação Heurística.
As recomendações podem ser de alto ou baixo nível de orientação, variando entre esse dois extremos. Não existe um consenso sobre a nomenclatura dos diferentes níveis. Alguns termos usados pelos autores da área são: princípios, regras, heurísticas, diretrizes, critérios, padrões, metas, conceitos, entre outros.
Tradução das 10 Heurísticas de Nielsen.
O termo "design" utilizado nesse caso se refere ao produto e não ao seu processo de desenvolvimento. Os princípios listados a seguir podem ser encontrados no livro An Introduction to Usability de autoria do próprio Patrick W. Jordan.
Consistência
Projetar tarefas similares de forma a terem execuções similares.
Compatibilidade
Projetar métodos de operação compatíveis com a expectativa dos usuários, baseada no conhecimento sobre outros produtos e o "mundo exterior".
Consideração dos recursos do usuário
Projetar métodos de operação levando em consideração a demanda do produto por recursos do usuário durante a interação.
Feedback
Projetar produtos de modo que as ações realizadas pelos usuários sejam percebíveis e os resultados das ações tenham indicação significativa.
Prevenção de erro e recuperação
Projetar produtos minimizando a possibilidade de erros do usuário e, caso eles ocorram, provendo recuperação rápida e fácil.
Controle do usuário
Projetar produtos de modo que o nível de controle do usuário sobre as ações realizadas pelo produto e a adequação do seu estado inicial ao usuário sejam maximizadas.
Clareza visual
Projetar informações exibidas aos usuários para serem lidas com rapidez e sem causar confusão.
Priorização da funcionalidade e informação
Projetar a funcionalidade e informação mais importantes de maneira facilmente acessível aos usuários.
Transferência apropriada de tecnologia
Fazer uso apropriado da tecnologia desenvolvida em outros contextos para aumentar a usabilidade do produto.
Explicitude
Projetar propiciações coerentes com a funcionalidade e método de operação do produto.
São
avaliações de usabilidade informais, em razão a tempo e dinheiro. Guerrilha
significa realizar ações fora do comum, agressivas (e que muitas vezes beiram o
proibido no caso do Marketing Guerrilha), mas que têm baixo custo e podem
causar grande impacto. ["many usability techniques can be used quite
cheaply"]
Ações
tradicionais e um bom planejamento continuam fundamentais: as ações de
guerrilha podem ter um grande impacto inicial, mas sem sustentação não garante
o seu sucesso.
É comum
utilizar táticas de guerrilha para tentar estabelecer a usabilidade num
ambiente hostil:
Alertar
para a importância
da abordagem de design centrado no usuário;
Lutar
pelo orçamento
de forma a alocar profissionais ao "projeto usabilidade";
Institucionalizar a usabilidade na
empresa
Método para verificar a facilidade de uso de uma interface para seus usuários finais.
Usuários potenciais da interface são incentivados a usá-la num ambiente monitorado, onde suas ações são gravadas e anotadas. Um profissional facilitador fica ao lado do usuário para guiá-lo pelo teste e incentivar que verbalize seus problemas e desconfortos.
Numa sala separada, podem estar outros membros da equipe de design da interface para observar o teste ao vivo sem interferir no comportamento do usuário. Após o teste, os dados são analisados e é gerado um relatório contendo recomendações para a equipe de design e o consultor fica à disposição para discutir soluções para os problemas encontrados.
Com base em pesquisas de perfil dos consumidores, é recrutado um número reduzido de usuários potenciais, representando os principais grupos de perfis. Cada usuário testará a interface separadamente, numa sessão que dura aproximadamente 1 hora. Ao final da sessão, ele deve receber um brinde para compensar o tempo dispendido.
No início do teste, o facilitador explica porque a empresa está promovendo os testes e em seguida apresenta a interface, pedindo a opinião do usuário sobre aspectos subjetivos da interface, como beleza, atratividade e etc. Depois disso, o usuário é requisitado a realizar determinadas tarefas, como por exemplo "descobrir se o aparelho X possui uma funcionalidade Y". Ao final, é repassado ao usuário um questionário de satisfação para registrar seu conforto ao realizar as tarefas.
As tarefas que o usuário realiza são escolhidas com base na análise cruzada de log (estatísticas de navegação), de emails de suporte e do atendimento online. Essas fontes já possuem dados que servem como pistas para encontrar os principais problemas de usabilidade.
Para o adequado registro e observação da interação do usuário, é recomendado o uso de um laboratório de usabilidade. Trata-se de uma local com duas salas ligadas por espelho translúcido e uma câmera de vídeo. O espelho permite a observação livre do contexto e a câmera registra a expressão facial e fala do usuário durante o teste. Esses dados são cruzados com os registros de um software de fundo que monitora a interação do usuário com o sistema.
É possível realizar testes mais econômicos, porém a apresentação dos resultados não é tão rica. Caso não seja necessário grande esforço para chamar a atenção de outros membros da equipe para os problemas de usabilidade, não é necessário o laboratório de usabilidade. Com apenas uma sala privada com um computador e uma câmera de vídeo, é possível obter resultados bastante satisfatórios.
É necessária a participação de pelo menos 5 usuários, representando os principais grupos de perfis de consumidores potenciais. Eles devem ser escolhidos cuidadosamente para evitar possíveis desvios.
Os objetivos de um teste de usabilidade podem ser vários:
O teste pode levantar diferentes métricas, que devem se escolhidas de acordo com os objetivos:
Os dados coletados durante os testes são analisados para identificar os problemas de usabilidade que os usuários têm e, na medida em que são encontrados, já são cogitadas possíveis soluções. Ao final da análise, é gerado um relatório contendo os problemas e as soluções propostas e o consultor fica à disposição para reuniões com a equipe para discutir as soluções, bem como acompanhar os seus desdobramentos.
Método para testar a facilidade de uso e compreender a motivação das ações do usuário que utiliza meios de comunicação à distância (ex: telefone, internet). A vantagem de usar meios à distância é que se pode analisar as ações do usuário num ambiente mais próximo do normal do que o laboratório de teste de usabilidade tradicional. Outra vantagem é aumentar a abrangência geográfica da amostra de participantes.
O recrutamento pode ocorrer a partir da base de clientes ou através de um convite por email ou website. É importante que o convite solicite perguntas aos usuários antes para que estes sejam selecionados para representar o público-alvo. Uma das perguntas cruciais é sobre a disponibilidade de telefone ou softwares numa combinação que permitam que sejam usados ao mesmo tempo. Uma vez selecionado, é feito um contato para agendar o teste, ou caso o usuário esteja disposto, o teste é realizado na mesma hora.
A diferença para uma entrevista é que o usuário é solicitado a interagir com a interface. Pode-se usar um software que capture a tela do usuário e transmita para o analista em tempo real, mas isso pode ser substituído pela navegação espelhada (o analista clica nas mesmas opções que o usuário).
Existem algumas ferramentas que podem ajudar a realizar testes remotos. A funcionalidade mais útil é o compartilhamento de tela.
Bodystorming (tempestade corporal) é um método participativo onde envolvemos todo o corpo no processo de geração de alternativas. É considerado uma variação do brainstorming, sendo que a diferença é que os participantes desenvolvem idéias interagindo fisicamente com cenários ou objetos reais ou imaginários. Desta forma o grupo alcança um nível mais alto de percepção espacial. Se surgir alguma idéia ao longo desse processo, ela pode ser rapidamente testada representando-a por alguma posição ou movimento.
O bodystorming é usado para compreender situações que envolvam relações entre as pessoas, localidades, serviços ou objetos. O seu caráter dinâmico gera uma resposta rápida para cada idéia que é lançada no grupo. Ao realizar um bodystorming, o aspecto emocional é levado em grande consideração. Além desse lado emocional, o método sempre é feito levando em conta que o ser humano é um indivíduo que vive numa comunidade, e não se deve pensar só nele como um ser isolado.
Com relação ao projeto, esse método funciona melhor se for feito após uma pesquisa mais aprofundada sobre o assunto, para que o grupo já entenda as necessidades específicas dos usuários. O bodystorming traz como vantagem o fato de adiantar a descoberta de alguns problemas de projeto que só seriam percebidos bem mais tarde, na fase do protótipo. Esse método requer uma observação cuidadosa, para que cada ação seja registrada.
O “segredo” do bodystorming é usar a imaginação para fantasiar como seria se o produto já existisse efetivamente, pronto para ser usado.
Construa
Selecione um contexto ou desafio. Levante-se e aja fisicamente para interpretar as possíveis interações.
O improviso é um fator importantíssimo para que a criatividade tenha espaço. Mesmo assim, podem ser seguidos scripts de situações comuns para dar início ao bodystorming.
Questione
O bodystorming deve ser usado como uma ferramenta colaborativa. Questione as necessidades de cada movimento realizado por você ou pelos outros participantes.
Analisando cada parte do bodystorming como atos isolados, estes poderiam ser aplicados em outros contextos?
Compartilhe
Discuta suas conclusões com o grupo. Use as experiências usadas no bodystorming como contribuição ao projeto.
Imagens de bodystormings onde foram abordados sistemas de organização urbana que são geralmente usados nas cidades. (Projeto Urban Tapestries desenvolvido pela Proboscis em parceria com colaboradores como a LSE - London School of Economics).
Neste workshop sobre novas interfaces para expressão musical realizado em Vancouver Canadá foi realizado um bodystorming com o objetivo de pensar em oportunidades que reunissem música e mobilidade.
Fotos de um brainstorming realizado pela IDEO para geração de idéias para um novo avião. Na IDEO, bodystorming significa "living the customer's story".
O bodystorming foi utilizado para criar novos games de dança numa das aulas da pós-graduação Faber-Ludens/Fisam/UnC.
Também para jogos de karatê usando os controles do Nintendo Wii.
http://www.spaceandculture.org/2004/11/16/play-and-bodystorming/
http://mobilecommunitydesign.com/2006/02/bodystorming-and-brainstorming....
http://proboscis.org.uk/bodystorming/
Brainstorming (ou "tempestade cerebral", “tempestade de idéias”) é uma atividade desenvolvida em grupo para explorar a potencialidade criativa de cada indivíduo, gerando novas idéias, conceitos e soluções para um problema qualquer pré-estabelecido, num ambiente livre de críticas e de restrições à imaginação.
A técnica criada por Alex Osborn (http://pt.wikipedia.org/wiki/Alex_Osborn),
ex-publicitário norte americano, é utilizada quando se deseja, em um
curto período, gerar uma grande quantidade de idéias sobre um assunto
ou tema específico, possíveis causas ou soluções para um problema,
abordagens que podem ser usadas, ou ações a serem tomadas.
Um dos pontos de maior importância é definir claramente o problema ou assunto para o qual se buscam idéias e assegurar que todos tenham compreendido, evitando que se tomem rumos errados durante a atividade.
A partir de então busca-se gerar o maior numero de idéias livres de julgamentos ou críticas, sem desprezar qualquer idéia gerada e combinando idéias novas com outras apresentadas anteriormente, num curto intervalo de tempo, que pode durar mais ou menos dependendo da complexidade do tema. Usualmente, é uma atividade realizada em equipe, mas pode também ser realizada individualmente.
Terminada a etapa de geração de idéias é necessário que as idéias tenhas seu significado claro e sejam entendidas por todos. Idéias com o mesmo significado devem ser combinadas ou uma delas eliminada. As idéias então são reunidas e classificadas em categorias procurando combinar as similares e selecionando as melhores que serão analisadas e aprimoradas para serem então aproveitadas.
Uma variação da técnica de Brainstorming é o Brainwriting onde as idéias são anotadas em post-its que são afixados na parede para que possam ser visualizados facilmente por todo o grupo.
Diagramas
Diagramas e gráficos são um meio visual muito eficaz de recolher, debater e apresentar informações em todas as fases do processo de planejamento.
Indivíduos ou grupos utilizam a construção de esquemas para a captação e análise de informações. Questões complexas ou processos podem ser simplesmente representados se o tipo certo de diagrama é escolhido.
Os diagramas fornecem um foco para a discussão de questões - por pessoas alfabetizadas ou não - e ajudam a estimular o pensamento criativo.
Os diagramas são usados para a ordenação e apresentação de informações, priorizando questões, de tomada de decisão e de acompanhamento.
A construção de diagramas pode fazer parte de uma oficina ou pode ser realizada como uma atividade própria.
Dicas
Custos
Poucas despesas são necessárias. Os principais custos seriam com honorários dos facilitadores. Pode valer a pena gastar algum dinheiro com outros materiais para melhorar a apresentação.
Tipos mais comuns de diagramas e suas utilizações

Entrevistas permitem descobrir quais são as expectativas do usuário e projetar para atendê-las, descartando idéias mirabolantes que nunca iriam dar certo.
O entrevistador recebe uma lista de informações que o cliente gostaria de obter com as entrevistas, bem como o briefing e especificações iniciais do projeto. Com base nas necessidades do cliente, o entrevistador elabora um planejamento da pesquisa especificando a amostragem do público, a abordagem e o resultado previsto.
As entrevistas podem ser mais quantitativas, quando as estatísticas são mais importantes, ou mais qualitativas, quando a profundidade é mais importante. Por contar com uma amostragem maior e mais selecionada, entrevistas quantitativas são mais precisas e mais caras. As qualitativas são mais fáceis de serem organizadas e geram informações mais completas e aprofundadas, porém, não servem para generalizações.
O resultado das entrevistas é um relatório com gráficos (caso possua dados quantitativos) e explicações das respostas dos entrevistados. Dependendo do tipo de entrevista, é possível gerar recomendações de usabilidade a partir dos dados encontrados.
Para monitorar de perto as variações de uso, empresas de tecnologia começaram a investir em estudos etnográficos focados na relação entre design e comportamento do consumidor. Enviam pesquisadores para os locais onde não conseguem obter informações através dos meios convencionais (clipping jornalístico, canais de distribuição, rede de suporte oficial e outros) para observar o cotidiano das pessoas e, a partir da observação, gerar conceitos de novos produtos que se encaixem neste cotidiano.
Como parte de tais “estudos etnográficos”, além da observação, são promovidas atividades em grupo pelos pesquisadores, visando capturar a visão dos pesquisados. O design participativo é reduzido a uma técnica de pesquisa, configurando-se como exercício isolado de reflexão sobre a realidade, sem, no entanto, estar comprometido com as ambições sociais dos participantes.
Nessa modalidade, o design participativo serve à racionalidade instrumental de organizações que dominam a produção tecnológica e não estão interessadas em autonomizar os participantes para a produção de tecnologias próprias.
De fato, tais iniciativas estabelecem um diálogo mais próximo com comunidades distantes nos pólos de produção tecnológica, entretanto, limita a participação à modelagem de representações de seu cotidiano, com as quais os técnicos desenvolverão novos sistemas. Os pesquisadores cruzam estas descrições com suas observações e classificam as pessoas, ou de acordo com perfis demográficos (idade, sexo) ou pelo papel nas atividades.
Na primeira opção, os sujeitos são diluídos em esterótipos culturais e, na segunda, se tornam abstrações pelos papéis sociais: o policial prende malfeitores, garçons servem clientes e secretárias atendem o telefone. Ambas ignoram a simultânea sobreposição de atividades (fazer várias coisas ao mesmo tempo, desempenhar vários papéis) e conseqüentes desvios das formalizações da atividade (instruções e normas) e dos estereótipos culturais (preconceitos e esquemas).
O outro das “etnografias” em design é transformado em abstração porque o objetivo da prática de design é, frequentemente, gerar uma única solução (técnica) para diferentes problemas de uma determinada comunidade ou segmento da população. Ao invés de considerar os sujeitos capazes de solucionar seus problemas por conta própria, o design conceitualiza-os como vítimas do “mau-design” ou da falta do mesmo (Spinuzzi, 2003).
A etnografia consiste em um método derivado da antropologia e significa literalmente “descrever a cultura”. É praticada nas ciências sociais a fim de investigar e compreender a organização social do trabalho (estrutura, regras e modos de organização). Objetiva encontrar a ordem, padrões em uma atividade. Hoje, vê-se uma aplicação da etnografia no contexto do design, um exemplo é a empresa IDEO (veja este artigo da Businessweek de 2006), que vem a algum tempo, explorando esta técnica para geração de idéias, insights sobre as necessidades dos usuários, tanto para design de produtos quanto de serviços visando sempre a inovação.
Características da etnografia
Vantagens da etnografia aplicada
Pode levar mais tempo e ser mais cara que outras técnicas de pesquisa qualitativa, no entanto, pode atingir um nível profundo e mais rico de insights e conhecimento sobre usuários potenciais e suas necessidades.
Quando é recomendada
Benefícios
Etnografia aplicada é uma excelente forma de descobrir a diferença que existe entre o que as pessoas dizem e o que elas realmente fazem no dia-a-dia, pois combina técnicas que visam explorar o que pessoas dizem, fazem e como usam um determinado produto, por exemplo.
Observação na prática
Este exercício, a seguir, foi transcrito do livro “Design de Interação“. Experimente .
Pare de ler este livro e observe ao seu redor. Onde quer que esteja, são muitas as chances de você poder ver e ouvir muitas outras coisas e pessoas. Comece a fazer uma lista do que você observa e, quando as coisas mudarem ou as pessoas se moverem, escreva o que aconteceu e como aconteceu. Por exemplo, se alguém falou, como parecia a sua voz? Irritada, calma, sussurrante, feliz? Passe alguns minutos observando tudo o que for possível.
Depois, pense sobre as mesmas observações, mas comece a interpretá-las: imagine que você tenha que dispor em categorias os principais itens ou pessoas que você consiga enxergar. Quão fácil é ir da descrição detalhada para uma mais abstrata?
…
Conclusões
A aplicação de etnografia representa grande potencial no desenvolvimento de produtos, especialmente de inovação, ainda é pouco utilizada no design de produtos (digital ou não), no Brasil, o que significa ser uma oportunidade para podemos aprender com o que é feito lá fora e também procurar formas de integrá-la ao nosso contexto.
É importante ressaltar que a etnografia aplicada ao design, é indicada em fase anterior ao desenvolvimento do produto, ou seja, ela é importante como técnica de levantamento de idéias. Como ressalta Norman em seu artigo “Why doing observation first is wrong”: once a project is announced, it is too late to study what a product should be…Do not insist on doing them after the project has been initiated. Then it is too late, then you are holding everyone back… We need to discover what users need before the project starts, for once started, the direction has already been determined. We need to embrace rapid, iterative methods”.
E por que isso ainda soa inadequado, no nosso contexto? Por que o designer e a equipe de desenvolvimento, na maioria das empresas de design do Brasil, não participam das decisões estratégicas, ou seja, ainda existe uma certa alienação sobre para quem e o que exatamente estamos projetando. Os designers/projetistas, na maioria dos casos, não fazem parte da equipe de stakeholders, ou seja da equipe de quem "toma decisão". Como podemos alterar este processo, melhorando as práticas em nosso dia-a-dia?
Há ainda que observar que os desejos e nessecidades dos usuários, quando descobertos, por técnicas como etnografia podem guiar o projeto, dando um direcionamento, mas a prática não deve parar por aí, ou seja, é preciso iterar o design, evoluí-lo a partir de feedback real dos usuários, de preferência em ciclos curtos ágeis, intercalando prototipação rápida e testes.
E mesmo em um cenário otimista, considerando a situação do designer como participante das decisões estratégicas dentro da empresa: O quanto podemos inferir sobre o perfil de usuários e suas necessidades pela prática da observação como a etnografia, e mais importante: Como inserir o designer nestas práticas para incorporar os resultados nos projetos (independente da sua natureza) ?
Aprenda mais sobre etnografia aplicada
Why doing observation first is wrong
http://jnd.org/dn.mss/why_doing_user_observations_first_is_wrong.html
An Applied Ethnographic Method for Redesigning User Interfaces
http://hcil.cs.umd.edu/trs/95-07/95-07.html
Ethnography in the field of design
http://findarticles.com/p/articles/mi_qa3800/is_200001/ai_n8895749/
Coletânea de vários artigos sobre o tema
http://deyalexander.com/resources/uxd/ethnography.html
Implications for design
http://www.ics.uci.edu/~jpd/classes/readings/Dourish-Implications.pdf
Em situações em que os recursos são escassos e o acesso à comunidade a ser estudada é dificultado por dispersão geográfica ou barreiras simbólicas, pode ser feito com cautela um estudo etnográfico baseado na observação e participação em redes sociais na Web.
Etapas:
O mais interessante é que, muitas vezes, a própria comunidade empreende iniciativas de pesquisa espontâneas através de enquetes, censos e entrevistas.
Entretanto, é preciso interpretar os dados com cautela. Se alguém diz na comunidade que come feijão todo dia, não quer dizer que ela realmente faça isso. As pessoas se apropriam da virtualidade, muitas vezes, para experimentar diferentes identidades. A fala deve ser interpretada não como um relato fiel da realidade, mas sim como um ato social visando efeitos. Por isso é importante aproveitar as possibilidades de interação que a rede oferece e participar das atividades. A compreensão de um ato para quem está fora é muito diferente de quem está dentro.
Usuários são convidados a registrar seu cotidiano com ferramentas de pesquisa fornecidas por pesquisadores, tais como:
A proposta é promover a participação do usuário na pesquisa de tal forma que se torne sujeito e não o objeto da pesquisa, fazendo recortes e ressaltando o que lhe interessa.
Apesar do usuário ter bastante liberdade para registrar o que quiser, é recomendável que o pesquisador sinalize o que interessa, até para não gastar desnecessariamente o tempo do usuário. Uma sondagem cultural pode descobrir:
Na interpretação, é preciso compreender como o usuário aceitou a proposta de pesquisa. Algumas pessoas simplesmente tiram fotos da família fazendo poses e registram opiniões extremamente positivas ou negativas acerca de produtos, enquanto outras pegam o espírito de estranhamento típico de antropólogos. Para esclarecer o recorte, é necessário fazer uma entrevista profunda após o período de sondagem.
Uma sondagem cultural pode durar de 2 dias a 2 meses, dependendo da abrangência e profundidade que se deseje. Frequentemente, os participantes ganham de presente os aparelhos utilizados para registrar os dados de pesquisa.
Se forem usados blogs e fotologs, as entrevistas podem ser feitas sob demanda, no momento em que surgem os registros. Esse tipo de observação é mais invasiva e pode deixar os participantes constrangidos ou sob pressão.
Do not disturb é um projeto que investiga a solidão em grandes cidades. O designer mandou uma caixa com perguntas sobre os momentos, lugares em que as pessoas se sentiam incomodadas nas cidades e quais partes do corpo eram afetadas.
Lamp Concept foi desenvolvida para pessoas que acreditam que lâmpadas podem ser afetivas no lar. A sonda incluiu um saco para colocar lâmpadas, um mapa da posição das lâmpadas na planta da casa, um envelope para fotos.
Simon Kwok usou as sondas para investigar o contexto em que eram usados os Blackberries da RIM e, a partir disso, montar Personas.
Algumas sondas foram usadas para compreender as meninas chinesas antes de abrir uma loja da Barbie em Shangai.
Com o mesmo objetivo, foram elaboradas outras sondas, incluindo cartões postais que deviam receber adesivos de smileys e bonecas de papel para serem vestidas pelas meninas.
Louise Klinker usou sondas de uma forma mais divertida. Deu aos participantes de filas, algumas sondas espirituosas. Um saco para assoprar o "ar" da fila, escrevendo atrás seu conteúdo.
Nos resultados, é interessante como conseguiu capturar os sentimentos das pessoas de forma tão atrativa.
Pedir ao usuário que imagine como deve ser um determinado produto e ir guiando ele para explorar suas funcionalidades. Tim Mott usou essa técnica nos laboratórios da Xerox Parc para definir o comportamento do mouse num processador de texto. Coisas como seleção de texto, dupli-clique, arrastar e soltar textos foram todas criadas nessa ocasião.
Esse método é interessante para gerar idéias radicalmente novas, porém, se já é difícil como designer imaginar coisas novas, imagine então quem não é profissional nisso. É preciso um bom facilitador, que saiba direcionar o usuário em sua fantasia de modo a gerar idéias produtivas.
O paradoxo que essa técnica deixa claro é o fato de que idéias novas não passagem de recombinações de idéias existentes. A secretária que ajudou Tim Mott usou como analogia as operações que realizava na máquina de escrever, usando fitas adesivas, borracha e caneta.
Método muito utilizado no Marketing para a pesquisa de novos produtos.
Jogos podem ajudar articular discussões e encaminhar decisões em grupos heterogêneos ou distantes geograficamente. Uma das barreiras à participação em grupos com estas características é o desconhecimento sobre possíveis contextos compartilhados. O jogo funciona como um contexto provisório entre os participantes, permitindo que estes se conheçam em relação a uma referência estável, as regras.
É uma forma de tornar a pesquisa com usuários mais divertida e atrativa, estimulando os participantes.
Jogos podem ser usados como quebra-gelos ou como métodos autônomos.
Referências
Reúnem-se os participantes que devem ser divididos em dois grupos. O facilitador fica de fora.
Nominam-se Grupo A e Grupo B e apresenta a primeira etapa da dinâmica: A apresentação do tema que será o foco no levantamento de problema/solução. E a designação de cores de post-its para problema e solução. No caso vamos colocar rosa para problema e Azul para solução.
Os dois grupos terão 5 minutos cronometrados para identificar problemas referentes ao tema, estes por sua vez devem ser escritos nos post-its na cor designada para problema, no caso o de cor rosa. Observação: o número de problemas a ser levantado é igual ao número de participantes que tem em cada grupo. Exemplo: 3 participantes = 3 problemas nesta primeira etapa.
Finalizada a contagem de tempo para o primeiro ciclo o facilitador recolhe os post-its de ambos os grupos e explana ao grupo qual será sua próxima ação: a troca do conjunto de problemas pelos que foram gerados pelo outro grupo.
Sendo assim inicia-se uma nova contagem para gerar as respectivas soluções para os problemas apontados pelo outro grupo colando suas respostas escritas em post-its na cor azul no post-it referente.
Nisso a tarefa divide-se em 6 ciclos de troca do conjunto Problemas/Soluções gerado por ambos grupos.
Segue imagem com a contagem dos tempos e dinâmica do exercício.
Clique na imagem para ver maior (abre em nova janela)
Modificação do método de card-sorting para a definição de funcionalidades e ícones correspondentes numa interface.
Fishing Features é um método de design participativo no qual oficinas são organizadas com o objetivo de definir funcionalidades essenciais de um projeto.
Esse método de oficina participativa, é apropriado para definir e discutir funcionalidades relevantes de um sistema, através de um tema pré concebido. Também ajuda a priorizar qual funcionalidade desenvolver.
Essa oficina pode ser usada como um primeiro passo no processo de desenvolvimento ágil, onde o cliente e os profissionais envolvidos, podem participar e gerar idéias.
Depois de selecionadas as prioridades, cada integrante da equipe, define qual funcionalidade quer desenvolver, ficando também com as vertentes parecidas.
O tempo depende de quantos temas relevantes terão. É aconselhável que cada sessão não tenha mais que 4 temas. Um tempo estimado de 20 minutos para idéias sobre o tema e mais 35 minutos para junção de temas relevantes e discussão.
Pré- requisitos: Temas para discussão deverão estar escritos em cartolinas, cada um separado e multiplicados pelo número de grupos.

1. Introdução:
O facilitador apresenta os temas e separa os participantes em grupos de números iguais. Até quatro grupos. (5 minutos)
2. Geração de Idéias:
O facilitador entrega um tema para cada grupo. Explica que deve-se gerar idéias com desenhos ou escrita nos post-its e colar nas cartolinas. (5 minutos)
3. Troca de Temas:
O facilitador retira as cartolinas que já foram utilizadas pelos grupos e as guarda separadamente. Em seguida troca o tema de cada grupo para a geração de novas idéias.
4. Ordem de importância:
Os participantes nessa etapa ficam juntos, e é disponibilizadoa eles as cartolinas com as idéias(um tema de cada vez), para agrupar as idéias parecidas ou iguais. (5 minutos ou mais se houver discordância de idéias)
5. Seleção de Prioridades:
Depois de agrupadas as idéias, é definida a ordem de importância ou relevância.

Ex.: Se uma idéia foi citada mais de 3 vezes é bastante importante para o projeto, as que foram citadas 2 ou 3 vezes pouco importante e as que só apareceram 1 vez ficam a critério do grupo definir se serão aplicadas no projeto. (30 minutos)
Método sendo aplicado, para gerar idéias de dois temas relevantes para um editor de texto para alfabetização:
O resultado do método são telas que permitem visualizar rapidamente o que é mais importante no sistema.
Esse método desenvolvido é uma adaptação do Método de Design Game.
Definição do jogo
Inicialmente desenha-se uma tabela em um papel para cada jogador. Cada coluna recebe o nome de uma categoria de palavras como, animais, automóveis, nomes pessoais, cores, etc. A partir daí, sorteia-se uma letra entre os jogadores. Geralmente fala-se em coro: "UESTOPE" ou "ADEDÂ-NHA" ou "ADEDONHA" e todos jogam um número com a mão. Conta-se: A, B, C, D até Z se o número passar de Z começa-se de novo no A (K, W e Y são opcionais e geralmente são excluidas do jogo por causa da dificuldade assim como H, Q e X). A partir dos dedos e se define a letra. Após isso, os participantes imediatamente têm que preencher uma linha inteira da tabela, com uma palavra (que seja começada com a letra sorteada) para cada coluna, devendo a palavra ser relacionada ao título daquela coluna.
O primeiro que conseguir preencher todas as colunas imediatamente grita "STOP!" e assim os outros participantes interrompem o preenchimento de suas tabelas e é começada a análise das respostas e a contagem de pontos.
As colunas mais comuns são: Nome; Lugar; Objeto; Fruta; Cor; Animal; Carro; Marca; Profissão; Cidade, Estado e País (CEP)
Definição do Método
A proposta para este método segue exatamente a mesma lógica do jogo, porém podemos definir recompensas para o grupo e não apenas para o "vencedor". Como a intenção é a utilização do jogo como método de pesquisa podemos organizar as colunas em torno de um temas, produtos, situações, entre outros de forma a detectar padrões comportamentais, expectativas, atitudes inesperadas, insights, motivações e exploração da diversidade cultural.
Quando Usar
Análise de modelos mentais.
As representações mentais são maneiras de representar internamente o mundo externo. As pessoas não captam o mundo exterior diretamente, elas constroem representações mentais ou internas do mesmo.
Podemos utilizar o método Stop para entender quais são as percepções de grupos análogos (ou não) sobre design de determinado produto, marca, etc.
Coleta de insights criativos.
O jogo, por natureza, estimula o pensamento criativo, já que para ganhar a pessoa precisa pensar o mais "fora da caixa" possível para que sua resposta não seja igual a dos outros participantes. Dessa forma podemos utilizar respostas absurdas e não convencionais como insights criativos dentro do design de produtos e serviços.
Procedimentos
O grupo de pessoas onde o método será aplicado deve ser o mais diversificado possível.
Reunidos em grupo com um facilitador com a adição de um observador para análise não participativa.
Utiliza-se papéis e canetas para aplicação do método.
Método desenvolvido para geração de soluções para uma determinada proposta a partir de palavras chaves sorteadas.
Escolher uma proposta a ser solucionada, reunir o grupo para explicar qual será o processo. Primeiramente é necessário escolher temas relacionados a proposta. O número de temas fica a critério do ministrante do método, porém é recomendável utilizar um tema livre.
Cada tema terá uma cor diferente para a tira de papel. O participante terá um minuto para escrever a palavra chave de cada tema proposto. É importante que esse processo seja realizado por etapas.
Depois que todos estiverem fechado essa primeira etapa, cada participante irá retirar uma tag (tira de papel) de cada recipiente, estando no final com uma tag de cada tema, que neste caso serão três tags.
Feito isso, cada um terá que associar os três temas e transpor em forma de desenho, podendo também utilizar textos de apoio. É importante que cada um cole na sua folha as tags sorteadas e que escrevam o tema de cada uma para identificar. As tags devem ser encaixadas exatamente dentro do tema proposto.
No final, as propostas serão expostas e cada participante deverá apresentar as tags que sorteou, identificá-las com o tema e explicar a proposta gerada.
O ideal é que os participantes fiquem todos juntos em uma grande mesa. Esse tipo de método herda uma das regras do brainstorm "trabalhar em cima de outras idéias". Pode acontecer do participnate não conseguir desenvovler nada e no momento que observar o desenvolvimento dos outros participantes, despertar uma ideia nova, seguindo as tags sorteadas.
Além disso se torna mais fácil o uso de materiais, pensando que não será necessário o gasto para grupos isolados.
Caso o número de participantes seja muito grande, o ideal é dividí-los em uma menor quantidade de grupos possível. O ministrante do método deverá dividir os grupos, se necessário.
Caso no grupo haja algum participante com alguma deficiência motora que o impeça de desenvolver o desenho, o processo deverá ser oral, ou seja, a partir das tags retiradas, os participantes deverão desenvolver uma ideia mental e apresentar oralmente para a turma.
O ministrante poderá escrever em uma folha as tags de cada participante e de forma rápida descrever o que o participante está apresentando para registrar a ideia.
Este método foi criado, desenvolvido e aplicado pela designer Ana Paula Aires, aluna do curso de pós graduação em design de interação da parceria entre o Instituto Faber Ludens e a FISAM.
O nome do método foi escolhido a partir do sistema de tag cloud que se resume em uma nuvem de palavras chaves onde a pessoa escolhe a que acha mais atrativa, clica e visualiza informações sobre o assunto escolhido.
Primeiro você pensa: "Ih... tem humor nesse método", mas isso aqui não é Designer sentado no usuário, ops, Design centrado no usuário.
Mais do que a ideia da criação de (por exemplo) "dinâmicas de grupo engraçadas", esta proposta parte da ideia de que, através do humor, certos assuntos e ideias (comos politicamente incorretos) são abordados e discutidos mais facilmente, permitindo que sejam desenvolvidas idéias mais "malucas". Além de aproveita ro prazer que o humor proporciona para tornar os métodos mais divertidos.
"Nada mais humorístico do que o próprio humor, quando pretende definir-se" (Friedrich Hebbel).
A idéia de utilizar o humor como método de criação e pesquisa foi iniciado no texto "Sabe a última do designer?" Projeto de risada! e vem sendo desenvolvida no projeto Humor como Método.
Apenas como introdução rápida, apresento aqui a definição de "humor", proposta no livro "Uma História Cultural do Humor" (p. 13), de Breemer e Roodenburg:
Entendemos o humor como qualquer mensagem - expressa por atos, palavras, escritos, imagens ou músicas - cuja intenção é a de provocar o riso ou um sorriso. (...) a noção de humor é relativamente nova. Em seu significao moderno, foi pela primeira vez registrada na Inglaterra em 1682 já que, antes disso, significava disposição mental ou temperamento.
Para um aprofundamento nos conceitos, sugiro a leitura dos seguintes textos:
O autor Possenti sugere que:
"(...) para lustrar hipóteses ou princípios de análise linguística, ao invés de utilizar dados forjados ad hoc, ou que são excessivamente chatos ou mesmo pouco verossímeis, servindo apenas como exemplos escolares, os especialistas poderiam escolher uma piada recorrente." (POSSENTI, p.27, 1998)
Um olhar de seriedade sobre as piadas pode trazer informações que não são mostradas em uma análise habitual:
"(...) as piadas são interessantes para os estudiosos porque praticamente só há piadas sobre temas que são socialmente controversos. Assim, sociólogos e antropólogos poderiam ter nelas um excelente corpus para tentar reconhecer (ou confirmar) diversas manifestações culturais e ideológicas, valores arraigados. Neste sentido, as piadas são uma espécie de sintoma, já que, tipicamente, são relativas a domínios discursivos "quentes"." (POSSENTI, p.25, 1998)
É a análise daquilo que foi exposto e como foi exposta a piada ou o humor. É o momento mais importante do "humor enquanto método de pesquisa" pois é quando se transformamtodas as coisas engraçadas que foram ditas ou encenadas, em informações e pesquisa.
Veja, por exemplo, a imagem abaixo, do site LulaLOL:

Oque está por trás destas frases, que história, que conhecimentos sãonecessários para achar esta cena, com estas frases, engraçada? Relações pessoais, sociais, políticas e economicas podem estar envolvidas em uma "simples" piada.
É importante observar o contexto, a ironia, as pressuposições e todos os pequenos detalhes presentes na piada contada e na forma de humor utilizada. Pergunte-se porquê aquilo causa riso. No exemplo acima, não deveria ser um assunto a ser tratado à sério?
Exemplos e referências
Eu fiz esta análise de uma tirinha, analisando relações sociais e pervasividade computacional como modelo para se "descobrir" informações em uma piada (como, neste caso, a crítica ao projeto 6º sentido, a insegurança quanto à novas relacionamentos e a presença de rastros dos indivíduos, na internet).
Para exemplos de humor com tecnologia, para realizar outras análises, você pode ver o post Humor e Tecnologia (tirinhas, cartuns e charges), onde estão reunidas várias imagens engraçadas sobre o assunto. :)
Vejo, a principio, alguns "modos" de se fazer e encontrar o humor:
Quem trabalha com publicidade e design, deve ter percebido que o humor já está presente em reuniões com finalidade de criação.
O simples ato de compartilhar o riso era mais importante do que o conteúdo específico ou o impacto imediato de qualquer piada ou caricatura. Rir junto significava participar de uma cultura comum, uma forma de comunicação sobre assuntos de interesse mútuo. Assim sendo, o humor ajudava a construir um espaço público, um campo ou arena onde poderiam ser discutidos todos os tipos de idéias, fossem elas políticas, sociais ou morais. As visões expressas dentro deste espaço público nunca eram monolíticas ou uniformes. O humor popular estabelecia um sentido de comunidade entre os participantes mas, ao mesmo tempo, ajudava a definir e a esclarecer as diferenças dentre daquela comunidade.
(Mary Lee Townsend, "O humor e a esfera pública na Alemanha do século XIX", p. 228 de "Uma História Cultural do Humor")O humor faz parte do exercício da imaginação e do processocriativo, por sua própria natureza: em uma piada, criamos narrativas,propomos situações diferentes e inusitadas.
Então, como podemos utilizar o humor para exercitar a mente, criar e fazer emergir discursos "proibidos"? Atenção: as técnicas abaixo são propostas que ainda não foram testadas, por isso devem ser encaradas como sugestões que ainda merecem testes e melhor fundamentação.
Reúna os envolvidos no projeto ou os usuários para realizar pequenos "jogos" de improviso, ou improvise esses jogos. Defina alguma finalidade como "Coisa engraçadas sobre tecnologia" ou "Faça alguém dar risada com mimicas sobre o uso do celular". O interessante é que há pouco limite para participação: podem participar de duas a grupos com várias pessoas.
Como referência, inspire-se na "comédia de pé" e nas esquetes de improviso de grupos como: Whose Line Is It Anyway?,ZÉ - Zenas Improvizadas, Improvável, Quinta Categoria, entre outros.
Veja este vídeo que mostra uma esquete de "Novas funções para objetos" (Não consegui incorporar o vídeo aqui).
Um dos "jogos" utilizados por estes grupos de improviso, é o de criar novas funções para objetos, sejam eles objetos comuns ou não. O blog Uncoverging trouxe alguma "utilizações alternativas para o seu computador portátil", como essa:
Aqui, cai bem a aplicação de técnicas de Bodystorming.
O homemna ilha deserta é um clássicos das tirinhas e do humor. É um modo interessante depensar em artefatos, justamente porque propõe a situação de uma pessoa isolada de toda a civilização e construção tecnologia, lidando ela mesma com a natureza, suas necessidades, desejos e a construção de seus artefatos.

Que tal pensar em outras situações-limite? Multidão de pessoas, cavernas, homem-bolha, espaço, etc.
Nem sempre é fácil fazer uma piada. Se um grupo tiver dificuldades em fazer humor, podemos utilizar alguns artifícios: existem espécies de "facilitadores" de piadas, modelos prontos que facilitam o desenvolvendo de piadas. Podem ser utilizados para "aquecer" o grupo que for utilizar o método do humor.
Faça assim: misture situações opostas. Oengraçado pode estar na contradição, na "sacada" de reunir duas situações que normalmente não estão juntas. Como exemplo, veja esta mistura de anos 50 e 60 com a atualidade, do site Não Salvo:

Dinâmica em grupo
Veja este vídeo que mostra uma esquete de "Frases" para situações propostas (Não consegui incorporar o vídeo aqui).
Técnica: Sugira uma frase (ou) Complete o balão
Sugerir frases para personagens pode ser um modo bom de "aquecer" ou de "quebrar" gelo de participantes que não estejam entrosados no humor. O interessante desta técnica, também, é que pode ser aplicada online, para colaboração.
Abaixo, exemplo do blog Haznos: uma mesma situação com várias frases:

Para direcionar o tipo de humor, há também o estilo abaixo, que pode ser mais dramático:

Ou então o exemplo abaixo, do blog Jovem Nerd, onde é pedido que os visitantes do blog proponham frases para uma imagem:

Frases propostas pelos usuários:
- O Divino não perdoa ninguém mesmo, né? (Bruno “Bigus” Rodrigues)
- Isso sim é sexta-feira casual! (Thiago Medeiros / Rodrigo)
[O nome "Design centrado no humor" foi proposto por Frederick van Amstel no post gerador deste método, o "Sabe a última do designer?" Projeto de risada!"]
Método Observatório de Design Centrado no Usuário
Monitora posicionamento e movimentação das pessoas dentro de um espaço ao longo do tempo.
Grava caminhos e padrões de tráfego dos ocupantes de um espaço para ajudar a definir zonas de diferentes comportamentos espaciais.
Método IDEO:
Fotografar pessoas dentro de um espaço como uma sala de espera em um hospital, durante dois ou três dias.
Técnica interessante para obter informações sobre a percepção ambiental e compreender comportamentos pessoa-ambiente.
Clique nas imagens para ampliá-las
Método muito utilizado no Design Participativo. Consiste em reunir uma determinada comunidade ou seus interessados para discutir, adaptar e criar novas tecnologias. Numa oficina, podem ser executados diferentes métodos para desvelar aspectos da situação e das tecnologias que não haviam sido levados em consideração inicialmente.
Briefing workshops é um método de design participativo no qual oficinas são organizadas com o objetivo de se estabelecer o escopo de um projeto. Estas oficinas servem para:
Os participantes devem ser usuários potenciais do projeto. Workshops parecidos podem ser realizados com diferentes grupos de interesse (ex: gerentes, equipes, etc...) ou com diferentes temas (ex: trabalho, moradia, etc...).
Cada workshop pode ter um ou mais facilitadores que devem planejar previamente um formato adequado para o contexto.
Deve-se manter um registro de todos os participantes, sugestões e questões-chave identificadas.
A contribuição das pessoas não pode ser atribuída a ninguém, a não ser que todos concordem com isso.
Tempo estimado: 1h30
Número ideal de participantes: 9 a 24.
Em grupos maiores, separe as pessoas em mais sub-grupos para a categorização
ou tenha uma equipe de facilitadores ajudando na categorização.
Exemplo de painel gerado pelo método:
http://www.communityplanning.net/methods/methods.php
No vídeo abaixo há uma experiência de aplicação do método:
Imagem: http://www.theartworkshopinc.com/
As oficinas de arte (Art Worskshops) permitem que uma comunidade ajude a projetar seu ambiente. A finalidade pode ser a arte em si ou parte de um esforço de melhoria.
É uma boa forma de envolver no desenvolvimento de idéias aquelas pessoas que não se sentem atraídas por meios convencionais de consulta, como as crianças; é também uma forma de quebrar barreiras sociais e ajudar uma comunidade a formar uma opinião comum.
É particularmente útil para ajudar a comunidade a expressar sua capacidade criadora, desenvolver suas habilidades criativas e seu sentido de identidade.
As idéias são geradas pela comunidade em sessões conduzidas por artistas em sessões realizadas em oficinas ou estúdios. Pessoas de todas as idades, classes sociais e níveis de habilidade podem se envolver.
Arquitetos, designers e outros peritos técnicos asseguram-se de que os projetos são viáveis.
A comunidade escolhe por votação ou exposição qual das opções de projeto geradas deve ser construída.
O projeto escolhido é manufaturado, instalado e uma celebração é feita para marcar a conclusão da oficina.
É essencial encontrar para as oficinas artistas dispostos e capazes, que saibam liderar sem dominar o grupo.
Este método é recomendado para finalidades culturais e educacionais, pois o envolvimento de profissionais pode aumentar os custos.
Uma saída para tornar a oficina mais barata é o uso de materiais recicláveis, como papelão e garrafas PET.
Método aplicado finalizando uma Oficina Participativa no Projeto Alfabetização Digital.
CommunityPlanning.Net
http://www.communityplanning.net/methods/art_workshop.php
Theart Workshop Inc.
http://www.theartworkshopinc.com/
OST é um método para a organização de pessoas visando discussões e encaminhamentos em torno de múltiplos assuntos. OST é um tipo de desconferência, auto-organizante.
Crianças
são cheias de imaginação, possuem um alto poder criativo, então por que
não aproveitar isto de forma a criar produtos de inovação? Muitos
projetos de brinquedotecas afirmam que o brincar é a melhor forma da
criança se comunicar, pois é um instrumento que ela utiliza diariamente
em seu convívio com outras crianças. Através de atividades lúdicas, a
criança aprende a conhecer e aceitar a realidade dos outros. Dentro
deste contexto, as crianças expressam duas idéias através da
brincadeira de fazer parte da história e retratá-la através de
desenhos. As idéias mais interessantes que saem da cabeça das crianças
que participam da pesquisa são refinadas e aproveitadas de alguma
forma. Se as idéias não forem utilizadas em um primeiro momento, estas
podem ser guardadas e aproveitadas em projetos futuros - algumas
empresas utilizam bancos de idéias desenvolvendo projetos de forma mais
ágil).
Um método com o objetivo parecido com este é o Nokia Open Studio:
Engaging Communities, desenvolvido pelos pesquisadores Jan Chipchase e
Younghee Jung. Pessoas de várias idades participam desenhando
protótipos de como ela desejaria que fosse seu aparelho celular no
futuro. Este estudo tem foco maior nas comunidades que a pesquisa é
aplicada e existe um produto específico que deve ser desenhado. O
Método prevendo o futuro das crianças é mais aberto, pois incentiva as
crianças a desenharem vários artefatos como vestuário, transporte, etc.
Prevendo o Futuro das Crianças é um método de pesquisa em Design que, diferente do método Prevendo as Manchetes do Ano Seguinte, não possui um foco específico em uma empresa, é livre e utiliza crianças para quebrar paradigmas.
Crianças
são cheias de imaginação, possuem um alto poder criativo, então por que
não aproveitar isto de forma a criar produtos de inovação? Muitos
projetos de brinquedotecas afirmam que o brincar é a melhor forma da
criança se comunicar, pois é um instrumento que ela utiliza diariamente
em seu convívio com outras crianças. Através de atividades lúdicas, a
criança aprende a conhecer e aceitar a realidade dos outros. Dentro
deste contexto, as crianças expressam duas idéias através da
brincadeira de fazer parte da história e retratá-la através de
desenhos. As idéias mais interessantes que saem da cabeça das crianças
que participam da pesquisa são refinadas e aproveitadas de alguma
forma. Se as idéias não forem utilizadas em um primeiro momento, estas
podem ser guardadas e aproveitadas em projetos futuros - algumas
empresas utilizam bancos de idéias desenvolvendo projetos de forma mais
ágil).
Um método com o objetivo parecido com este é o Nokia Open Studio:
Engaging Communities, desenvolvido pelos pesquisadores Jan Chipchase e
Younghee Jung. Pessoas de várias idades participam desenhando
protótipos de como ela desejaria que fosse seu aparelho celular no
futuro. Este estudo tem foco maior nas comunidades que a pesquisa é
aplicada e existe um produto específico que deve ser desenhado. O
Método prevendo o futuro das crianças é mais aberto, pois incentiva as
crianças a desenharem vários artefatos como vestuário, transporte, etc.
Margolis Wheel é um método de design participativo no qual um grupo de pessoas é dividido em pares para resolver um problema.
Com ele:
Este metodo da ao participantes um meio de dividir e receber conselhos em problemas. Ele vai surpreender as pessoas em suas habilidades de aconselhar os outros.
São necessários quatro ou seis pares de cadeiras, frente a frente, arrumadas em um circulo. Podem ser arrumadas quantos circulos de cadeiras forem necessárias.
4 pares de cadeiras - 35 - 40 minutos
5 pares de cadeiras - 40 - 45 minutos
6 pares de cadeiras - 45 - 50 minutos
Número ideal de participantes: 8 a 12.
Principais passos
1. Peça aos participantes que reflitam sobre um problema ou oportunidade. É importante informar que qualquer problema pode ser escolhido, e que os conselhos serão entre amigos.
2. Peça a todos que se sentem nas cadeiras, qualquer cadeira. Aqueles no anel interior são conselheiros e os de fora clientes. Cada rodada tem três minutos de conselhos, um minuto para a apresentação do problema e dois para conselhos.
3. Após o primeiro minuto aviso sobre o tempo restante. Após três minutos todos os clientes devem rodar e sentar na cadeira ao lado. Os conselheiros permanecem em seus lugares. O procedimento se repete até acabar.
4. Quanto o anel de fora finalizar a roda, clientes e conselheiros trocam de luar e o processo se repete.
5. Após o final das secões de conselho, todos os participantes tem 5 minutos para reflexão.
Sempre anote os conselhos;
Não desrespeite os tempos;
Se o numero de participantes não for par, em uma rodada alguém pode ficar na espera;
Se divirta;
Material necessário
Cadeiras
Papel e caneta
O método foi aplicado no projeto de Alfabetização Digital do Instituto.
Participatory Workshops: A Sourcebook of 21 Sets of Ideas and Activities by Robert Chambers. Mais informações aqui.
Analisar a quantidade de pessoas que participará do método e quantos grupos poderão ser formados.
Preparar informações de base para discussão - tópicos, pontos de vista, diagramas, personagens e cenários, futuros possíveis.
Definir algumas perguntas principais.
Realizar a discussão em grupos.
Cada grupo deve escolher um representante para explicar sua opinião.
Estimular a conversa entre os grupos.
Fazer o registro da discussão (o registro também pode ser feito através de formulários).
Método aplicado finalizando uma Oficina Participativa no Projeto Alfabetização Digital.
O card-sorting é uma técnica usada para descobrir como o usuário classifica determinada informação em sua mente.
A classificação usada no website deve ser semelhante a que o usuário escolheu, do contrário, não fará sentido para ele. Se ele usa o termo "professores" para definir o profissional que dá aula, melhor não usar "docentes".
A principal classificação de um website é chamada de taxonomia. Ela pode servir tanto para um menu de navegação, quanto para um sistema de busca, por isso é tão importante envolver o usuário no seu desenvolvimento. Tentar adivinhar como o usuário classifica algo é como atirar no escuro. O card-sorting é a luz.
O usuário recebe uma série de cartões descrevendo conteúdos que serão disponibilizados no website e relaciona-os com cartões de rótulos, formando categorias.
Enquanto aplica o teste, o arquiteto da informação tem a oportunidade de conversar com o usuário sobre a classificação e tomar nota. As escolhas de todos os usuários participantes do teste são cruzadas e os rótulos adquirem uma porcentagem de concordância. Quanto maior, mais indicados para serem usados.
O card-sorting pode ser usado para avaliar uma taxonomia existente ou criar uma nova, variando a quantidade de cartões e a liberdade que o usuário tem para adicionar novos rótulos.
Ao final dos testes, o arquiteto da informação quantifica os dados e elabora um relatório resumindo e cruzando as anotações, bem como apresenta a taxonomia sugerida pela média das escolhas dos usuários.
Perfil Semiótico é um método que está sendo desenvolvido para descobrir que atributos o usuário espera que a apresentação visual de uma interface gráfica em construção tenha.
Na primeira etapa, são abordadas expectativas perceptuais (primeiridade), como a preferência por ambientes claros. Na segunda, são abordadas expectativas emocionais (secundidade), como o desejo de sentir tranqüilidade. Na última etapa, são exploradas as expectativas cognitivas (terceiridade), como a necessidade de alta discriminação. Em cada etapa, o usuário aponta suas preferências interagindo com imagens, ou seja, ele não precisa saber traduzir suas expectativas gráficas em palavras. Apesar dos dados adquiridos serem subjetivos e essencialmente qualitativos, permitem a formação de listas de verificação e o enriquecimento de perfis de usuários (personas).
Links
Em resumo, os dados coletados sobre as pessoas na etapa de pesquisa são utilizados para construir modelos de usuários que servirão como critérios para a adequação do projeto. Ao invés de tentar projetar para uma grande quantidade de pessoas e nivelar por baixo para ter segurança, com personas, projeta-se para um número bem pequeno de usuários fictícios, porém representativos.
As vantagens dessa técnica são:
A persona é como uma ficha de personagem de RPG do usuário-modelo criado a partir de dados reais. Contém seu nome, seus gostos, seus hábitos, suas habilidades e etc. Essas informações podem ser obtidas através de entrevistas com usuários potenciais ou através de conversas com quem lida frequentemente com esse público. Um vendedor de telefones celulares sabe bem como é o comportamento dos consumidores desse produto, então é uma fonte muito rica para coletar dados para a persona. Basta perguntar a ele quais são as dificuldades que os consumidores mais tem, do que eles gostam, como tratam o vendedor e etc.
Nas entrevistas com usuários, entretanto, as perguntas não devem ser tão diretas. Além das perguntas objetivas sobre dados socio-econômicos, o entrevistador precisa descobrir quais são as expectativas do usuário em relação ao artefato que está sendo projetado.
Essas perguntas devem ser respondidas pelos usuários, mas não necessariamente devem ser feitas nessas palavras, diretamente. É melhor começar por uma pergunta aberta, do tipo: "qual é a primeira coisa que você faz quando se conecta à Internet?" Lembre-se de que a entrevista não é um inquérito; é uma conversa e quanto mais histórias forem contadas, melhor. Afinal, uma persona é exatamente isso: uma história particular. Por esse motivo é mais importante que as entrevistas sejam qualitativas do que quantitativas. É melhor ouvir bem meia dúzia de pessoas, do que ser superficial com duas dúzias.
Depois das perguntas mais abertas, é possível ir entrando nos detalhes, tão valiosos. "Quer dizer que você abre primeiro o email? E quantas vezes por dia você faz isso? Você recebe muito spam?" e por aí vai. Quando o usuário contar um causo peculiar que aconteceu com ele usando um artefato similar, ou relacionado à atividade em questão, anote bem anotado. Histórias permanecem muito mais tempo na memória do que dados estatísticos .
Baseado no livro de Alan Cooper que primeiro apresentou esta técnica, seguem as dicas mais quentes para criar personas úteis:
Personas são um meio muito eficaz de comunicação interna da equipe. Na Microsoft por exemplo, esse método é muito utilizado nos projetos de software. Eles criam cartazes atraentes comparando as características das personas, imprimem camisetas, bonés e até mesmo canecas com os seus rostos, tudo para lembrar constantemente a equipe do foco do projeto.
Outro ponto forte das personas é sua capacidade de concisão para apresentar resultados de pesquisa. No ritmo agitado da produção tecnológica, poucos são os que tem tempo (e interesse) em ler relatórios de dezenas de páginas sobre os estudos de usabilidade, as etnografia e as pesquisas de mercado do marketing.
As personas se aproveitam do poder das narrativas para aumentar a atenção, a memorização e a organização dos dados coletados sobre os usuários. E quando uma descoberta importante é feita sobre, é muito mais fácil comunicar a equipe toda, por exemplo: "o Adalberto não está conseguindo usar a ferramenta de busca na nossa página" é muito melhor do que "uma quantidade representativa dos participantes de testes de usabilidade tiveram problemas com a ferramenta de busca".
É possível que o criador das personas se sinta tentado a usar caricaturas para torná-las ainda mais atrativas. Em geral, as pessoas acham mais fácil encontrar o meio termo quando lhe são apresentadas os extremos porque podem julgar pelo senso-comum. Entretanto, essa abordagem corre o risco de levar as decisões para longe da realidade, desviar do sentido original das personas que é orientar o design centrado em usuários reais. Outro problema é que isso pode levar a discriminaçõs de ordem social, como por exemplo tirar sarro de deficientes físicos e outros perfis diferentes. Não é porque a persona é fictícia que deixamos de tratá-la como um ser humano de verdade, com todos os seus direitos.
As personas podem, por outro lado, ter efeito funesto ao projeto se forem manipuladas a esmo ou não levadas a sério. A tentação de criar e alterar a persona de acordo com o que for mais cômodo para a equipe ou para um profissional em particular pode ser desastrosa. Por isso, vale ressaltar que cada detalhe da persona deve estar muito bem embasado em dados reais, não em meras presunções.
Personas que não se baseiam em pesquisas rigorosas podem ser manipuladas para defender pontos de vista. A Persona mais usada para esse intuito é "minha mãe" ou "minha avó". Já ouviram frases do tipo? "Isso aí nem minha mãe conseguiria usar!" Trata-se de um mero artifício retórico para parecer que se está preocupando com o usuário. Na maioria das vezes, a "mãe" ou a "avó" nem faz parte do público-alvo da interface em questão e mesmo quando faz sua capacidade de representar a totalidade do público é exarcebada. Isso é muito usado porque é uma figura familiar, fácil de compreender. Se você fala da sua mãe, eu consigo imaginar melhor como ela vai reagir do que uma figura abstrata como "mulheres entre 45 e 60 anos".
O Alan Cooper, criador do método Personas, dá uma ênfase muito grande para técnicas de observação de comportamento do usuário porque o objetivo dele é usar Personas para design de interação. No Marketing, o método Personas foi apropriado para fazer segmentação de serviços/produtos por dados sócio-demográficos, então eles usam muito questionários, porque são mais eficientes para esse objetivo. Porém, no design de interação esses dados são pouco úteis.
De que adianta saber se o usuário tem entre 30 e 45 anos na hora que você vai definir o fluxo da tarefa? É muito mais interessante saber como essas pessoas agem em situações parecidas. Por isso o Cooper recomenda entrevistas, observações, testes de usabilidade, card-sorting, análise da tarefa, leituras e estudos etnográficos e etc. As Personas entram depois, para resumir tudo aquilo que a gente costuma colocar em extensos relatórios.
Personas não é uma técnica de coleta de dados, mas sim uma técnica de agrupar e apresentar resultados de pesquisas. Quando são tratadas como fim e não meio, acontece toda essa distorção, pois toda a pesquisa passa a ser enviesada para sustentar os perfis, muitas vezes definidos antes mesmo da própria pesquisa!
E aí? Quais serão as manchetes sobre sua empresa no ano que vem?
Esta é uma técnica que permite identificar aonde o cliente quer que a sua empresa esteja. É similar, segundo este site, ao exercício de escrever seu próprio obituário. Visa estabelecer aonde se quer chegar, ou seja, enxergar aonde se quer chegar e depois poder traçar com maior precisão uma estratégia para se alcançar esta meta.
Como: Convide o(s) cliente(s) para projetar sua companhia no futuro, identificando como eles querem desenvolver e sustentar as relações com seus consumidores.
A idéia de "prever as manchetes do ano seguinte" é um recurso para que o cliente possa ver sua empresa com algum distanciamento, e se imaginar como um jornalista escrevendo uma matéria de sua empresa. Assim, é possível que seja imaginada, de forma mais lúdica, a história que a empresa estará escrevendo e que caminho ela está traçando.
Porquê: Os tópicos que forem definidos podem ajudar os clientes a decidir quais questões de design devem prosseguir no processo de desenvolvimento de produtos.
O método ajuda com que o cliente explique o que ele espera para sua empresa, e, assim, o designer pode oferecer um trabalho de acordo com o direcionamento que a empresa tem, mesmo que este não esteja explícito.
Cartão da IDEO resumido: Predict Next Year’s Headlines
How: Clients to project their company into the future, identifying how they develop/sustain customer relationship. Why: Helps clients to define which design issues to pursue in product development.
Exemplo da IDEO: A IDEO, no projeto de uma página de intranet para técnicos de informação, chamaram o cliente para definir e clarear seus objetivos de negócio para lançamentos imediatos e futuros.
Exemplo em Computação Pervasiva: As pesquisas em Comunicação Pervasiva costumam prever cenários onde a computação esteja permeando as cidades e toda a sociedade, e imagina-se os efeitos que ela pode causar.
Este método pode ser utilizado para possibilitar idéias criativas entre os colaboradores de um projeto. Pode-se pensar nas manchetes do ano seguinte, imaginando em um ambiente possível caso as principais manchetes fossem "ao contrário". Exemplo: Se, em 2008 a Apple lançou o iPhone, imaginar que em 2009 artefatos como o iPhone será proibido. Como seria a comunicação neste ambiente?
Outra sugestão é trabalhar um "benchmark" futuro, prevendo como serão as manchetes das empresas concorrentes e como a empresa do cliente quer se encaixar entre elas.
Os cenários são descrições de situações hipotéticas em que são colocadas pessoas que interessam ao projeto. Essa técnica é usada de maneiras muito diferentes. Alguns utilizam para auxiliar numa decisão crucial de projeto, para avaliar as características do projeto, para demonstrar as características do artefato projetado em uso e etc.
O cenário pode se escrito formalmente, servindo como documentação de projeto, ou ser criado enquanto se discute questões de projeto. Utilizo muito essa técnica durante reuniões em que são discutidas as funcionalidade do artefato e quando preciso defender ou justificar um fluxo de interação.
O que se segue a essa frase é um cenário: "suponha que o usuário faça isso, então..."
Melhor do que utilizar um usuário genérico num cenário é utilizar um usuário definido, pois assim se pode avaliar melhor a pertinênica do cenário. Cenários muito desconexos da realidade são interessantes no início de projeto, quando o conceito do artefato ainda está em questão, mas nas demais etapas de desenvolvimento, é preciso estar cada vez mais conectado com a realidade empírica de uso.
Usando, por exexmplo, uma persona chamada Mariana que é contadora, podemos criar o seguinte cenário:
Mariana quer abrir uma pasta num sistema operacional e acessar um memorando de orçamentos. Entretanto, a pasta está cheia de planilhas que ela quer conferir enquanto lê o memorando. As planilhas são tão grandes que quase ocupam toda a tela. Ela pára, franze a testa, e pensa por alguns segundos. Redimensiona a planilha, move-a parcialmente para fora da tela, abre a pasta, abre o memorando, redimensiona e reposiciona o memorando para continuar a trabalhar, aliviada.
O cenário poderia também criar uma situação ambiental adversa, como por exemplo:
Mariana precisa fazer uma planilha com cálculos corriqueiros numa sala com várias outras pessoas falando alto. Ela não consegue se concentrar direito e precisa terminar o trabalho logo. Resolve procurar alguma forma automatizada de inserir os dados. Por sorte, o software possui assistentes para inserir dados passo-a-passo e fazer os cálculos mais comuns. A ajuda dá conta do recado, embora o processo todo tenha demorado mais do que se ela tivesse feito como sempre faz, manualmente.
Num projeto simples, os cenários não precisam ser necessariamente oficializados, escritos. Eles podem surgir no meio de conversas da equipe, ou apenas na mente do designer. O mais importante é estar colocando à prova o jogo de cintura da aplicação. Isso se torna especialmente importante nos momentos tensos da aplicação: formulários complexos, negociações financeiras, tratamento de erros e etc.
Cenários não se baseiam em dados reais, são apenas imaginados, previstos. No entanto, se criados para dar vida às personas, eles não levarão a concepções errôneas. Se a persona estiver bem baseada na realidade, o cenário também estará e, consequentemente, a situação prevista terá alta probabilidade de se realizar.
Durante os testes de usabilidade com usuários reais, os cenários podem ser reaproveitados para criar tarefas específicas e verificar se os usuários conseguem mesmo resolver os problemas. É por isso que aconselho a usar os cenários o mais cedo possível no projeto. Antes mesmo de qualquer protótipo, o designer já deve ter na cabeça os pontos do artefato em que o usuário pode se bater para encaminhar para a avaliação.
Apresentando esses cenários para os colegas da equipe, ele já pode iniciar discussões produtivas sobre o design. Não fica aquela conversa mole de "eu acho que ficaria melhor um vermelhinho naquela caixa". É muito mais interessante dizer que "o vermelho na caixa pode ter conotação de alarme para o usuário Marcos e fazê-lo parar seu fluxo de trabalho".
Para investigar aspectos sociais e afetivos da interação, um recurso interessante é a dramatização. Atores profissionais ou a própria equipe de design encena os papéis e ações de usuários. O cenário ganha muito mais vida com a dramatização.
Um cenário improvável ou forçado fica claro no momento de sua dramatização. Um cenário forte também ganha o mesmo destaque.
O cenário pode ser também dramatizado de forma lúdica, expressando a interação de uma forma imaginada, como no projeto do Oráculo, um sistema de perguntas e respostas para criança. Foi criado um cenário que é diferente da interação real, mas que expressa como a criança imaginaria a interação.
Técnica utilizada em testes de produtos para economizar recursos de produção. Ao invés de esperar que o protótipo esteja funcional para realizar testes, um operador humano funciona como computador (o mágico de oz), processando os resultados e posicionando as telas para o usuário.
O mágico de oz pode ser mostrado ou não ao usuário. Pode-se usar ferramentas como VNC para controlar o computador do usuário à distância.
Experience Prototyping é um método de pesquisa utilizado pela IDEO para analisar todo o contexto de uso de determinado produto ou serviço antes de sua produção ou implementação. O principal objetivo desse método é fazer com que os usuários participem do design do projeto experimentando todas as suas fases e o contexto de utilização ao invés de simplesmente observar a experiência de outra pessoa.
Segundo Jane Fulton Suri (IDEO), Experience Prototyping se resume basicamente a duas coisas:
1- Um método que habilita designers, clientes ou usuários a “experimentar por si só” ao invés de testemunhar demonstrações de experiências vividas por outras pessoas. Uma das características básicas da experiência é que ela é, por natureza, subjetiva e a melhor forma de entender e mensurar a qualidade de uma experiência de interação é subjetivamente.
2- Uma aproximação com a prototipação que nos encoraja a pensar em interações com produtos, espaços, serviços ou sistema de uma forma integrada aos aspectos dinâmicos do tempo e espaço. A forma como eles são verdadeiramente experimentados por pessoas em seus contextos específicos, ao invés de trabalhos isoladamente.
Desta forma percebemos que a experiência vivida com um simples artefato não existe no vácuo, mas sim em um relacionamento dinâmico com outras pessoas, lugares e objetos. Inclusive, a qualidade da experiência vivida é influenciada por múltiplos fatores contextuais, tais como: O peso do objeto, sua textura e temperatura entre outros. Fatores externos como o ambiente em que está inserido e o contexto de uso do mesmo. Fatores internos como humor, temperamento da pessoa. Todas essas variáveis são levadas em consideração durante a experiência.
Podemos definir Experience Prototyping como qualquer forma de representação, em qualquer meio, que é produzida de forma a nos ajudar a entender, explorar ou comunicar a forma como nos sentimos engajados a um produto, serviço ou sistema. Essa atividade pode envolver sessões simuladas de uso, teatro e observação comportamental em determinadas situações de uso.
Utilizando edição de vídeo e outros truques é possível evoluir a apresentação de um protótipo de modo a fazer parecer mais funcional do que realmente é.
Uma técnica comum é ensaiar uma determinada tarefa e interagir com ela ao mesmo tempo em que se exibe um outro vídeo sincronizado em telas que aparecem na filmagem. Veja alguns exemplos
O Teste A/B é um método de teste de websites que consiste em exibir diferentes versões de uma mesma página para diferentes visitantes, podendo, assim, comparar a performance de cada página para atingir os objetivos dos usuários. Frequentemente, a métrica escolhida para o Teste A/B é a taxa de conversão, porém, é preciso considerar também outras medidas. Uma página que tenha taxa de conversão alta, mas pouco tempo de permanência pode indicar conversões canceladas futuramente.
Para minimizar o risco das alterações prejudicarem a métrica de sucesso do site, as versões alternativas costumam ser exibidas em pequenas porcentagens das visitas. Por exemplo: a versão B do site A é mostrada a apenas 5% dos visitantes. Pode-se ter mais versões da mesma página, porém, quanto maior a variação entre elas, mais difícil será interpretar os resultados.
O ideal é que as versões tenham pequenas alterações, para isolar o máximo possível as variáveis. Como exemplo, a página B tem um link a mais do que a página A. A mudança na performance se dará pelo efeito desse link extra.
A Google oferece uma ferramenta para gerenciar testes A/B e mensurar sua performance.
Empresas, Organizações Não-governamentais e Instituições de Ensino que fizeram investimentos consideráveis em Design de Interação no Brasil:
Ele pode, sem querer, diminuir a pressão sobre o botão do mouse e errar. O mouse pode colidir com algum outro objeto na mesa ou o mousepad pode acabar bem na hora e o usuário erra de novo.
Saiba mais sobre a Lei de Fitts.
Revisão: Érico Fileno
Quais devem ser as competências e habilidades?
O designer de interação, na visão de Dan Saffer (USA), deve possuir sete atitudes:
1) Focar sempre no usuário – Saber entender o usuário é a chave do
sucesso no design de interação, e a melhor forma de entendê-lo é
questionando suas escolhas e observando suas ações.
2) Encontrar boas soluções – Desenvolver novos produtos e serviços
implica em criar as escolhas. Quando se tem duas opções, deve-se buscar
sempre uma terceira.
3) Gerar muitas idéias e buscar uma prototipação rápida – Designers
encontram suas soluções através da geração de muitas idéias. Para
tangibilizar essas idéias, devem procurar montar protótipos rápidos,
pois assim péssimas idéias são descartadas rapidamente após os
primeiros testes.
4) Saber trabalhar de forma colaborativa – O design como ciência não
está só, ele dialoga com vários campos do conhecimento humano. E o
designer, da mesma forma, não deve se isolar. Ele deve trabalhar de
forma colaborativa e utilizando vários recursos tecnológicos de
comunicação.
5) Criar soluções apropriadas – O designer deve criar soluções
apropriadas para determinado contexto em que os usuários estão
inseridos. O contexto de uso do objeto ou do serviço deve estar em
conformidade com o contexto histórico-social em que o indivíduo está
inserido.
6) Desenvolver com um amplo campo de influências – A
interdisciplinaridade deve fazer parte do dia-a-dia do designer de
interação e com isso ele deve se inspirar na busca por novas soluções.
7) Saber incorporar a emoção para seus projetos – O aspecto emocional
dentro do desenvolvimento de um produto é o elo de ligação entre as
pessoas e os aparatos tecnológicos. Produtos sem o componente emocional
estão desconectados das pesssoas e são produtos sem-vida.
A experiência humana se dá a partir da interação com o mundo, portanto, o design de interação é crucial para o design da experiência. Entretanto, é preciso compreender que são abordagens que surgiram em contextos históricos distintos. Design de Interação é a mais antiga, surgindo nos anos 80 quando o Design começou a se interessar pela participação em projeto de softwares e outros dispositivos computacionais. O termo foi cunhado por Bill Verplank e Bill Moggridge. A partir do final dos anos 90, com a popularização dos microcomputadores e a Internet, a demanda por design de interação cresceu muito e a área se consolidou, tanto na academia, quanto no mercado.
A partir da consolidação, profissionais começaram a pensar qual seria o próximo passo do design num mundo cada vez mais mediado por tecnologias digitais. Primeiro, o termo “experiência do usuário” ganha relevância, popularizado por Donald Norman, e, em seguida, “design da experiência”, popularizado por Nathan Shedroff. Ambos estavam interessados em enfatizar a importância do design em todos os pontos de contato com o consumidor/usuário e não apenas na interface, como era o foco do Design de Interação na época. Hoje, alguns profissionais da área de Design de Interação incorporaram a abordagem do design da experiência e desempenham papéis mais estratégicos dentro de suas empresas, enquanto outros defendem que design da experiência seja uma área maior que abranja Design de Interação e outras áreas ligadas a experiência do usuário, como a Arquitetura da Informação, Engenharia da Usabilidade, Acessibilidade e etc.
Em projetos Web, o papel do designer de interação é parecido com o do arquiteto da informação, mas o foco é diferente. Enquanto o AI está preocupado com o armazenamento e recuperação da informação, o DI está mais preocupado com a manipulação e transformação da informação. Em projetos de aplicativos, DIs se sentem mais à vontade do que AIs para fazer o planejamento e em projetos de websites composto de muitas páginas, o AI é o mais indicado.
Se um projeto envolve as duas coisas, a equipe deve dispor de profissionais com conhecimento nessas duas áreas. Em grandes equipes, o DI é responsável por criar os wireframes das páginas, enquanto o AI cria a estrutura do website e o planejamento geral.
Design de Interface é uma especialização do Design de Interação, que é uma especialização do Design.
É o estudo de como as pessoas percebem, aprendem, estruturam, armazenam e usam o conhecimento. Cognitivismo defende que grande parte do comportamento humano pode ser entendida em termos de como as pessoas pensam.
O sistema nervoso é a base da capacidade de percepção, adaptação e interação com o mundo. Por meio desse sistema recebemos, processamos e depois respondemos às informações, processo que constitui a própria definição do ciclo interativo.
O córtex cerebral precisamente é o que nos possibilita pensar. É dividido entre direito e esquerdo: o hemisfério esquerdo atua no movimento, e na linguagem analítica, uma a uma, em sequência.
O hemisfério direito é apto ao conhecimento semântico e pragmático (o ato de acompanhar conversas ou uma história, metáforas, inferências ou humor). Também controla o processamento espacial e informação visual. Tende processar informações de forma holística, como um todo.
Memória é o meio pelo qual mantemos e acessamos nossas experiências passadas para usar a informação no presente.
Existem 3 operações comuns de memória: codificação, armazenagem e recuperação.
Um tipo de memória é a recordação: você gera um fato, uma palavra ou outro item de memória. No reconhecimento, por sua vez, você seleciona ou identifica de outra forma um item já aprendido anteriormente.
É mais fácil para a pessoa utilizar sua memória de reconhecimento. Ex: 2 mil imagens são facilmente reconhecidas se fazem parte do repertório de linguagem, mas é difícil solicitar que alguém memorize 2 mil imagens recém mostradas.
Por esta razão é recomendado O USO DE ÍCONES nas interfaces, pois a capacidade de recordação é menor que a de reconhecimento.
Entretanto, se o uso de novas imagens é necessária, existem técnicas de recordação além da recordação livre (recordação com pistas, reaprendizagem).
Existe uma distinção entre memória explícita e implícita. Na explícita, recordamos ou reconhecemos palavras, fatos, imagens de um determinado conjunto de itens. Na implícita, recordamos algo, mas não temos consciência de que estamos tentando fazê-lo.
Por isso é aconselhável O USO DE PADRÕES nas interfaces, para diminuir a carga cognitiva.
A busca cognitiva compreende a varredura do ambiente para procurar características específicas – procurar ativamente alguma coisa quando não se tem certeza onde ela está. O ato de navegar pela internet por exemplo constitui uma busca cognitiva.
Alarmes falsos podem interferir na busca, assim como fatores de distração. O número de alvos e fatores de distração afeta a dificuldade de realização da tarefa.
Enquanto a vigilância envolve esperar passivamente que um sinal apareça, a busca envolve procurar um alvo de forma ativa e habilidosa. Há várias teorias cognitivas para ajudar o cérebro frente a uma tarefa, a encontrar o que precisa: Teoria da integração das características, Teoria da semelhança, Teoria da busca guiada, Teoria dos filtros de movimento.
“Simplesmente navegar na Internet pode treinar o cérebro -- que isso pode mantê-lo ativo e saudável", disse o gerontologista Gary Small, cujo trabalho foi publicado na revista American Journal of Geriatric Psychiatry, cientista da Universidade da Califórnia, em 2008
A atenção humana funciona como meio de concentrar recursos mentais e processos cognitivos. Quando os fatores de distração de acentuam, a atenção passa a ser seletiva na detecção de sinais. Sons se destacam mais do que mudanças semânticas, textuais. Entretanto, o desempenho em ambas as tarefas caem, embora sejam passivas de treino.
Em 2000, estudos cognitivos mostram que o ser humano apresenta cegueira às mudanças do ambiente, mais do que se esperava. Mesmo mudanças muito visíveis podem passar desapercebidas.
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A maioria dos textos sobre Design de Interação se encontra disponível apenas em inglês. Para facilitar o acesso aos brasileiros, que não falam inglês nativamente, formamos uma força-tarefa de tradução dos textos mais importantes sobre o assunto. Leia e colabore você também!
Procedimento para auxiliar na tradução:
Textos em tradução:
Original: Five Lenses: Towards a Toolkit for Interaction Design
Autor: Thomas Erickson
Tradução:
This volume is concerned with establishing foundations for interaction design. "Foundations" strikes me as an ambitious metaphor, suggesting, as it does, a solid base upon which a single, unified edifice will be erected. And, following the metaphor a step further, it assumes the existence of a stable, well organized community with a shared set of values that is ready to embark upon a such construction project.
I don't believe these assumptions hold up. To me, the state of interaction design feels more primitive. Rather than being an organized community, interaction design feels closer to being composed of a number of roving tribes who occasionally enounter one another, warily engage, and, finding the engagements stimulating, remain open to other encounters.
If this is the case, how do we make progress? I suggest that rather than trying to construct a unified, coherent account of interaction design, we would do better to take a more syncretic approach, gathering appropriate concepts and exploring their interplay without, however, insisting on resolving their tensions and contradictions.
In this essay I explore these issues. I begin with a definition, and illustrate my approach to partitioning the terrain of interaction design using five conceptual "lenses." In so doing, I cover most of what I see as the theoretical roots of interaction design. I then turn to the role of theory in interaction design, and suggest that a good way to begin is to assemble a toolkit of concepts for interaction design that consists of appropriately sized theoretical constructs.
I define interaction design quite broadly:
Interaction design has to do with the design of any artifact, be it an object, system, or environment, whose primary aim is to support either an interaction of a person with the artifact, or an interaction among people that is mediated by the artifact.
O Design de Interação está relacionado com o design de qualquer artefato, seja ele um objeto, um sistema ou um ambiente cujo objetivo primário é suportar tanto uma interação de uma pessoa com o artefato quanto uma interação entre pessoas que é mediada pelo artefato
Although some see interaction design as particularly concerned with digital systems--either computer systems or artifacts with embedded computational capabilities--I see no reason to exclude humbler artifacts. The forces that shape our interactions, from perceptual and motor processes such as seeing and touching, to social and cultural phenomena such as imitation and fashion, are agnostic with respect to whether an artifact contains digital components. Indeed, much of what we understand about the design of non-digital artifacts--whether it be how to make a switch with a satisfying 'click,' or how clothing functions as a means of expressing identity--are applicable, as well, to digital systems. Finally, as computer systems become increasingly embedded in our artifacts and environments, and even the most mundane objects are tagged and tracked by digital systems, our ability to discriminate between the digital and the non-digital will fade, even should we wish to maintain it.
Figure 1 shows a series of chess games in Washington Square, in New York City. In the foreground we see a chessboard, the players rapt in concentration. To one side of the board a few captured black pieces are gathered together; to the other is a pair of chess clocks that meter out the players' allotted minutes. Farther back we see other chess games, each with its circle of spectators. Still farther back we see passers by, most of whom are oblivious to what is going on, but a few of whom may be drawn into the circle of spectators, and then, perhaps, into playing a game or two themselves. And in the far background we discern trees and buildings, and see that the games are taking place outdoors in a city square.
To me, this picture represents, in miniature, the terrain of interaction design. As such, I'll use it to describe how I go about making sense of interaction. As a designer, I'm continually confronted with new sites and situations, and for each site I need to come up with a way to see it, to analyze it, to design for it, and to understand the consequences of what I have designed. I find that I work best when I orient to the site or situation in which the interaction takes place; for me the site comes first, and the conceptual framework and methods and tools come later. As a designer, my principal challenge is to make sure that I don't get too fixated on a single aspect of the situation, that I don't get trapped in a particular perspective or approach. Rather than find a single conceptual framework that fits the situation, instead my aim is to stay grounded in the concrete reality of the site, and to bring a range of conceptual lenses to bear on it.
So let us return to the picture in Figure 1. We will walk through the image, taking a look through each of the set of lenses that I bring to bear on the sites with which I engage as a designer.
I begin, perhaps as a consequence of my early training, with the mind, envisioning the game in purely cognitive terms. Playing chess, viewed through this lens, involves a cycle of perception, cognition and action. This is the domain of cognitive psychologists, such as Donald Norman (1986), and is concerned with issues such as how people might go about learning chess, what sorts of errors they might make while doing so, how players develop strategies, why people find games of this sort engaging, and so on. This is the lens most often deployed by interaction designers versed in human-computer interaction, and is of critical import in the design of screen-based applications.
Moving on, we deploy a new lens, shifting our focus from minds to bodies and the ways in which we use our bodies to interact with one another. In the picture we see a number of bodies: the player in the left foreground, his face rapt in concentration as he gazes at the board; the spectator in the right foreground, gazing at the game, his posture suggesting that he has settled down to watch for a while. In the next game back, a player is reaching to move a piece, after which he will quickly slap the chess clock to stop his time and start his opponent's; that game, too, has spectators, though they seem less intent on the game and more interested in talking with one another. This is the domain of ethnomethodologists such as Adam Kendon (1990), sociologists such as Erving Goffman (1963), and anthropologists such as Edward Hall (1983), who focus on the role of expression, posture, gaze, gesture and timing in interactions within small groups. This lens is important for those concerned with designing material artifacts--especially large artifacts such as control panels, rooms and buildings--as well as those designing digital systems which support mediated (i.e. disembodied) interaction.
Next we shift our view to the artifacts in the picture. We see a chessboard arrayed with white and black pieces; off to one side we see a cluster of captured black pieces, and off to the other a pair of chess clocks. These artifacts play a variety of roles, interacting with the views from other lenses. One role of artifacts, that Norman explores in Things that Make Us Smart (1993), is to ease the cognitive load: the board and the pattern of pieces on it serve to preserve the state of the game, enabling players to focus on planning their next moves. Another role of artifacts is their status as objects that are manipulated by the participants. While the manipulation of chess pieces is a relatively simple matter, ethnomethodologists like David Sudnow demonstrate that the ways in which people physically interact with objects is incredibly subtle. In his book, Ways of the Hand, Sudnow (2001) gives an exquisitely detailed account of the process of learning improvise jazz on the piano, and the ways in which his hands (not his mind) learned to traverse the keys. A third role of artifacts is depicted by Ed Hutchins in Cognition in the Wild (1995), in which he explores the view that cognition is not just a property of minds, but can be seen as a global property of systems of people and artifacts. A fourth role of artifacts is a social one, in that the pair of clocks substitute for a human time keeper. This view is explored by Bruno Latour (1992), who eloquently makes the case for a sociology of artifacts, suggesting that it is artifacts which stabilize and extend human interaction patterns. This lens--with the glimpses it gives of artifacts and their varied roles--is important for those who design material artifacts, as well as for those who aim to replace material objects with digital 'equivalents.'
Now we move to a level of analysis that is not grounded in anything that can be explicitly seen in our picture. The social lens examines relationships, both among people and between people and objects, and tries to take notice of the norms and rules that underlie them. Thus, in our picture, we see not just people, but people who stand in relationship to one another--players, spectators, passersby--and who are obeying rules as a consequence. Of course, the game of chess has a set of rules associated with it, but of more interest are the unwritten rules being adhered to. Thus, one chess player does not shout at the other as he ponders his move (something which is permissible in games like baseball), nor does he, after capturing a piece, toss it into the dirt beneath the table. There is an unarticulated notion of "proper" behavior in play, and one that, furthermore, extends beyond the game. Thus, the onlookers watch quietly and refrain from offering advice (again, unlike some other games), and one, standing nearby, appears to be waiting his turn to take on the winner, thus participating in an unarticulated but mutually understood notion of turn-taking. This is the realm of social psychology, sociology (Goffman, 1963), ethnomethodology (Heath & Luff, 2000) and anthropology (Whyte, 1988). This lens is essential to any interaction designer wishing to reflect upon ways in which a newly designed artifact may disrupt situations in which it is introduced, or the ways in which--as with a web-based chess game--the digital equivalent of a face to face interaction may have very different social effects.
The last lens I'll discuss gives, by far, the broadest view. It is the view of the interaction as it is situated in its larger context. Here we look not just at the chess game and its audience, but at its temporal and spatial location. Temporally, these chess games are a fixture, recurring nearly every day in the same location-- outdoors in a public square. By virtue of its location, passersby, on their ways to other places, become aware of the game and, over time, notice that it is a recurring event. Perhaps, another day, when on less urgent business, one passerby may pause to watch and even to play, thus helping the game, as an on-going event, to sustain and extend itself. Even if the game fails to interest most passersby, it still contributes to the liveliness and interest of the urban space. This lens, looking at the ways small interactions like the chess game flourish (or not) in the context of other interactions, is exemplified by the work of urbanists like Jane Jacobs (1961), urban designers like Kevin Lynch (Banerjee & Southworth, 1990), architects like Christopher Alexander (Alexander et al., 1977), and anthropologists like William Whyte (1988). This lens is crucial for the interaction designer who creates artifacts for use in public places, and who desires to create self-sustaining interactive systems.
I do not wish to argue that these are the five and only five lenses of use to interaction designers; others may wish to suggest additional lenses, or to partition things up differently. The main point is that there are multiple perspectives from which interaction designers can analyze the sites or situations with which they are confronted, and that designers will fare best when they are able to pick up one lens, then another, and then a third. It is the ability to fluidly shift perspective that is, in my opinion, of most value to interaction designers.
Now I'd like to turn to the question of the role of theory in interaction design. As I've said, I think its too soon to try to create a unified theory or framework for interaction design; instead, I suggest that a more productive way to proceed is to syncretically assemble a toolkit of theoretical constructs and methods, such that for any of my five lenses (or other lenses to be suggested), there are a number of theoretical constructs and methods that might be brought into play.
In my opinion, the key question is how to select theories, etc., that are likely to be useful. I believe the problem is one of scale. It is not clear what the proper scale of theoretical construct is, and often we err by seizing on apparently useful concepts without sufficiently understanding their contexts. As an example, consider the notion of "affordance." Affordance, a concept developed by ecological psychologist J. J. Gibson (1979), is now commonly misused in interaction design. As initially defined, it was a relational concept, denoting the possibility of an interaction between an organism with particular characteristics and an artifact with particular characteristics. Gibson developed a sophisticated argument--drawing on a number of concepts ranging from "affordance" to "agent" to "ecology"--that organisms perceive their environment in terms of affordances. "Affordance," as Gibson used it, has little to do with its popular use in interaction design as a visible indication that something can be done (visibility has nothing to do with affordances), nor does it make any sense to talk about an artifact affording something without also specifying the sort of entity to which the affordance applies. The problem is that "affordance" has been plucked out of the theoretical framework which gave it its power and nuance, and used in isolation has become a bit of jargon with little value.
At the same time, we need to be cautious about adopting full-fledged theories from other disciplines. The reason is that theories play multiple roles. At its most basic level, a theory is a useful simplification, a mechanism for imposing a framework on the blooming buzzing confusion that is reality. To the extent that its basic components are understandable and memorable, theories serve as common frameworks, lingua franca that allow insiders and outsiders to speak to one another using a common language and shared concepts. Thus biological concepts such as "disease," "bacteria," "virus," "germ," "infection," "antiseptic," and "antibiotic" provide both specialists and layfolk with a common ground through which they can understand and discuss basic medical issues. However, theories play other roles within a discipline. In particular, a theory can serve as a framework for debate within a discipline and, as a consequence, over time the theory is articulated and refined in response to the debate resulting in a more complex theory, or possibly multiple versions of the theory.
These two roles of theory stand in tension to one another: the utility of a theory for promoting debate and further articulation of itself within a field may actually interfere with its utility in communicating beyond the field. The requirements for promoting articulation within a field involve supporting the creation of distinctions and nuances that can serve as the ground upon positions can be established, whereas the requirements for communicating beyond a field require the ability to depict the conceptual framework in a few bold and broad strokes of the brush. While the ability of a framework to support the finely detailed nuance is not necessarily at odds with the ability to also serve as a simplifying framework, it often is.
What this boils down to is that we need to think carefully about the theoretical constructs we choose to use in interaction design. We need constructs that are neither so large that they bring along all the analytical baggage developed in response to internal disciplinary debate, but not so small that they lose the ability to provide a useful framework for dealing with complexity that makes them useful in the first place. In short, we need a conceptual middle ground, a repertoire of theoretical constructs that are larger than "affordance" or "breakdown" or "flow", and that are smaller than "activity theory" or "distributed cognition" or "ethnomethodology".
What sort of theories and methods belong in a 'toolkit' for interaction designers? What is the right size or scale of a theory or method? How do we go about finding them?
One possibility is that we need to take theories developed by other disciplines and simplify them for our purposes, pruning away the complexity generated for internal disciplinary purposes. This is something along the lines that Don Norman has suggested in his proposal for an applied discipline of cognitive engineering (Norman, 1986). Perhaps, just as cognitive engineering could serve as tool when applying the "Mind" lens, other theories might simplified for use with other lenses. Another candiate--an area of Economics known as mechanism design that examines the ways in which systems of incentives are designed to shape large scale group behavior -- is discussed by Picci (this volume).
Another possibility is that interaction designers might, by drawing on the work of multiple disciplines, develop design-oriented theories that are targeted at particular areas of interaction design. Such design theories would span several lenses, but by virtue of being targeted at a particular design domain, would retain some simplicity. For example, over the last several years, my colleagues and I have been developing the construct of social translucence, which is a design approach to designing of systems that support human-human collaboration (Erickson & Kellogg, 2003). Similarly, Katie Salen and Eric Zimmerman (2004), have made an impressive attempt to develop a theory of game design, drawing from a wide range of disciplines.
A third possibility is that a more radical form of simplification is needed: elsewhere I've proposed that adapting the notion of pattern languages from architecture (Alexander et al., 1977) might provide a way of creating a lingua franca for interaction design (Erickson, 2000a, 2000b) that would foster communication amongst the diverse constituencies which make it up.
I began this essay by objecting to the synthetic program of trying to create a unified and coherent foundation for interaction design. Rather than an organized field with the shared values necessary for such a project, interaction design feels much closer to a confederation of nomadic tribes who occasionally come together. Instead of joining together to construct foundations, we would be better advised to procede syncretically by sharing our tools--i.e. theories, concepts and techniques--and trying to apply them in our own territories. When we encounter one another again, by virtue of our attempts to use some of the same tools for different ends, we'll have a bit more common ground, and a new set of experiences to share.
Alexander, C., Ishikawa, S., Silverstein, M., Jacobson, M., Fiksdahl-King, I., & Angel, S. A. (1977). A pattern language. New York: Oxford University Press.
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Erickson, T. & Kellogg, W. A. (2003). Social translucence: Using minimalist visualizations of social activity to support collective interaction. In K. H‡‡k, D. Benyon, & A. Munro (Eds.), Designing information spaces: The social navigation approach (pp. 17Á42). London: Springer-Verlag.
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Norman, D. A. (1993). Things that make us smart: Defending human attributes in the age of the machine. Reading, MA: Addison-Wesley.
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BiographyThomas Erickson practices interaction design and research at IBM's T. J. Watson Research Center in New York, to whence he telecommutes from his home in Minneapolis. His current work involves studying and designing systems for supporting computer mediated communication (CMC) in groups and organizations, and his principle aim is to create systems that can mesh with the social processes that govern our daily communication practices. Erickson's approach to systems design is shaped by methods developed in HCI, and theories and representational techniques drawn from architecture and urban design. His theoretical and analytical approaches are drawn primarily from rhetoric and sociology. In addition to CMC, research interests include virtual communities, pattern languages, genre theory and interaction design. Over the last two decades Erickson has published about fifty refereed papers, and has been involved in the design of over a dozen systems ranging from advanced research prototypes to commercial products). Prior to joining IBM Research in 1997, he spent nine years at Apple Research, five years at startup called Software Products International, and before that five years studying Cognitive Psychology at University California, San Diego
Por muitas vezes as pessoas culpam-se pelas deficiências da tecnologia. Quando seus computadores falham, eles dizem "Eu devo ter feito algo estúpido". Se um site é mal concebido, eles dizem "Eu devo ser estúpido". "Eu não posso encontrá-lo ". Eles poderão até mesmo recorrer a um livro para iniciantes para saber como fazer.
Isto é horrível! As pessoas nunca deveriam sentir-se fracassadas quando usam tecnologia. Como consumidor, o usuário tem sempre razão. Se o software falha, é culpa do desenvolvedor do software. Se alguém não consegue encontrar alguma coisa num site, a culpa é do webdesigner. Isto não significa que o desenvolvedor deva sentir vergonha... eles deveriam ver isto como uma oportunidade de aprender. A grande diferença entre bons e maus designers é como eles tratam com as pessoas que lutam contra seu design.
Tecnologia serve aos humanos. Os humanos não servem à tecnologia.
Arte é sobre expressão pessoal. É sobre a vida, as emoções, os pensamentos e idéias do artista. Importa muito pouco o que os observadores fazem, suas atividades não são necessárias, apenas a sua apreciação. A prática da arte não precisa deles. É uma atividade necessária para o artista, e o artista sozinho. and the artist alone.
Design, por outro lado, é usar. O designer precisa de alguém para usar (não só apreciar) o que eles criam. Design não serve o seu objetivo sem pessoas para utilizá-lo. Design ajuda a solucionar os problemas humanos. Os maiores elogios que podemos colocar em um design não é que ele é lindo, como fazemos na Arte, mas como é well-used (fácil de utilizar ou funcional).
Diferentemente de Arte, Design é sempre contextual. Isto importa quando um desenho foi criado por causa do contexto da sua utilização: qual o problema ele tem que resolver? E pra quem? Em que momento? É por isso que o design é tão relacionado com a concepção tecnológica, pois tecnologia muda tão rapidamente, baseada em nossos designs. Um design que foi desenvolvido há dez anos atrás não deve ser levado em consideraração hoje.A história é littered with (confusa com) designs maravilhosos que não são mais necessários.
Grande Arte, por outro lado, é sempre em grande estilo. Apreciamos Davi de Michelangelo's, embora pudéssemos recriar um milhão deles, porque foi a labuta e expressão de um único homem. Isso nunca vai se apagar. Grande Design é dependente da idade em que é feito e qual o problema que se destina a resolver.Mas não arte. Arte é atemporal.
O teste decisivo. Quando as pessoas apreciam a Arte, elas dizem "Eu gosto disso". Quando as pessoas apreciam Design, que dizem "Isso funciona bem". Isto não é por acaso. Bom Design é algo que funciona bem.
Os designers não criam experiências, eles criam artefatos para experimentar. Esta distinção sutil faz toda a diferença, uma vez que coloca o designer a serviço do usuário, e não o inverso. Isto não exclui a inovação, mas não impede um designer salte além do que é aceito como estado-da-arte. Isso significa que a experiência de um design não acontece apenas porque o designer diz que faz, isso acontece quando um usuário realmente relata isso.
A derradeira experiência é
algo que acontece nos usuários, e é deles. They own
it (Eles apropriam-se dela)
Artigo original (em inglês): Foundations of Interaction Design
Autor: Associação de Design de Interação (IxDA).
Tradução: Gonçalo B Ferraz e Rodrigo Gonzatto.
De certa forma, produtos, serviços, e sistemas precisam responder à estímulos criados pelos seres humanos. Essas respostas precisam ser significativas, claras e, de várias maneiras, estimular respostas persuasivas e semi-previsíveis. Elas precisam ter um comportamento.
Somehow, products, services, and systems need to respond to stimuli created by human beings. Those responses need to be meaningful, clearly communicated, and, in many ways, provoke a persuasive and semi-predictable response. They need to behave.
Esta definição básica do Design de Interação (DxI) ilustra a linha de raciocínio das definições dos estimados designers Dan Saffer e Robert Reimann bem como da Associação de Design de Interação. É importante notar também que o Design de Interação é diferente das outras disciplinas de design. Não é Arquitetura de Informação, nem Desenho Industrial, nem Design da Experiência do Usuário (UX). Também não é Design de Interface do Usuário. Design de Interação não é sobre a forma ou a estrutura; é mais efêmero: é mais sobre "por que" e "quando" do que "o que" e "como".
This basic definition of Interaction Design (IxD) illustrates the common threads between definitions crafted by esteemed designers Dan Saffer1 and Robert Reimann2 as well as the Interaction Design Association3.
It’s also important to note that Interaction Design is distinct from the other design disciplines. It’s not Information Architecture, Industrial Design, or even User Experience Design. It also isn’t user interface design. Interaction design is not about form or even structure, but is more ephemeral—about why and when rather than about what and how.
Para qualquer disciplina de design avançar é necessário que se tenha o que é conhecido como fundamentos ou elementos. A criação de tal semântica favorece:
For any design discipline to advance, it needs to form what are known as foundations or elements. The creation of such semantics encourages:
Há outras razões mas, por agora, estas parecem o suficiente para uma discussão sobre fundamentos.
- better communication amongst peers
- creation of a sense of aesthetic
- better education tools
- exploration
There are other reasons, but for now these seem sufficient for a discussion about foundations.
"Fundamentos" me chamaram a atenção, primeiramente, quando estava me preparando para o Mestrado em Desenho Industrial do Instituto Pratt no Brooklyn, Nova Iorque. O programa foi montado por Roweena Reed Kostellow baseado na sua filosofia educacional por fundamentos (como detalhado no livro Elements of Design de Gail Greet Hannah).
“Foundations” first came to my attention while preparing for Masters of Industrial Design program at the Pratt Institute in Brooklyn, NY. The program was built by Roweena Reed Kostellow based on her educational philosophy of foundations (as detailed in the book Elements of Design by Gail Greet Hannah4).
Para Kostellow havia seis elementos fundamentais do Desenho Industrial: linha, luminância e cor, espaço, volume, espaço negativo, e textura. Misturar e experimentar estes elementos era o coração do projeto na disciplina de formas 3D. Os estudantes do Pratt exploravam estes fundamentos durante um ano em sala. Eles exploravam limites e discutiam relações enquanto criticavam projetos abstratos e reais.
To Kostellow there were six elements that made up the foundations of Industrial Design: line, luminance & color, space, volume, negative space, and texture. Mixing and experimenting with these was at the heart of designing in the 3D form discipline. Students at Pratt explored these foundations in a year’s worth of studio classes. They would press boundaries and discuss relationships while critiquing abstract and real projects.
Eu não sou a única pessoa que pensou sobre esse assunto porém eu proponho que pensemos de maneira diferente. O Dan Saffer, por exemplo, no seu livro Designing for Interactions, tem um capítulo ótimo no qual ele nomeia os Elementos do Design de Interação: Tempo, Movimento, Espaço, Aparência, e Textura e Som. Os elementos, segundo Dan, concentram-se no que eu chamaria de formas que carregam interações, mas, para mim, eles não são a forma de uma interação, talvez com exceção do Tempo.
I’m not the only person ever to think about this issue though I propose that we think about it differently. Dan Saffer, for example, in his book, “Designing for Interactions”[5] has a great chapter on what he calls the Elements of Interaction Design: Time, Motion, Space, Appearance, and Texture & Sound. Dan’s elements concentrate on what I would call the forms that carry interactions, but to me they are not the form of an interaction, except maybe time.
Se há, de fato, fundamentos do Design de Interação, eles precisam ser completamente externos à forma e, então, não possuir qualquer atributo físico.
If there are indeed foundations of Interaction Design, they need to be abstracted from form completely and thus not have physical attributes at all.
"Tempo" faz o Design de Interação ser diferente das outras disciplinas de Experiência do Usuário (UX). É o embrulho [wrapper] de nossa experiência de uma interação e deve viver ao longo do tempo.
Mas Tempo não é o único fundamento no Design de Interação. Existem muitas facetas do tempo, interelacionadas, para serem manipuladas. E todos nós aprendemos que Tempo é relativo; é fungível [fungible]; e existe em muitos eixo todos no mesmo momento. Vamos considerar três fundamentos do esign de Interação relacionados com o Tempo:
“Time” makes interaction design different from the other disciplines of user experience (UX). It is the wrapper of our experience of an interaction and must live over time.
But Time is not a single foundation in Interaction Design. There are too many interrelated facets of time to be manipulated. And as we all learned Time is relative; it is fungible; and exists on many axis all at the same moment. Let us consider three time related foundations of Interaction Design:
Design de Interação é a criação de uma narrativa -- que muda com cada experiência individual com ela, mas mantém restrições. Por exemplo, se eu estou usando um cliente de e-mail, eu não estou indo ligar a boca de um fogão durante o processo de escrever um e-mail.
Interaction design is the creation of a narrative—one that changes with each individual experience with it, but still within constraints. For example, if I’m using an email client, I’m not going to turn on a stove burner during the process of writing an email.
Narrativa spossuem ritmo. Nós entendemos isso mais claramento quando assistimos a um filme. Um grande filme irá fazer você sair do cinema sem ter olhado para seu relógio. Ritmo também é parte do Design de Interação, mas em alguns casos uma boa experiência fará você olhar para seu relógio -- esperamos que não seja por tédio, mas porque você preciso saber a hora atual para completar os objetivos da interação.
Narratives have pacing. We experience that most clearly when we watch a movie. A great movie will have you coming out of a theater having never looked at your watch. Pace is also a part of interaction design, but in some cases a good experience may have you looking at your watch—hopefully not out of boredom, but because you need to know the current time so you can complete the goals of the interaction.
O modo como eu penso ritmo no design de interação muitas vezes está relacionado com o quanto eu posso fazer com cum dado momento. E não apenas quanto eu posso fazer, mas o quanto eu posso fazer depois de me mover para o próximo momento. Por exemplo, eu posso ter um único e extenso formulário onde todas minhas informações checadas [checkout] estão presentes em uma apresentação quando estou comprando algo, ou eu posso separar diferentes componentes do processo de chegagem em momentos mais discretos.
The way I think of pace in interaction design often correlates to how much can I do with any given moment. And not just how much can I do, but how much I have to do before moving to the next moment. For example, I can have a single really long form where all of my checkout information is presented in one presentation when I’m buying something, or I can separate different components of the checkout process into more discreet moments.
Embora pode tomar o mesmo espaço de tempo para completar cada experiência por causa do número de campos do formulário ser o mesmo, a esperiência do ritmo desses designs é completamente diferente. Além do mais, foi argumentado que um formulário extenso é muito mais eficiente e, inversamente, que seprar formulários em pedaços é mais administrável.
While it might take the same length of time to complete either experience because the number of form fields is the same, the experience of the pacing of these designs is quite different. Further, it has been argued that one long form is more efficient, and conversely that separating a form into chunks is more manageable. Maybe that means that the total positive experience needs to consider other things beyond efficiency for its own sake.
A maineira mais simples que nós projetamos para o tempo no design de interação é "tempo de reação". Quando tempo leva para que o sistema produza uma reação para um evento? Nós todos já vimos o cursor mudar para uma ampubleta ou uma proverbial [proverbial] barra de progresso enquanto esperamos que o sistema faça o que pedimos, mas não há outras consideramos para o tempo de reação.
Ações realizadas em tempo real (em sincronia) possuem um nível de relacionamento com o momento, enquanto ações que parecem acontecer em uma caixa preta e vindas algum tempo depois (sem sincronia) acaba com este relacionamento. De qualquer maneira, por alguns sistemas levarem tempo, nós temos de estar cientes do modo como comunicamos estes diferentes tipos de reações.
A simpler way that we design for time in interaction design is “reaction time.” How long does it take for the system to produce a reaction to an event? We’ve all seen our cursor change to an hourglass or the proverbial progress bars as we wait for the system to do what we asked, but there are other reaction time considerations.
Actions done in real time (synchronous) have a level of relationship to the moment, while actions that seem to happen in a black box and come back later (asynchronous) lack that relationship. However, because some systems take time, we need to be cognizant of how we communicate these different types of reactions.
Todas as principais [major] elementos fundamentais como o time deveria provavelmente ter um sub-elemento "contexto". O que isto significa é que sempre existe algo sobre o ser humano na interação que iria mudar o curso do próprio design. No caso do "tempo", nós não podemos projetar uma aplicação sem entender e explorar o significado de quanto tempo um humano irá gastar em contato direto com o sistema.
A quantidade de tempo que gastamos com uma aplicação e o quanto nós estamos em relacionamento com ela, informa aos nossos projetos e também participa na experiência que criamos.
Every major foundation element like time should probably have a “context” sub-element. What this means is that there is always something about the human being in the interaction that would change the course of the design itself. In the case of “time,” we cannot design any application without understanding and exploring the meaning of how much time a human will be spending in direct contact with the system.
How much time we spend with an application and how long we are in relationship to it inform our designs and also participate in the experience we create.
Alan Cooper & Robert Reimann in About Face 2.06 speak about the
context of time as the concept of “posture.” There are four postures:
Metaphor is a literary device which uses one well-understood object
or concept to represent with qualification another concept which would
be much more difficult to explain otherwise. The virtual nature of
computers requires that we bring tangible metaphors to bear to help
people understand the vagueness of it all. What type and how many
metaphors we use directly impact the quality and emotional connection
we have for a product.
A favorite metaphor is the trash can or recycle-bin (pick your OS). The
idea your files are in waiting in some virtual “bin” or “can” so that
if you were mistaken you can dig through the trash(Ick!) and recover
them is ingenious. Of course, you can always “empty” it, making
whatever was inside irrecoverable. The metaphor works well for most
people mainly because of its preciseness and flexibility with the real.
In thinking about the qualities of the metaphors for a bin/can between
Mac OS and Windows, one might wonder if the nature of a trash can’s
“dirtiness” makes it less likely that we will dig files out than
recover files from the recycle-bin.
All metaphors break down at some point; where these metaphors break is
how we get things into them. We still use the term “delete” to express
how we add something to that bin or can. We don’t delete things into
our real trash cans, do we? Despite the break down of the metaphor (and
every computer metaphor does break down at some point), it still is
tangible enough for us to grasp.
But sometimes metaphors go too far. They require a chasm wider than our
ability to imagination. The literal desktop seems to make sense and has
been tried in the past. If I have a blotter, a file cabinet, an inbox,
a calendar, etc. laid out quite beautifully on my screen, I can call my
objects files, use a notepad, keep my messages in an inbox, and keep
appointments on a calendar, right?
But metaphors appear to succeed best when they are imprecise and the
user has to fill in the gaps from their own understanding. Thus, we
have an adaptation of that desktop metaphor on our computers today.
The interaction designer needs to strike this balance, cautiously using
the metaphors of their predecessors and building on top of them, so
long as the original (maybe convention-setting) metaphor can withstand
the new direction.
Working in tandem with metaphor, Abstraction relates more to the
physical and mental activity that is necessary for an interaction to
take place. I first started thinking about abstraction after reading an
article by Jonas Lowgren7 on what he has termed “Pliability.” After
reading the article and using the term a few times in talks and
discussions, it occurred to me that Jonas was really speaking about how
abstracted an interface is from the response of the product.
By most accounts almost everything on a PC is pretty abstracted because
you have two primary interface points for input—mouse and keyboard.
Some people have placed their monitor inside of some sort of touch
device lowering the level of abstraction for some types of
interactions, mainly drawing. Still, most of us type, point, click, and
move the mouse around on the screen.
Let us focus on “mousing”. We are looking at a monitor where there is a
cursor (an icon) we were taught is related to the mouse. Without
looking at that mouse (usually) we move it and in whatever direction we
move the mouse, the icon on the screen (usually an arrow) moves. Well,
sorta. Right and left seem to work, but moving a mouse away from us
moves the cursor up and moving it towards us moves the cursor down
playing on the metaphor of perspective possibly.
Then when we get the icon over a target, we click a button on the
mouse. This is a strong level of abstraction. The mouse, monitor, and
CPU work in unison to create a series of effects that communicate to
the connection between the three devices. But the connection is very
very abstract and must be learned.
Even in moused behaviors there are different levels of abstraction as
well. My favorite comparison is between Google Maps and MapQuest. What
makes Google Maps a success is that by mousing down and moving my arm I
can change the focused area of the map. It has a very quick reaction
time (see above), but the type of motion—moving my arm as if moving a
piece of paper in my focused line of sight—is much less abstracted than
in MapQuest, which is to simply click on the border or on the map
(assuming the correct mode is set). Now one might say that the click is
easier (a less complex set of behaviors), but this is more abstracted,
arguably less engaging, and definitely less accurate. This makes Google
Maps (and copycats) a much more pleasing and effective interaction.
Systems are both becoming highly complex and highly integrated into our
lives. Many systems are losing abstraction completely, and not always
for the better, while complexity is increasing abstraction of
information. This is why everyone is so fascinated with touch-screens
of late. They quickly reduce the level of abstraction for interacting
with a computer device.
Other new and popular technologies will create challenges for the next
wave of interact designers.. The expanding world of spatial gestures,
RFID, and other near-field communications technologies create
interaction experiences basically increase abstraction without any
device to interface with directly. For these, we have not found
similarly effective metaphors to guide the user’s understanding of the
abstraction as we have for the mouse.
All good design disciplines have a form of negative space. In
Architecture and Industrial Design, it is the hollowness or the space
between solids. In Graphic Design, it is “white space” what is left
without color, line, or form—literally the white part of the paper to
be printed on. Sound design uses silence, and lighting design looks at
darkness.
So what is the negative of interaction?
There are many places where you can “lack” something, or, more
accurately, there are many layers. Are we only talking about the
product action? What about our action? What about the space in between
either entity’s action?
Pause – So clearly a moment in time where no action is taking
place by anything that is part of the interaction experience. Often in
interaction design we try to fill these gaps, but maybe these gaps are
useful.
Cessation of thought – What if doing nothing created a
reaction from the system? Well, one student thought this up with
BrainBall (http://w3.tii.se/en/index.asp?page=more&id=4) at
Sweden’s Interaction Institute (http://w3.tii.se/en/). As you think
less, the ball moves more.
Inactivity – Doing nothing, or the product doing nothing in
reaction to an action may be a negative occurrence. This differs from
pause, but in this case inactivity is the reaction to activity as
opposed to just a cessation of activity.
Well, whatever the negative space of interaction design is, it isn’t.
Unlike form-creating design disciplines, interaction design is very
intricate in that it requires other design disciplines in order to
communicate its whole. For that reason, interaction design is more akin
to choreography8 or film making than music or costume making. The
foundational elements above only belong to interaction design, or are
re-defined to be explicitly for interaction design.
For example, the use of color is an aesthetic tool and a functional
tool that can enhance or detract from communication of core interaction
styles. Language or semiotics as tools for communicating through
another discipline called narrative or story telling also come together
and make for a better interaction experience. Further, for many
experiences, information architecture is required for the preparation
and arrangement of information before the interaction can be created.
As Dan Saffer points out (see above), motion, sound, appearance,
texture, and sound all make up the form and are used to create patterns
of time, abstraction and metaphor.
It is the interaction designer’s attempt to manipulate these four
foundations that separates the practice from industrial design,
architecture, graphic design, fashion design, interior design,
information architecture, and communication design.
In the end, interaction design is the choreography and orchestration of
these form-based design disciplines to create that holistic narrative
between human(s) and the products and systems around us.
Autor: Michael Schmitz
Link original: http://w5.cs.uni-sb.de/~butz/teaching/ie-ss03/papers/HCIinSF/
Tradução: YASODARA CÓRDOVA
e-mail : yasodara [dot] cordova [em] gmail [dot] com
msn: yaso [em] pop [dot] com [dot] br
Science Fiction movies have been a source for speculation about the future of technology and human computer interaction. This paper presents a survey of different kinds of interaction designs in movies during the past decades and relates the techniques of the films to existing technologies and prototypes where possible. The interactions will be categorized with respect to their domain of real-life applications and also evaluated in regard to results of current research in human computer interaction.
As one can conclude from the term science-fiction movie, these films have a background of an advanced, fictional technology that is normally set in the future. Most of these movies have in common that they expose their own vision of the future, with new technologies commonly being the most noticeable change in these hypothetical worlds. Besides visions about all kinds of scientific areas, the given context of this work concentrates particularly on computer interfaces.
As a part of the seminar "Intelligent Spaces" approaches of mainstream
science fiction motion pictures are extracted and analysed regarding their
references in real-life human computer interaction (HCI) designs. Similarities
to ongoing researches will be outlined - especially to those, which are presented
by other talks of this seminar that have already taken place. To be able to
draw comparisons to reality it is often necessary to view the ideas and visions
of a movie on a relatively abstract level.
At first some key factors that determine or influence the design of HCI in
movies will be discussed. Starting from this viewpoint numerous examples from
selected movies will be observed. Due to the limitation of the material that
was at hand, we cannot claim to provide a complete overview of all movies,
but the available selection should suffice and allow a representative inspection
of the movie scene.
We will start with a review of movies that do not show any concepts at all
or merely adapt common everyday techniques of that time. The second and main
part introduces visionary interaction design, divided into different areas
of interaction technologies, followed by a brief view at a couple of satiric
movie scenes and the conclusions of this work in the end.
Before we observe the selected cut-outs, we will examine in short the key factors that contribute to the resulting interaction techniques. We should keep those in mind for later evaluation in order to have a better understanding of the (esp. historical) context of a movie.
The probably most important aspect is the availability of special effects
technologies - including the budget of a production to use those. Some movies
that will be shown are made at a time where digital editing was not yet existent,
whereas other recent motion pictures (e.g. Star Wars Episode II) don’t
even contain a single scene without computerized backgrounds or animations.
Moreover the commercial success of the movie industry increased a lot during
the past 10 years, such that higher budgets became more and more feasible.
Current trends in IT research and products have of course as well an impact
on the movie, since this will probably be the director’s background
where his ideas will evolve from. That’s where the directors (or his
advisors) creativity comes into place. Given that technical realisations of
technologies in movies don’t have to be explained or justified, the
director benefits from an almost unlimited degree of freedom - compared to
researchers or designers of the ‘real’ world.
We also have to consider the importance of the interaction technique or the
device itself for the movie as a whole. The technology could be totally unimportant
or play an important role for the plot (so called “plot device”),
but most of the times technology is found inbetween and has to support the
overall authenticity of the vision of a future world.
The selected scene shows a worker that operates a device by adjusting huge
levers on a clock-like machine whenever a light flashes up, indicating the
direction to which the lever has to show. The conceptual fault here is that
the controls of the machine are exactly the opposite of a human-centered design,
since user has to work for the device to make it run.
“Raumschiff Orion” from 1966 is a german TV Series that was very
popular (audience rating of 41%) and still is now: a re-edited movie-length
version will be out on alternative cinemas in Germany by the end of this month.
The 7 episodes were produced during 6 weeks, such that it had to be improvised
a lot, which also shows in the design of the spaceships controls. You can
see faucets installed as levers or even a flat iron, which became one of the
most remembered feature of this series.
Another scene shows an engineer programming the on-board computer: He is holding a punch card in one hand and typing on a small keyboard with the other hand.
Punch-cards were still used at that time for computer in- and output, which
explains the appearance of it, but using them by reading and typing in what
is encoded or “written” on them is even a step back from the original
intended usage.
Two scenes from “Battlestar Galactica” are chosen as examples for
a science fiction movie that simply adapted common interfaces of that time.
You see the starfighter controls that consists of a joystick and the motherships
interiors that show tv screens, phones and a keyboard built into the desk.
A more recent example is “Password Swordfish” from 2001, where a professional hacker is hired by a terrorist organisation to do some jobs for them. A programming environment was prepared, which consists of 6 flatscreen monitors of common size put together and probably supposed to be used as an enhanced display.
The actual programming of the virus takes place with a graphical 3D interface.
As the whole movie primarily intends to achieve a fancy and cool look, also the technical area exposes a very superficial attitude without attempts to develop an underlying concept.
In this section we will discuss movies that had their own ideas and visions
of human computer interaction or at least used technologies that were not
more than prototypes so far.
It can be observed that there are at least two general ways to approach interactions:
Some have a clean, idealised design that looks very smooth and error free
whereas others introduce flaws and drawbacks to add realism.
The movie clips of this chapter are categorized according to their area of
real-life applications and research:
4.1 “Neuro” Technology:
Technologies that connect to brains are introduced here.
4.2 Identification:
Electronical identification of individuals
4.3 Displays:
Various kinds of displays as an output medium
4.4 Speech:
This includes speech synthesis and recognition and also intelligent assistants
/ avatars as specialised subgroup.
4.5 other I/O technologies:
All technologies that are more specialised and that were difficult to categorize
according to the fields above, for example gesture recognition or tangible
user interfaces.
Although this field does not concern the HCI research community and it also
doesn’t seem realistic from our point of view now, we wanted to include
this part, since we still have interaction between humans and computers in
a literal sense.
The first example is taken from “Johnny Mnemonic”, a cyberpunk
movie with Keanu Reeves playing an agent whose specialty is delivering sensitive
data using his brain as a storage device. The scene shows the transfer of
the data over a wire that is connected by plugging it into a socket under
his ear.
Strangely enough, he also wears a head-mounted display during this procedure.
In “The Matrix” Keanu Reeves again got a role where his brain is
interfaced to connect to a computer. As with all other humans in the envisioned
future of that movie a computer controls his consciousness by accessing his
brain physically through the backside of his head.
He will get disconnected in the first scene and reconnects in the second
one to be able to interact with the computer program, the so called matrix.
Electronic identification is introduced in almost all cases in order to be
exploited at a later time in the movie. Identification techniques are furthermore
also used to track individuals during their everyday life, in such cases the
privacy / security issues are the main aspects that the directors try to bring
in into their work.
Five scenes are chosen to represent their technology:
4.2.1
People in the “Logan’s Run” future live in a perfect, harmonic
society, which only purpose is enjoyment. The drawback is that people have to
be killed at an age of 30, which happens during a ceremony that everybody attends.
To avoid panic or revolts among those who are supposed to die, everybody is
told that they will be reborn instantly.
As shown in the clip, every child will get a diamond-like implant into their palm at the day of their birth, which allows to track and identify the person, display their life-stage by its colour.
4.2.2
“Gattaca” uses DNA analysis to identify individuals; a drop of blood
is taken by a machine and analyzed directly by the same machine.
The choice of this identification technique most probably originates from the main theme of the movie, which is the genetic determination of human beings. Individuals are defined by their genetic patterns, which can be chosen by the parents to alter one ‘s fate. DNA analysis and identification was invented in 1985 and became a tool in crime fighting. A database is already maintained in some countries [1] and assuming that the costs can be reduced and the procedure of analysis speed up, this vision is not too far-fetched. But it is not necessary to take blood of the object, any part of the body would suffice any might be more convenient, for instance hairs or saliva.
4.2.3
Automated palm-print identification systems are already commercially available
from several companies, most often used for crime fighting too. [2]
Such a system is shown in “Bourne Identity”, where the main character
has to access his safe in a Swiss bank.
You normally have to place your hand on a device that can scan your palm in high resolution, but in this film scene a common (possibly touch) screen was used to obtain the palm-print, giving an immediate visual response to the user. This scenario looks more sophisticated and high-tech with this extra feature, accepting the loss of realism, which is not too obvious at first sight anyway.
4.2.4
“Alien IV” uses a identification technique that is not being researched
and probably never will, because it is very doubtful if sufficient physiological
data can be extracted from its medium: The breath ID. Apparently the odor of
a person’s breath is analyzed to grant or deny access to certain areas
of the ship.
This idea seems to be an attempt of the director to find a new and unique element for his movie.
4.2.5
Another very popular biometric identification technology are the retinal and
iris scan. Either the blood vessel patterns of the retina or the pattern of
flecks on the iris can be used to uniquely identify individuals. The object
doesn’t necessarily have to interact with a device, it right now works
up to a distance that depends on the used video system, but alignment of the
eye is still required. [3] Such systems are now gaining acceptance
in many areas, and in our imaginative future as described in “Minority
Report” they will be installed on public places like subway stations,
which would enable the systems owner to track basically everybody and build
a history of his or her activities.
It is not required anymore that people would interact with a device, just passing by would suffice. This vision strongly addresses the privacy issue as mentioned above.
The display consists of 3 parts, which at first sight reminds of the DynaWall
concept that is part of the i-Land project of the Fraunhofer-IPSI institute
as introduced to us by Sohail Iqbal. [4] The DynaWall provides
an interaction space for CSCW, so the similarity between this project and
the screens in this movie scene are quite superficial and merely of a visual
kind.
The next example is taken from “Star Trek: The Next Generation”
(STTNG), a TV Series that was launched in 1988. You will notice 3 kinds of devices/displays
of different size throughout the series:
· The Tricorder, a small and handy device that looks very similar to
a PDA, equipped with many sensors and used for outdoor analysis.
· A tablet PC that is used at the machine deck and sick bay: a very thin
device, with the shape of a piece of paper
· Wall screens almost everywhere on a ship, used to display data for
multiple users
The selected scene shows the usage of a tablet PC together with a wall screen
at sick bay. The doctor seems to transfer data from the tablet PC that she is
holding to the wall screen using a light pen.
The reality is probably that she is holding a piece of plastic together with
a small flashlight.
At exactly the same time, a project about ubiquitous computing was started
at Xerox Parc where devices were as well categorized into 3 kinds: The tabs,
pads and boards. [5]
Tabs are very small and personal and can provide context information about
the user that is wearing it. Pads are supposed to be a mixture of a sheet
of paper and a laptop, lying around on tables and used spontaneously by any
user. Boards are big screens on tables or at walls that especially support
collaborative work. The coincidence that this project and the series started
at the same time is quite surprising, but it is not clear if one has inspired
the other one or if this is only a coincidence, since this classification
of devices is quite intuitive and straightforward.
Another variation is taken from “The Matrix: Reloaded”, from a
scene where the ship Nebuchadnezzar docked to Zion, the base of the humans.
The operators of the base station’s terminal are surrounded by a transparent
display with touch-screen and apparently using it by common drag and drop
operations – the scene is unfortunately very short and details are unclear.
But you can see that additional information can be seen behind the actual screen
layer. In this case, the approaching ship is visible, such that for instance
its distance is extra information within the users peripheral perception,
which can be obtained when necessary.
A different method to display 3D data is used in a cut-out of “X-Men”,
where a mission briefing is conducted with a “physical” display
on a big table.
The technology is not explained, the surface seems to consist of small metallic
cubes that are formed to the shape of the displayed objects by raising them
to the appropriate level. We have seen an approach to display 3 dimensional
images physically in Tim Schwartz’s talk on “Table Top Spatially
Augmented Reality” [6], where physical structures are
augmented by projections.
Holographic displays are very popular among directors and occur frequently and
some of them will be introduced here:
In “Forbidden Planet” from 1956 the so-called “thought analyzer”,
a device inherited from the planets former inhabitants, displays a 3 dimensional
image.
Personal Computers were certainly not yet commonly known at that time, so not
even a single 2D display appears in that movie, simple indicator lights were
used for computer output except this device.
Also “The Matrix” got one example for a holographic device, it is
attached to the Nebuchadnezzar’s controls and displays monochrome but
3 dimensional images.
“Minority Report” shows a holographic projection that we have already seen in Amir Wasim’s introduction to the “Office of the Future” [7], it is interesting to see that they also included a flaw here with distortions at the edge of the images, particularly when you turn around the object.
Another short scene here shortly shows another holographic projection in a virtual reality chamber that can be rented for pleasure and relaxation.
Very similar is the Holo-Deck from STTNG, that is able to materialize substance, enabling you to interact with it.
This is a typical Star Trek technology with its perfect and idealized realisation, very impressive and visual but with a very simplified view on scientific explanations. The so-called Holo-Cube from the latest Star Trek Series “Star Trek Enterprise” underlines this characteristic: It is a small cube brought by a time traveller from year 3000 that is able to fill your surroundings with a projection. In this case in order to display connections of different time lines.
Multi-modal navigation systems have been have researched by various institutes,
like the PDA-based IRREAL project by DFKI [8], where resource
adaptivity was the focus of research.
The first implicit artificial intelligence in a movie was the HAL9000 computer
in Stanley Kubrick's classic "2001 - Space Odyssey". A computer that
was in charge of a spaceship was sent out for exploration purposes, until some
of the crew members noticed its abnormal behaviour. Two of them locked themselves
in a small shuttle within the ships bay, such that they are acoustically isolated
and able to discuss the situation without HAL9000's knowledge. But they were
not aware that the computer still had visual contact, seeing their faces.
It could interpret their lip movements and understand their conversation, with
the consequence that he started killing the crew one by one to prevent his shutdown.
The idea of computers and machines being aware of themselves was also picked
up by John Carpenter in his low-budget production "Dark Star" and
extended such that other parts of the ship also had their own identity. Here
interacting with them was more like interacting with human colleagues. The selected
scenes show the bomb on board of the ship, which was ordered to detonate after
a specific time. Unfortunately a malfunction caused it to be stuck in its bay,
but it refused to cancel the previous order to explode. One of the crewmembers
tried to involve the bomb into a meta-physical dialogue to convince it not to
follow these orders.
The last example of speech technology includes an intelligent assistant that serves as a library guide, taken from the 2002 remake of "Time Machine". The main character travels into the 22nd century and encounters this avatar on his search for more information about time travelling. Personal guides for museums or exhibitions are not new and exist as prototypes and also as commercial solutions. They are mostly PDA based and sometimes support kiosks - stationary machines with more resources from which the user can retrieve information of higher quality. The PEACH project by DFKI, an Italian research institute and the Eyeled company is one example for this work. Here it is also possible for the avatar to migrate from the PDA to a kiosk or the other way round [9]. In "Time Machine” multiple transparent, man-size displays are everywhere in the library, such that the computer character (the intelligent assistant) can follow and assist the user everywhere in the building. The avatar displays different kinds of (2D) information on the screens and also interacts with the environment that is visible through the displays.
So for the user in this case the environment becomes an augmented reality, overlaid by the avatar's reactions like pointing to a book.
More specialized I/O technologies will be discussed in this chapter. This
includes virtual or augmented reality, gesture recognition or other multi-modal
mechanisms that could not been assigned to any of the preceding categories.
A typical VR setup with a head-mounted display and data gloves is used in
one scene of "Johnny Mnemonic". The agent played by Keanu Reeves
is using it to retrieve information from the internet while he browses through
an abstract 3D world, manipulating various objects to access sites.
Most of the interactions are not explained and obviously don't make much sense in this context, but one metaphor looks interesting that is when a new session is started by a gesture that looks like opening a book. Another scene from the same movie has gesture recognition for controlling the mimics of a computer animation. A green grid, which strongly reminds of the calibration image of a beamer, is projected onto the hand, indicating a visual recognition.
As implemented in the movie it wouldn't be possible to determine the hands
movements using the alignment to the grid pattern, it wouldn't even make much
sense to do so in this context. But for the scene it was necessary to show that
the face is not the person itself, but just an animation that is controlled
by someone else.
More motion tracking has been found in “Total Recall”, when the
female main character practices her tennis serve with a holographic projection
explaining and demonstrating the correct movements. She tried to imitate the
virtual trainer and visual (projection blinks in red) and spoken feedback confirms
matching movements.
This idea wouldn’t be difficult to realize, except that 3 dimensional
images without head-mounted displays using air as the medium doesn’t work
yet. But the users motions could be tracked efficiently by for instance embedding
sensors that provide 6 degrees of freedom (DOF) into both wrist-belts or with
a camera.
Our next sample techniques come from the British film version of “The
Hitchhiker’s Guide to Galaxy” from 1981. The clip introduces the
Babel-fish translator, which is a fish that will translate all languages such
that you will be able to understand them, by plugging it into your ear.
Here the device/fish is actually supposed to contain all the technology, but
for us it would be conceptually more interesting if the fish would be an object
in an intelligent space, triggering a function of the system (a translation
service) when it is placed into the ear. This would provide an intuitive usage,
but it is another question if it is desirable at all to put anything into your
ear when you want to activate it.
The concept of virtually overlaying everyday objects with functions is picked
up by “The Matrix” too: When Neo was offered two pills, he could
decide to stay in the matrix or leave it.
This means in the context of the matrix as a computer program that the pills represent a choice similar to buttons. The metaphor of swallowing a pill as a trigger does automatically raise the users attention to this choice due to the inhibition threshold of taking pills, which underlines the importance of the decision in this scene. The same idea of augmented everyday objects is further used with landline and mobile phones. Stationary phones can represent exit and entry points to the matrix and are used by picking up the phone receiver or putting it down.
Mobile phones are used for communication between people within the matrix and
those outside. This approach has the advantage for the director that he can
visualize communication between the two ‘worlds’ clearly and unambiguously
for the audience without further explanation.
Our last part of this chapter is dedicated to Spielberg’s “Minority
Report”, which is the most important movie for this topic. The production
designer Alex McDowell, who was basically responsible for the ‘look’
of the production, started his work with a tour through MIT’s media lab,
where he could see various demos about gesture recognition projects or the kitchen
of the future, getting an impression on the state of current research in this
field. His aim was that the audience will be able recognize the movie's future
and relate to it, he wanted it to be a consumer-based society, very market-driven,
that took today's technological trends to their logical conclusion. On this
tour he had the opportunity to talk with John Underkoffler, a gesture expert
who was then hired as a consultant for this film. Also Jaron Lanier, known to
be the founder of the term “Virtual Reality” was hired, he was briefly
introduced by Atif Altaf on his talk about Tele-Immersion. Together with other
consultants a so-called ‘Think Tank’ was formed, where these researchers
brainstormed and developed their ideas about the future in 2048. The result
of these efforts can be seen in various techniques that occur in the movie and
remind of ongoing or past projects from MIT or other institutes.
A typical tangible user interface (TUI) very similar to the Marble Answering
Machine by Bishop that is now already 10 years old was used to represent offenders
and victims to the system. Their names are engraved into wooden marbles, which
then can be placed onto slots to achieve information about them.
The Marble Answering Machine is actually a common answering machine that is
enhanced with a TUI that represents incoming messages. [10]
Placing them to different slots will play the message or dial the callers
number, Christian Schmitz mentioned it in his talk about “Tangible bits”.
The principle of a market-oriented future is primarily demonstrated by the immersive
and personalized advertisements that the main character encounters during the
movie: In one scene he steps out of the subway and different commercials welcome
him by his name and compete for his attention. Identification is done by retinal
scan at the subways exit as described before.
Another scene shows him entering a clothes shop and again he is recognized by an intelligent shopping assistant that asked if he is pleased with what he bought before. His shopping behavior was stored and used to make conclusions for further recommendations.
Such kind of personalized shopping guides do exist on several websites (for
example amazon.com) that make similar suggestions to buyers when they enter
their website according to shopping behaviors of customers that bought the same
products. Identification is very easy, since you have to log in to process orders
and also cookies can be stored for this task. In real-life identification is
sometimes done via customer ID cards that are processed when the client pays,
but not (yet) when they enter the shop.
The most apparent human computer interface in this movie is the transparent
screen with the gesture interface that is used to browse through the memories
or visions of the so-called Pre-Cogs.
The user wears gloves with 3 reflective fingertips to achieve 6 DOF of hand movements, which is used for some carefully designed gesture metaphors to manipulate data and its layout on the screen. Beside the usual drag and drop functions you can distinguish actions like cleaning the screen, which looks like a sweep with both hands emptying your desk. Or the zoom function, activated by holding both hands in front of you with their palm side facing to you, the left hand representing the object such that you can zoom in by approaching it with the other hand. One scene also integrates the flaw that the system does not always recognize if you try to interact with it or doing something else with your hands, it happened when someone else came in and wants to shake hands - this movement accidentally caused an object on the screen to be misplaced.
The transparency of the big screen is not only useful for the high-tech look
but it also enables the director to show his actors when they operate the device,
such that they actually have the chance to act during these scenes, which are
very important parts of the plot.
You can also see in one scene how data about a person is transported from one
screen to another by small glass tiles that look very similar to Jun Rekimoto’s
DataTiles as seen in Rupali Mukherjee’s talk.
Persons are virtually connected to a data tile on one (small) screen and then
it is physically taken to the main screen and connected there to use the data
associated with it.
Another example of technology that is being researched is the liquid ink. Seen
once with a newspaper that changes the displayed (animated and colored) articles
and again when the box of cornflakes plays a multimedia clip on the box itself.

The box is shaken several times, obviously in order to turn the animation off. A comparable product at present is the e-ink device that is meant for e-book applications [11], This paper-like display is able to change its contents, which until now is only able to show black and white images.
The second scene is from “Galaxy Quest” a science-fiction parody in which a group of actors of a science-fiction series is abducted by an alien race that is watching the series and mistaking them for real heroes. A copy of the (fictional) starship is made and the ‘crew’ is forced to use it to help them. A difficult task for the actors, who only pretended to control the spaceship until then.
The third and last one is a short part of an episode of the cartoon series “Futurama”: The scene shows a group of people talking about a person called “Fry” and the computer listened and assisted by downloading a movie about this person and opening the owners calendar on Friday and ordering some french fries.
[1] Nogala, Detlef: Der ‘genetische Fingerabdruck’ http://www.cilip.de/ausgabe/61/dna.htm
[2] http://www.printrakinternational.com/omnitrak.htm
http://www.necsolutions-am.com/idsolutions/products/palmprint_product.cfm
[3] Publications by John Daugman: http://www.cl.cam.ac.uk/users/jgd1000/
[4] The DynaWall: http://www.ipsi.fhg.de/ambiente/english/projekte/projekte/dynawall.html
[5] Ubiquitous computing, „tabs“, „pads“ and „boards“: http://www.ubiq.com/hypertext/weiser/UbiHome.html
[6] Table-Top Spatially-Augmented Reality: http://www.cs.unc.edu/~raskar/Tabletop/
[7] The Office of the Future Project: http://www.cs.unc.edu/~raskar/Office/
[8] The IRREAL scenario: http://w5.cs.uni-sb.de/irreal/
[9] PEACH publications by M. Kruppa: http://w5.cs.uni-sb.de/~mkruppa/rp.html
[10] Marble Answering Machine mentioned in: Gillian Crampton Smith, The Hand That Rocks the Cradle. I.D., May/June 1995, pp. 60-65
[11] E Ink corporation: http://www.eink.com
Movie References:
Metropolis (1927, Germany) directed by Fritz Lang
Raumschiff Orion (1966, West Germany) directed by Rolf Honold
Battlestar Galactica (1978, USA) created by Glen A. Larson
Password Swordfish (2001, USA) directed by D. Sena
Johnny Mnemonic (1995, USA/Canada) directed by Robert Longo
The Matrix (1999, USA) directed by the Wachowski Brothers
Logan’s Run (1976, USA) directed by Michael Anderson
Gattaca (1997, USA) directed by Andrew Niccol
Alien 4 (1997, USA) Jean-Perre Jeunet
The Bourne Identity (2002, USA/Germany) directed by Doug Liman
Minority Report (2002, USA) directed by Steven Spielberg
Total Recall (1990, USA) directed by Paul Verhoeven
Star Trek: The Next Generation (1987, USA) created by Gene Roddenberry
The Matrix Reloaded (2003, USA) directed by the Wachowski Brothers
X-Men (2002, USA) directed by Brian Singer
Forbidden Planet (1956, USA) directed by Fred M. Wilcox
Star Trek Enterprise (2001, USA) created by Rick Berman
2001 – A Space Odyssey (1978, USA) directed by Stanley Kubrick
Dark Star (1974, USA) directed by John Carpenter
Time Machine (2002, USA) directed by Simon Wells
The Hitchhiker’s Guide to the Galaxy (1981, UK) directed by Alan Bell
Star Trek IV: The Voyage Home (1986, USA) directed by Leonard Nimoy
Galaxy Quest (1999, USA) directed by Dean Parisot
Futurama (1999 – 2003) by Matt Groening
Design centrado ao usuário considerado prejudicial
Por Donald Norman
(...)
A versão final foi publicada em Interactions, 12.4 (Julho + Agosto, 2005). PP. 14-19.
Obs.: Por favor veja também o esclarecimento para esse artigo: HCD harmful? A Clarification.
(...)
Autor: Carlos Scolari
Link original: http://www.modernclicks.net/intdsgn_scolari2.html
Tradução: Carlos André Gonçalves
e-mail/msn: cal_wd [em] hotmail [dot] com
"La macdonalización de las interfaces (1). Las reglas áureas de la página web: 80/20"
Carlos Scolari
En un artículo anterior ("Los Usos de Nielsen - Para una crítica de la ideología de la usabilidad") esbozamos una lectura crítica de la llamada "usabilidad". En este trabajo -el primero de una serie dedicada a este polifacético argumento- nos interesa profundizar esa crítica. Para poder desarrollarla desmontaremos algunos de los principios básicos de esta (pseudo?) disciplina científica y proyectual con el objetivo de evidenciar sus puntos débiles y reconocer las ventajas/límites de su aplicación a las interfaces del web. A modo de síntesis, podemos decir que con esta serie de artículos apuntamos a deconstruir un pensamiento proyectual hoy por hoy hegemónico en la comunidad de digital designers.
La usabilidad era hasta hace unos pocos años un concepto que circulaba sólo en los documentos y ponencias de los investigadores de la Human-Computer Interaction. En los años '90 el concepto abandonó los laboratorios y se instaló entre los proyectistas digitales. En poco tiempo la necesidad de construir "sitios usables" ha entrado con prepotencia en el imaginario de todos los web designers.
Qué se entiende por "usabilidad"? Por un lado, la usabilidad se presenta como una filosofía de la proyectación que se expresa en principios o "guidelines" que alientan un tipo de diseño centrado en el usuario y en la actividad que éste debe desarrollar frente a la pantalla interactiva ("user-centered design"). Por otro, la usabilidad delimita un campo de investigación -también conocido como "usability engineering"- desarrollado sobre todo a partir de los años '80 con el objetivo de estudiar las interfaces del software. En esa época proliferaron los trabajos donde, por ejemplo, se investigaba la usabilidad de los programas de word-processing o de los sistemas operativos.
En la década siguiente la difusión acelerada de la red digital -y las necesidades comunicativas de la new economy- hicieron que los investigadores extendieran sus análisis a la usabilidad de las interfaces de la web. En estos estudios de la web usability confluyen diferentes metodologías de trabajo, desde el análisis cuantitativo de la interacción (Cúanto tarda un usuario en encontrar un dato dentro de un sitio? Cuántas veces debe cliquear para obtener la información que busca?) hasta enfoques cualitativos más cercanos a la tradición sociológica o etnográfica (por ejemplo las entrevistas o los focus group).La relación contenidos/dispositivos de navegación
Pero sin dudas el punto fuerte de la usabilidad son los principios o "guidelines" elaborados a partir de esas investigaciones de laboratorio. En este artículo analizaremos uno de los primeros axiomas propuestos por Jakob Nielsen en su clásico "DESIGNING WEB USABILITY" (2000). Según Nielsen en una página web la relación espacial entre contenidos/dispositivos de navegación debería ser de 80/20. Dicho en otras palabras: los pulsantes, íconos y otros elementos interactivos no deberían superar el 20% de la superficie total de la página, dejando de esa manera el mayor espacio posible a los contenidos.
Ante todo debemos decir que el principio del 80/20, como muchos otros axiomas propuestos por los apóstoles de la usabilidad, dificilmente puede considerarse de validez universal. Su aplicación puede variar según la tipología del sitio. Por ejemplo la página de apertura de un portal dedica más del 80% de su superficie a los dispositivos de navegación. Obviamente Jakob Nielsen no puede dejar de reconocer que en ciertas circunstancias -por ejemplo en una home-page- la cantidad de espacio dedicado a los dispositivos de navegación pueden superar el 20 % de la superficie.
Sin embargo los límites de este principio proyectual se encuentran en su mismo origen. En este tipo de axioma surge con toda su fuerza la matriz original de las primeras investigaciones sobre la usabilidad: si bien en un software se puede identificar claramente un área de interacción (las barras de instrumentos, el menu superior, las paletas, etc.) y un área de contenidos (o zona de trabajo), en una página web esta distinción cada día se diluye un poco más. En la red digital la diferencia entre "dispositivos de navegación" y "contenido" tiende a desaparecer: por ejemplo en un buscador los "links" -o sea, los dispositivos que permiten la navegación hacia otros sitios- son el "contenido" del sitio.
Pero también en otras tipologías de sitios esta distinción tiende a diluirse: si en las primeras generaciones de páginas web las zonas dedicadas a la navegación y los contenidos (figurativos y textuales) estaban bastante bien definidas, el uso creciente de tecnologías de interacción avanzada -como Flash- permite crear contenidos interactivos que reenvían a otros contenidos interactivos. Los sitios más avanzados tienden a evitar los grandes bloques de texto (que pueden ser descargados directamente del servidor en formato PDF) y privilegian una experiencia multimedial donde las unidades (mínimas) de contenido forman parte del juego interactivo.
Esto no significa que el principio del 80/20 no sea de utilidad para el proyectista digital. Por ejemplo lo podemos aplicar con buenos resultados en los sitios "tradicionales", en los cuales prevalece una marcada distinción entre dispositivos de navegación/contenidos y la visualización de la información se acerca a la lógica de las publicaciones impresas que a las reglas del mundo digital. Un sitio con alto contenido comunicativo (como las versiones on-line de los diarios o las revistas digitales), donde el contenido se presenta bajo forma de grandes bloques textuales, debe reducir al mínimo los dispositivos gráficos de navegación en favor de la información. En éste y otros casos el principio del 80/20 puede ser de utilidad. Sin embargo, conviene repetirlo, la tendencia de la red está llevando hacia nuevas formas de visualización y organización de la información que tienden a diluir la diferencia entre "dispositivo de navegación" y "contenido".Las "divinas proporciones" de la página impresa
La referencia a las publicaciones impresas no fue casual. Entre los siglos XIV-XV, unos cuantos años antes de la invención de la imprenta, se desarrollaron en Europa nuevos modelos de compaginación de los libros manuscritos. Las nuevas formas de distribución del texto en la página -que a diferencia de los atiborrados códigos medievales privilegiaban los márgenes vacíos y una buena aireación de la página- fueron adoptadas por los primeros tipógrafos. Estos "principios áureos" basados en la "divina proporción" daban al impresor precisas indicaciones y fórmulas para calcular la relación entre texto/espacio blanco.
Los "principios áureos" se consolidaron en los siglos siguientes hasta transformarse en una regla estandard para la compaginación de los libros. Cinco siglos más tarde de su creación la producción de libros sigue respetando en gran medida estos principios. Sin embargo, cada vez que se trata de sorprender al lector o de proponer nuevas formas de visualizar la información, los gráficos violan los "principios áureos" para proponer nuevos códigos visuales. Muchas de estas violaciones a la "divina proporción" se han transformado a su vez en reglas establecidas y aceptadas por la comunidad de diseñadores gráficos.
Las páginas que componen la red digital no son ajenas a esta dinámica: los apóstoles de la usabilidad proponen un paquete de "principios áureos" para la proyectación digital que, en su opinión, deberían transformarse en las reglas estandard para la construcción de los sitios. La iniciativa merece todo nuestro respeto, pero no podemos dejar de señalar un hecho fundamental: si bien Internet ha quemado etapas en pocos años -en una década se pasó de las primitivas páginas con fondo gris a la explosión multimedial de las animaciones interactivas en Flash- nada hace pensar que esta evolución haya llegado a su fin. En este contexto: qué sentido tiene fijar reglas estrictas de composición en un medio todavía en plena ebullición? Para qué sirve establecer una precisa relación entre contenido/dispositivos de navegación que al día siguiente puede queda desplazada por la innovación tecnológica?
Los límites a la proyectación
La relación 80/20 entre contenido y dispositivos de navegación impone al diseñador una fuerte limitación proyectual. Este principio -una regla que, como todos los axiomas propuestos por los apóstoles de la usabilidad, apunta a estandarizar el universo digital- se suma a otros para constituir un programa de homogeneización de las interfaces digitales.
Repetimos una idea ya presentada en el artículo anterior: la red digital no es instrumento de producción (software) sino un ambiente de comunicación e interacción. Internet es usada cada vez más para comunicar, para jugar o para compartir con otros usuarios experiencias de tipo comunitario o estético. El estudio de la usabilidad de un sitio puede ser de utilidad en una primera fase de análisis, pero resulta evidente que, para entender realmente lo que pasa de frente a la pantalla interactiva, hay que apoyarse en otros modelos y teorías. De la misma manera, si reducimos la proyectación digital a la aplicación de una serie de principios homogeneizadores, el mundo de las interfaces sufrirá un proceso de progresiva macdonalización.
Por otro lado, si pensamos a la red digital como un ámbito de interacción donde es fundamental diferenciarse de los demás para ganar visibilidad, la violación de ciertas reglas se transforma en la principal herramienta en manos del proyectista.
Autor: Andy Rutledge
Título original: The Blind Leading the Blind
Tradução por: Luis Felipe dos Santos, Frederick van Amstel, Gonçalo Ferraz e Rodrigo Gonzatto
Pattie Maes' talk at the recent TED Conference provides a chilling reminder of how careless people can be and how easy it is to mislead sheeple. I’m a huge fan of most of what I’ve seen come from TED, but Pattie’s presentation demonstrates a measure of irresponsibility, misrepresented facts, and shallow thinking seldom witnessed outside of a politician’s stump speech. In her TED talk Dr. Maes makes it very clear that computer scientists shouldn’t pretend to be actual scientists. In fact the “science” she represents here violates, um, science …and common sense, for that matter.
A palestra de Pattie Maes na Conferência TED fornece uma lembrete arrepiante do quão descuidadas as pessoas podem ser e como é fácil enganar ovelhas. Eu sou um grande fã da maioria do que vi do TED, mas a apresentação de Pattie demonstra uma tanto de irresponsabilidade, fatos mal interpretados, e um pensamento superficial raramente testemunhado fora de um discurso político. Na sua palestra do TED, a Dra. Maes deixa bem claro que os cientistas da computação não devem se considerar verdadeiros cientistas. De fato, a "ciência" que ela representa viola, hum, a ciência... e o senso-comum, no caso.
What is just as disappointing is the fact that this video presentation is being highly touted all over the web, especially within the design community. Dr. Maes’ presentation is being referred to as “brilliant” and “game-changing". ”This demonstrates that there are a lot of incredibly gullible and thoughtless people out there, eager to consume information without having once even slightly considered the contents. Either that or there are a lot of very stupid sheeple in our community. I prefer to think that it is laziness, not stupidity, which accounts for this.
O que é desapontante é o fato do vídeo desta apresentação estar atraindo uma grande atenção por toda a web, especialmente dentro da comunidade de Design. A apresentação da Dra. Maes vem sendo tratada como "brilhante" e "mudança de rumos". Isso demonstra que há muita gente inacreditavelmente crédula e pouco crítica aí afora, ávidas por consumir informação sem sequer ligeiramente considerar os conteúdos. Ou isso ou há muita maria-vai-com-as-outras burra em nossa comunidade. Eu prefiro pensar que isso se deve simplesmente à preguiça que à burrice.
It would be good at this point if you were to watch her presentation (if you’ve not already) before continuing with this article. There is much in her presentation that must be challenged, but one of my primary objections and perhaps her most glaring error comes in this passage early in her presentation:
Seria bom, neste ponto, que você assistisse à apresentação dela (se ainda não o fez) antes de continuar com este artigo. Muito do que ela apresenta deve ser contestado, mas uma de minhas principais objeções, e talvez seu erro mais notório, está na passagem logo no começo da apresentação:
“… And so my research group at the Media Lab has been developing a series of inventions to give us access to this information in an easy way without requiring that the user changes any of their behavior.”
"... E então meu grupo de pesquisa na Media Lab tem desenvolvido uma série de invenções que nos dá acesso a esta informação de maneira fácil, sem necessitar que o usuário modifique em nada seu comportamento".
Unbelievable. Dr. Maes is either regrettably naïve, irresponsibly careless, or she’s deliberately trying to mislead her listeners. In fact, one could scarcely conceive of any greater change in behavior than what her technology imposes upon people in some of the contexts that she has presented here (and many others, besides).
Inacreditável. A Dra. Maes é lamentavelmente ingênua, irresponsávelmente descuidada, ou está deliberadamente tentando enganar seus ouvintes. Na verdade, alguém dificilmente conseguiria conceber uma mudança maior de comportamento do que a sua tecnologia impõe para as pessoas em alguns contextos por ela apresentados aqui (e muitos outros, aliás).
I am not suggesting that what she and her group are working on is entirely problematic, or that the technology is entirely corrupt or corrupting, or even that she is deliberately trying to misrepresent science. Much of this technology is quite fascinating, creative, useful, and could provide a springboard toward much innovation. Benefits aside, I take issue with much of how she suggests it should be used and with the erroneously expressed results and implied benefits found in those experiences.
Não estou sugerindo que o que ela e seu grupo estão pesquisando seja totalmente problemático, ou que esta tecnologia seja totalmente corrupta ou curruptora (?), ou ainda que ela esteja deliberadamente tentando deturpar a ciência. Muito desta tecnologia é fascinante, criativa, útil e poderia ser um trampolim para muita inovação. Benefícios a parte, o que eu questiono é como ele sugere que isto deveria ser usado e com os resultados e benefícios implícitos, errôneamente expressados, encontrados nessas esperiências.
To put it plainly, some (but not all) of what she’s suggesting in her presentation is incredibly dehumanizing and crippling technology. It works to turn people into unthinking, unaware, disengaged beings relying on often contextually inappropriate data generated by unknown, unfathomable, often distracted and ill-intended people. She’s suggesting that it is somehow a societal advance to allow ourselves to be effectively blinded, to disengage our incredibly rich, deep, and complex sensory capabilities, and have our decision making based on remote, unaccountable data … and that this constitutes no change in our behavior.
Para ser direto, algo (mas não tudo) do que ela está sugerindo em sua apresentação é uma tecnologia incrivelmente desumanizante, que nos deixaria aleijados. Funciona transformando pessoas em seres desengajados, sem pensamento, sem noção, dependendo de dados contextuais frequentemente inadequados gerados por pessoas desconhecidas, distraídas ou até mesmo mal-intencionadas. Ela está sugerindo que é um avanço social permitir que nós mesmos sejamos efetivamente cegos, perdendo nossa incrivelmente rica, profunda e complexa habilidade sensorial, sendo obrigados a tomar decisões baseadas em dados remotos, irresponsáveis... e que isso não causaria nenhuma mudança em nosso comportamento.
Now for you designers reading this, let me make clear that all of what Dr. Maes is talking about and all of what I’m talking about hereis related strongly to design. In order to design for human beings you must know quite a lot about human beings; their general tendencies and capabilities, their physiology, psychology, sociology, as well as human history and evolution. You’ve got to understand human society and how it was built, why it was built …and how what we’ve built differs from or is similar to the rest of nature, and why.
Agora, para vocês, designers, que estão lendo isto, permitam-me deixar claro que tudo sobre o que a Dra. Maes está falando e tudo o que eu estou falando aqui é fortemente relacionado ao Design. Para projetar para seres humanos, você deve saber um bom tanto sobre seres humanos; suas tendências comuns e capacidades, sua fisilogia, psicologia, sociologia, bem como História e evolução da humanidade. Você precisa entender a sociedade humana e como ela foi construída, por que ela foi construída... e como aquilo que construímos difere ou é similar ao resto da natureza, e por quê.
My points here will dwell largely on the fact that Dr. Maes has apparently no grasp of these things yet she and her “research group” aim to design and recommend technology to us that ignores human capability and worksto corrupt vital components of the human experience. Some of her suggesteduses of this technology do not advance the human race, but retard andcripple it. This is a cautionary tale.
Minha questão aqui permanecerá, em grande parte, no fato de que aparentemente a Dra. Maes não compreendeu essas coisas mesmo que ela e seu "grupo de pesquisa" tenham como objetivo projetar e indicar-nos tecnologias que ignoram as capacidades humanas e trabalham corrompendo componentes vitais da experiência humana. Algumas de suas sugestões de uso dessa tecnologia não adiantam a raça humana, mas retardam e aleijam-na. Isto é um aviso de cuidado.
O misterioso e ilusório 6o sentido
Dr. Maes begins her presentation with this passage that might seem innocuous… if you are oblivious to the capabilities of human beings and how we acquire and process information about the world around us:
A Dra. Maes inicia sua apresentação com uma passagem que pode parecer inofensiva... se você esqueceu das capacidades dos seres humanos e como captamos e processamos informações do mundo ao nosso redor:
“I’ve been intrigued by this question of whether we could evolve or develop a 6th sense; a sense that would give us seamless access and easy access to meta-information or information that may exist somewhere that may be relevant to help us make the right decision about whatever it is that we are coming across. And some of you may argue, ‘well, don’t today’s cell phones do that already?’ But I would say no”.
"Eu ando intrigada com essa questão de se poderíamos evoluir ou desenvolver um 6o sentido; um sentido que nos desse acesso fácil e direto à metainformação ou à informações que talvez existam em algum lugar e que possam ser relevantes para que tomemos a decisão correta sobre algo que estejamos passando. Alguns de vocês poderiam questionar, "Bem, mas os celulares de hoje já não fazem isso?", mas eu diria que não.
Wait, cell phones do that?? She goes on to talk about meeting someone, pointing out that you don’t typically stop to Google them on your phone before deciding how to interact with them. She also mentions standing in the grocery aisle, pointing out that we don’t typically in that situation go to a website for information on which of the toilet paper brands is the most ecologically friendly, to “…help us make optimal decisions about what to do next and what actions to take.”
Espere, celulares fazem o quê?? Ela segue adiante para falar sobre conhecer alguém, observando que você normalmente não pára para Googleá-los no seu telefone antes de decidir como interagir com esta pessoa. Ela também menciona que, num corredor de mercado, não costumamos acessar um site para buscar informação sobre qual papel higiênico é mais ecologicamente amigável, para "nos ajudar a tomar decisões ideais sobre o que fazer em seguida e quais ações tomar".
She makes these observations about what we don’t typically do in certainsituations with the suggestion that these behaviors are due to somevacancy in the information that is available to us; a suggestion thatis patently false. The reason we don’t start accessing digital devicesto help us to decide how to proceed in those situations is not because it’s too encumbering or impolite, but because most of us are not irretrievablystupid. Perhaps someone should point out to Dr. Maes that we alreadyhave this “6th sense” that she was wondering about earlier. And it’sfar more robust and trustworthy than her shallow and misguided technologicalplacebo. We human beings gain, interpret, evaluate, and act upon farmore than what our five senses would seem to grant us from sensoryinput, and that comes from the world around us when we pay attention to the world around us. We don’t need the Borg Collective to substitute for and direct our perception because we already possess what we need.
Ela faz estas observações sobre o que nós tipicamente fazemos em certas situações sugerindo que este comportamento é devido a um tipo de lacuna na informação que está disponível para nós; uma sugestão que é patentemente falsa. A razão porque nós não acessamos dispositivos digitais para ajudar-nos a decidir como proceder em tais situações não é por ser muito oneroso ou grosseiro, mas por que a maioria de nós não é irrecuperavelmente estúpido. Talvez alguém deveria dizer à Dra. Maes que já temos esse "sexto sentido" que ela estava pesquisando anteriormente, e é muito mais robusto e confiável do que seus placebos tecnológicos superficiais e desorientados. Nós seres humanos adquirimos, interpretamos, avaliamos e agimos sobre muito mais do que nossos cinco sentidos poderiam nos oferecer de estímulos e isto vem do mundo quando nós prestamos atenção ao mundo que está ao nosso redor. Nós não precisamos dessa consciência coletiva (Borg Collective) para substituir e direcionar nossa percepção por que já possuímos o que precisamos.
Meeting someone is a very human experience and that experience is fed by an unfathomable volume of data from senses we inherently possess. What’s more, we’re very good at interpreting that data and making decisions based on our perceptions. Almost all of that decision making process is unconscious, based on what many might call our “gut feelings”. We’re analyzing pheromones, we’re monitoring skin color and texture changes,we’re taking into account eye motion and pupil condition, we’re examining almost imperceptible physical movements, facial expressions, body carriage,voice tone and timbre, and much, much more. We’re taking into accountthese very same clues from those around us in the context of the meeting.Yes, we know within seconds an incredibly large volume of facts abouta person we’ve just met, and this information is far more reliablethan what a “word cloud” (from the video) or anything like it can convey.
Encontrar alguém é uma experiência humana muito legítima e esta experiência é alimentada por um número inescrutável de dados pelos sentidos que nós inerentemente possuímos. Ainda mais, nós somos muito bons em interpretar estes dados e fazer decisões baseados em nossas percepções. Quase tudo que decidimos é inconsciente, baseado no que muitos poderiam chamar de "visceral". Estamos analisando feromônios, monitorando a cor da pele e mudanças de textura, estamos levando em consideração o movimento dos olhos e as condições da pupila, examinando movimentos físicos quase imperceptíveis, expressões faciais, linguagem corporal, tom de voz e timbre, e muito, muito mais. Estamos levando em consideração as mesmas evidências nas pessoas com quem nos encontramos. E, sim, nós sabemos, em segundos, um grande volume de fatos sobre aquela pessoa que acabamos de encontrar e esta informação é muito mais confiável do que uma "nuvem de palavras" (como no vídeo) ou qualquer coisa que ela possa comunicar.
What’s more, I am not my word cloud and neither is anyone else his or her word cloud. Anyone relying or paying attention to this meta-information is missing the actually relevant information and his actual senses are disengaged by reliance on this technological “sensory” input. There is a real human being standing in front of you; this is not a virtual experience! Acting as suggested in Dr. Maes’ video is irresponsible and highly dangerous behavior. Where does someone’s word cloud come from? Do you know the people who generated it? Can you reliably trust those people? No, you don’t and you can’t. It is irresponsible to make decisions based on that data rather than actually relevant information that you already have the capacity to access.
E mais, eu não sou minha nuvem de etiquetas e nem ninguém mais é sua nuvem de etiquetas. Qualquer um que confie ou dê atenção à essas metainformações está perdendo as informações relevantes e seus sentidos estão à deriva pela dependência desse input "sensorial" tecnológico. Há um ser humano real na sua frente; isto não é uma experiência virtual! Atuar como é sugerido no vídeo da Dra. Maes é um comportamento irresponsável e muito perigoso. De onde vem a nuvem de etiquetas de alguém? Você conhece as pessoas que a geraram? Você pode confiar de verdade nessas pessoas? Não, você não confia e nem pode. É irresponsável fazer decisões baseando-se nesses dados e não nas informações relevantes que você tem capacidade de acessar.
Yes, this imposed data is not perceived in addition to our othersenses. In fact much of what civilization offers us or imposes upon us already works to interfere with our highly evolved and accurate senses when dealing with other humans, but her technology as used inthe contexts suggested by Dr. Maes would almost wholly circumvent our perception and divorce us from our senses. We would become, quite literally, senseless and nonsensical.
Sim, este dado imposto não é percebido em conjunto a nossos outros sentidos. Na verdade, muito do que a civilização nos oferece ou nos impõe já trabalha para interferir em nossos sentidos altamente precisos e evoluídos quando estamos lidando com outros humanos, mas sua tecnologia, como utilizada dentro dos contextos sugeridos pela Dra. Maes, poderia praticamente desaparecer com nossa percepção e nos divorciar de nossos sentidos. Nos tornaríamos, literalmente, insensíveis e desorientados.
It is simple fact that when presented with heavy-handed, contextually incongruent data our behavior, our motor function, our perceptions,our relevant skills, and our ability to reason breaks down momentarily to varying degrees. These are the systems and abilities that allow us to be high-functioning organisms and help to differentiate us from, say, cattle or self-obsessed 14-year-old girls.
É simples o fato de que quando nos são apresentados dados grosseiros, contextualmente incompatíveis, nosso comportamento, funções motoras, percepções, habilidades relevantes e nossa capacidade de raciocinar caem, momentaneamente, vários graus. Esses são os sistemas e capacidades que nos permitem ser organismos altamente funcionais e ajudam a nos diferenciar de, digamos, gado ou garotas auto-obsessivas de 14 anos.
For instance, most of us have the capacity to learn to be excellentautomobile drivers, despite the fact that driving a car is a ridiculously complex operation requiring continual multi-sensor input of a huge volume, information organization, interpretation, evaluation, complexchoices, and deliberate actions. Given a modest amount of time (a fewshort years), most of us can drive with almost psychic skills. We can tell when someone is going to change lanes even before they activate their turn-signal. We can quickly perceive a host of traffic situation sat once and unconsciously dismiss the non-threatening ones. We can monitor half a dozen other vehicles around us and respond instantly as, often before, one of them deviates from their predicted path. We can merge, we can negotiate narrow toll lanes at high speed, we can safely and surely turn while avoiding a ball rolling out into the street without spilling our coffee while yelling an admonishment to children on the side of the road. But, add a cell phone to the mix and all ofthis changes.
Por exemplo, muitos de nós têm a capacidade de aprender a ser exelentes motoristas, apesar do fato de que dirigir um automóvel é uma operação extremamente complexa que requer continuamente grandes volumes de inputs multi-sensoriais, organização da informação, interpretação, avaliação, decisões complexas e ações deliberadas. Depois de uma modesta quantidade de tempo (alguns poucos anos), a maioria de nós pode dirigir sem qualquer habilidade física. Podemos prever quando alguem irá trocar de faixa antes mesmo da pessoa acionar a seta do carro. Podemos perceber rapidamente uma série de situações de tráfego a primeira vista e inconscientemente rejeitar as que não forem arriscadas. Podemos monitorar meia dúzia de veículos ao nosso redor e reagir instantaneamente, geralmente antes, quando um deles sair do trajeto previsto. Podemos mesclar, dividir vias estreitas em alta velocidade, podemos desviar com segurança quando uma bola, se derrubar nosso café, enquanto proferimos "elogios" às crianças na calçada. Mas, adicione um celular à mistura e tudo isso muda.
With the addition of a cell phone—an incongruous instrument for feedingus incongruous data—our driving performance suffers in every conceivable way. In fact, when talking or listening on a cell phone while driving in a straight line with no traffic conditions, most people will continually move slightly out of and back into their own lane. We’re talking about trying to simply drive in a straight line here, folks. Add more significant traffic conditions and diminished performance is even more clearly demonstrated. This is just one example of how intrusions of data diminish our abilities.
Ao adicionarmos um telefone celular — um instrumento incompatível para nos alimentar com dados incompatíveis — nosso desempenho ao dirigir diminui em todos os aspectos imagináveis. De fato, ao falar ao celular enquanto se dirige em linha reta, sem problemas de tráfego, a maioria das pessoas irá sair levemente e voltar à sua faixa. Estamos falando sobre simplesmente tentar manter-se dirigindo em linha reta, meus amigos. Adicione problemas mais significativos de tráfego e a redução de desempenho será ainda mais evidente. Este é apenas um exemplo de como dados intrusivos podem diminuir nossas capacidades.
So when Dr. Maes suggests that if tangential, incongruous data is foist upon us (or sprayed upon their shirt, as her video shows) when meeting someone, the suggestion that this experience and our perception is somehow enhanced and that we’re better able to cope with the task of deciding how to proceed is both generally ludicrous and scientifically vacuous. She is irresponsible to make this suggestion and it rightly brings into question all of her other suggestions.
Assim, quando a Dra. Maes sugere que se dados periféricos ou incompatíveis nos são colocados (ou borrifados sobre a camiseta, como mostra o vídeo) quando encontramos alguém, a sugestão de que essa experiência e nossa percepção é, de alguma forma, aumentada e que seríamos mais hábeis em encarar a tarefa de decidir como proceder é tanto ridícula quanto cientificamente vazia. Ela é irresponsável em sugerir isso e põe em questão todas as suas outras sugestões.
As for things like how to choose the most ecologically respectful brand of toilet paper, this too is something that we already know. We don’t need this technology to help us. We know this because these sorts of concerns are driven by personal values, and we have personal values and we work to satisfy our life’s needs with respect to these values because our lives and reputations depend upon us fulfilling these sorts of responsibilities.
Quanto a coisas como escolher a marca de papel higiênico ecologicamente mais correta, também é algo que nós já sabemos. Não precisamos que a tecnologia nos ajude. Sabemos disso porque esse tipo de preocupação é dirigida por valores pessoais, e temos valores pessoais, e trabalhamos para satisfazer nossas necessidades considerando esses valores, porque nossas vidas e reputação dependem de cumprirmos esse tipo de responsabilidade.
Buying toilet paper (or any other consumable) is not something we might encounter once or twice in a lifetime, requiring information we’ve up-to-then neglected. Shopping for the things we need is something we likely do once or twice a month every month for our entire adult lives. If you’ve not been motivated to research brands to ensure you’re buying the right ones to suit your values by now, this information clearly has no place in your life. Here, Dr. Maes’ premise, and any other like it, is vacuous.
Comprar papel higiênico (ou qualquer outro produto) não é algo acontece uma ou duas vezes na vida, exigindo informações que temos negligenciado até o momento. Compras coisas que precisamos é algo que fazemos uma ou duas vezes por mês, a cada mês, por toda a vida adulta. Se até agora você não se motivou à pesquisar as marcas para garantir que comprará algo que atenda aos seus valores, essa informação obviamente não tem lugar na sua vida. Aqui, a premissa da Dra. Maes, e qualquer outra similar, é falsa.
Concluindo
Disengagement from the world around us in favor of shallow, largely irrelevant “meta-information” does not make us more effective decisions makers. It makes us data drones; it weakens us in immeasurable ways and builds our dependency on an infinitely more flimsy and less-reliable informational source than that which we already possess.
Deslidar-se do mundo ao nosso redor em favor de "metainformações" superficiais e alta irrelevância não nos faz tomadores de decisões mais efetivos. Isso nos torna fantoches (drones) dos dados; nos enfrequece de maneiras imensuráveis e constrói nossa dependência em uma fonte infinitamente mais frágil e menos confiável do que aquela que já possuímos.
Now, I’m sure that it is not Dr. Maes’ intention to work to disenfranchise us from our powerful innate senses in an effort to weaken us, diminish our life experience, incapacitate us, and lead us into error. But intentions have no relevance in consequential matters and I’m not taking her to task for the quality of her intentions. Rather I’m bringing into question her judgment, her attention to detail, even her very qualifications. All are clearly suspect.
Agora, estou certo de que não é a intenção da Dra. Maes trabalhar para nos privar de nossos poderosos sentidos inatos para nos enfrequecer, diminuir nossas experiências de vida, nos incapacitar, e orientar-nos ao erro. Mas intenções não tem qualquer importância nas suas consequências, e eu não estou colocando suas intenções à prova. Mas coloco em questão seu julgamento, sua atenção aos detalhes, e mesmo suas qualificações. Tudo é claramente suspeito.
But mostly I’m suggesting that all of us would do well to actually consider what is presented to us. Look more deeply than the surface, work to see past the mesmerizing demonstrations. Look beyond the implied majesty of the lone figure illuminated on the dark stage. Hearpast the intelligent-sounding foreign accent. Do not be cowed by terms like “media lab” and “research group.” I ask that you not adopt the disengaged, senseless experience that Dr. Maes technology would have you assume. Take responsibility for your life and don’t be led down a path by someone you don’t know merely because they have “Dr.” as the prefix to their name.
Mas na maior parte estou sugerindo que todos nós faríamos bem em considerar o que realmente nos é apresentado. Olhe mais profundamente do que a superfície, procure ver além das demonstrações hipnotizantes. Olhe além da majestade implícita na figura solitária iluminada no palco escuro. Ouça além da inteligente sonoridade do sotaque estrangeiro. Não se deixe intimidar por termos como "Media Lab" e "grupo de pesquisa." Peço que você não adote a tecnologia alienante, de experiências sem sentido, que a Dra. Maes quer que você assuma. Assuma a responsabilidade por sua vida e não seja conduzido em um caminho por alguém que você não conhece, apenas porque eles têm o "Dr." como o prefixo do seu nome.
You already possess a capacity far greater than that which technology can offer you. Technology seldom offers enhancement of proximal, immediate sensory experience, as replacement is almost always the bargain. Be highly suspect of anyone who tells you otherwise. And if you don’t understand these things, educate yourself so that you do. It is no exaggeration to suggest that your life depends on it.
Você já possui uma capacidade muito maior do que a tecnologia pode lhe oferecer. A tecnologia raramente oferece melhora nas experiências sensoriais imediatas e proximais, como a troca é quase sempre a barganha. Suspeite demais de qualquer um que lhe diga o contrário. Se você não entende dessas coisas, eduque-se para entender. Não é exagero sugerir que sua vida depende disso.
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Beatriz Palmeiro
biapalmeiro [em] gmail [dot] com
The Five Competencies of User Experience Design
Published: November 5, 2007
Throughout my career as a user experience designer, I have continually asked myself three questions:
I have found that, if I do not answer these questions prior to creating a deliverable, my churn rate increases and deadlines slip.
When attempting to answer the third question, I use a framework I discovered early in my career: The Five Competencies of User Experience Design.
This framework comprises the competencies a UX professional or team requires. The following sections describe these five competencies, outline some questions each competency must answer, and show the groundwork and deliverables for which each competency is responsible.
Information Architecture
When wearing the information architect hat, your job is designing a user interface (UI) structure that satisfies the corporate business strategy, product strategy, and user experience strategy and accommodates all use cases and product requirements. Information architecture addresses questions such as:
Through laying the groundwork and producing the deliverables shown in the sidebar, information architecture provides the foundation for the other competencies.
Interaction Design
With increasing pressure to create rich user experiences, the interaction designer bears the greatest load and is responsible for conceptual design, which requires exposure to the latest UI patterns and components. In laying the groundwork for and producing the deliverables listed in the sidebar, the interaction designer dives deepest into the minutia of page elements, presentation, and page flow.
Questions the interaction designer must address include:
The emergence of rich application experiences has increased the workload for interaction designers. What, in a traditional Web design process, we once specified as page-by-page state changes, we now achieve through a UI-component-by-UI component, multi-state specification often expressed as a matrix. At present, no single methodology that efficiently enables the documenting of rich application designs has emerged as the standard in the UX design community.
On the plus side, the focus of specifications has shifted. Remember when interaction designers had to specify a UI component, then give the specification to the engineers to go build it? Now designers can just pick a pre-built component that the engineers can configure.
Usability Engineering
At my company, I am the sole user experience designer, and I have observed that, when shifting into usability engineering, it is beneficial to completely remove myself from the other four competencies, for three reasons:
Shifting into a user mindset helps me both when laying the groundwork for usability testing and when creating the pre-test and post-test deliverables shown in the sidebar. It is essential when conducting usability test sessions, evaluating the findings of a usability test, and making design recommendations.
I’ve also observed that the moment my usability engineering hat comes off, I dive right into another design iteration, fueled by the abundance of newly gathered knowledge about usage patterns.
Visual Design
Visual design communicates your brand. That’s why everyone has an opinion about it. But it also communicates interactivity, information structures, workflows, and relationships between the elements and components on a screen, making it an essential aspect of UX design for applications—whether for the desktop, the Web, or mobile devices.
What people often overlook is that, for every type of user interface element the interaction designer specifies, the visual designer must design a widget or devise a corresponding style. And the visual designer must consistently apply these styles to every instance of each element throughout the application.
However, in this era of rich application frameworks, if the interaction designer has selected page elements from a reasonably stylish UI component library, the visual designer can concentrate more on branding and navigation.
Prototype Engineering
Prior to the advent of rich user experiences, it was unusual for an engineer—a coder—to be part of a UX team. In fact, product development and product management might have resisted an engineer’s working on the UX team, considering engineering and design mutually exclusive. But with new rich UI component libraries emerging weekly, and the separation of the UI, or presentation, layer from the application logic and database layers in the code, both UX and engineering see having a prototyper on the UX team as advantageous to the overall product team.
Ideally, an interaction designer and prototype engineer work closely together to deliver prototypes of concept models for testing by the usability engineer. The findings of usability test sessions determine the designer’s next course of action—either iterate the design of the feature based on test results or move on to the next feature.
Prototyping offers a huge opportunity for increasing process efficiency. When done well, it can alleviate uncertainty about design intentions, clarify functionality, and reduce the need for documentation. It also provides a working, though perhaps limited, representation of the application, so everyone on the product team can evaluate what’s working well in the user interface and where gaps or issues still exist.
Why Are These Five Competencies Important?
For a UX team, these five competencies can provide clarity about the domain of each team member. And if you, like me, are the only UX designer in your organization, they may be even more important. The following sections describe some ways you can put this UX design framework to use.
Framing Your Strengths and Weaknesses
“You can use this framework to evaluate your strengths and weaknesses as a UX professional and figure out where you can provide the most value on a UX team.”
You can use this framework to evaluate your strengths and weaknesses as a UX professional and figure out where you can provide the most value on a UX team.
For example, on a scale of 1-7, I’m pretty good at information architecture and usability engineering, so I’d rate both of these skills a 6. I’m about a 5 at interaction design, but we’re all still learning a tremendous amount about interaction design these days. I’m better than average at visual design, but don’t have formal training in it, so I’m about a 4. And I consider myself an expert at HTML/CSS and was once pretty good at JavaScript, but now I need higher-fidelity prototyping, so I’d put myself at a 4 as a prototype engineer. So, my greatest strengths are information architecture, usability testing, and interaction design.
How about you?
Characterizing and Prioritizing Your Workload
What exactly do others on your product team need from you? A mockup? A wireframe? An image? A spreadsheet? Each of these deliverables requires you to put one of these five UX hats on. When I know ahead of time what creating a deliverable requires, in terms of my analytical and creative effort, I can either devote myself fully to the task or, if necessary, change the task priority.
Scoping the Deliverables for Projects
“If you’ve defined a task well, you already have a good sense of how much effort and time it will take.”
Scoping is about letting others on your team know how long it might take for you to produce a deliverable. If you’ve defined a task well, you already have a good sense of how much effort and time it will take. For instance, if I am asked to wireframe a new feature, I know I’ll have to do some discovery first, which will require extra time. If my task is skinning a user interface module, as you saw from my strengths and weaknesses, I can do the visual design, but it might take me a bit longer to get it right than it would a visual design expert.
Establishing Dependencies
In completing an interaction design task, my decisions are usually rooted in some information architecture work I’ve already done. Or did I? If I didn’t, I’ll need to go back and do it. Likewise, when you’re going to take the time to prototype something, you want to be pretty sure about the interaction design first.
Hiring Resources
Knowing your team’s strengths and weaknesses as well as your design needs, where would it make sense to bring on a new hire? It wouldn’t hurt to have candidates rate themselves on the five competencies so you can assess how a candidate fits your needs.
Regaining Perspective
“Our industry is at a crossroads, scrambling to adjust to the demand for richness in Web applications.”
If you, like me, are deep into making design decisions day after day, you might at times become disoriented and need to realign your thinking about the appropriateness and purpose of the task at hand. It’s important that we come up for air once in a while, not only in the midst of creating our deliverables, but also when managing our time and our team’s expectations.
Our industry is at a crossroads, scrambling to adjust to the demand for richness in Web applications. Design principles, processes, tools, and resources are changing, too. So, now we need to clarify the value of UX design and the competencies it offers to the greater product development process.
Textos traduzidos em outros websites:
Textos traduzidos pela força-tarefa:
por Robert Reimann
Fonte: http://tinyurl.com/32ajsd
Traduzido por: Filipe Torres
Revisão: Érico Fileno
Nós recebemos inúmeros e-mails de estudantes e profissionais de usabilidade perguntando como se tornar um designer de interação e qual a base necessária para quem deseja entrar na área. Quais são os melhores programas de design de interação? Quais as habilidades e a experiência necessárias no mercado? O quê, exatamente, faz um designer de interação no dia-a-dia?
A primeira coisa a ter em mente é que o design de interação é uma disciplina nova que ainda em definição no ambiente acadêmico. Existem poucas instituições no mundo oferecendo cursos de graduação específicos em "design de interação", e mesmo que seus currículos partilhem semelhanças, de maneira alguma estão padronizados (o que pode muito bem ser uma boa coisa). A maioria destes e de outros cursos de graduação "relacionados a computadores", de "Interação homem-computador" ou "novos meios" surgem tanto das escolas de arte quanto de departamentos técnicos (freqüentemente os departamentos de arquitetura ou ciência da computação) em grandes instituições, e cada qual traz sua própria história, perspectiva e preconceitos em sua abordagem de ensino.
Não existe acordo na comunidade acadêmica (embora isto, felizmente, esteja começando a mudar) sobre quais elementos fundamentais um currículo de design de interação deve ter, ou qual a abordagem de ensino deste currículo. Escolas de arte tendem a abordar o design de interação como um meio de expressão ou marca pessoal ao invés de uma abordagem de soluções na definição de produtos e problemas de usabilidade; departamentos técnicos tendem a ensinar design de interação a partir da perspectiva da exploraração e implementação de tecnologias ao invés de descobrir e focar em propósitos humanos. Cursos que enfatizam técnicas de IHC tendem a concentrar em teoria cognitiva e pesquisas com usuários, com menos ênfase em métodos e práticas de design (ex.: o processo do design). Muitos cursos de design ainda focam nas ferramentas em vez dos métodos, mas isto também está mudando.
É fácil entender a confusão, já que o design de interação, enquanto disciplina, apropria-se das teorias e das técnicas do design tradicional, psicologia e outras disciplinas técnicas. Ele é uma síntese, afinal — porém mais do que uma soma de todas estas partes, tem seus próprios métodos e práticas. É também, muito mais, uma técnica de design, com uma abordagem diferente das técnicas científica e de engenharia. Numa tentativa de esclarecer isto, ofereço as seguintes definições para design de interação.
Design de Interação é uma disciplina do design dedicada a:
... e, conseqüentemente, interessada em:
Design de Interação também é uma perspectiva que aborda o design de produtos de várias maneiras:
Dadas estas definições, designers de interação devem:
Muitas instituições acadêmicas com cursos novos ou estabelecidos de design de interação e IHC estão começando a entender o design de interação e as qualidades e conhecimentos necessários aos designers de interação. Algumas das mais avançadas instituições são:
Mas será que você realmente precisa de um mestrado ou doutorado para praticar design de interação? Existem vantagens da prática combinada com outros cursos (em artes, negócios, humanas e ciências), obviamente. Mas algumas coisas, como em qualquer disciplina, não são facilmente ensinadas. Identificação com usuários e habilidade para conceituar soluções funcionais (e então refiná-las) são habilidades difíceis de ensinar. Na Cooper, procuramos por pessoas com estes talentos, sem levar em consideração a sua educação formal. Alguns vêm com formação de design tradicional (industrial e gráfico), mas a maioria tem uma educação eclética em humanas, tecnologia, ou ambos. Muitos tiveram experiência significativa em organizações de desenvolvimento de software, trabalhando como escritores técnicos, gerentes de projeto, suporte técnico ou ao cliente, e até mesmo programadores, onde eles criaram projetos de interação sem se preocuparem realmente se os usuários estavam sendo bem ou mal servidos pela tecnologia.
Se você está considerando o design de interação como uma possível mudança de carreira, aqui estão algumas coisas para se ter em mente:
Se algo aqui toca você, talvez você seja um designer de interação em formação. Boa sorte no seu caminho!
Sobre o autor
Robert Reimann é o antigo Diretor de P&D em Design na Cooper e agora gerencia o time de design em experiência do usuário na Bose.
Artigo original (em inglês): What is Interaction Design
Autor: Associação de Design de Interação (IxDA).
Tradução: Gonçalo B Ferraz e Rodrigo Gonzatto.
Revisão: Frederick van Amstel e Érico Fileno
Design de Interação (IxD, em inglês) é o ramo do Design da Experiência do Usuário (UX, em inglês) que estuda o relacionamento entre as pessoas e os artefatos interativos que elas usam. Enquanto o Design de Interação tem uma firme fundamentação teórica, prática e metodológica no tradicional desenvolvimento de interface do usuário, seu foco está na definição de complexos diálogos que ocorrem entre as pessoas e seus artefatos interativos dos mais variados tipos - de computadores e dispositivos móveis até artefatos comuns.
Designers de Interação esforçam-se para criar artefatos e serviços úteis e usáveis. Seguindo os princípios fundamentais do design centrado no usuário (UCD, em inglês), a prática do Design de Interação é baseada na compreensão dos usuários reais - seus objetivos, tarefas, experiências, necessidades e desejos. Aproximando design com a perspectiva centrada no usuário, embora procurando equilibrar as necessidades dos usuários com os objetivos empresariais e as capacidades tecnológicas, designers de interação oferecem soluções para os complexos desafios do design, definindo novos produtos e serviços interativos.
O sucesso dos produtos no mercado depende do design de alta qualidade, envolvendo experiências interativas. O bom Design de Interação:
Embora designers interação muitas vezes trabalham em estreita colaboração com especialistas em design visual, arquitetura da informação, design de produto, pesquisa de usuários ou de usabilidade, e possam até mesmo fornecer alguns destes serviços, o seu foco principal é a definição da interatividade.
A disciplina de Design de Interação produz produtos e serviços que satisfazem necessidades específicas do usuário, objetivos empresariais e limitações técnicas. Designers de interação avançam sua disciplina através da exploração inovadora dos paradigmas do design e oportunidades tecnológicas. A medida que as capacidades dos artefatos interativos evoluem e sua complexidade aumenta, os praticantes da disciplina de Design de Interação irão desempenhar um papel cada vez mais importante no sentido de garantir que a tecnologia esteja a serviço das necessidades das pessoas.
Em resumo, Design de Interação define:
Autor: Carlos Scolari
Link original: http://www.modernclicks.net/intdsgn_scolari1.html
Tradução: Carlos André Gonçalves
e-mail/msn: candre [dot] cuca [em] gmail [dot] com
Traduzido em: Fev/2008
Reduzir a efetividade de um site à sua “usabilidade” – sobretudo se a compreendemos em termos puramente quantitativos – pode chegar a ser um erro muito mais grave do que não respeitar alguns dos princípios sagrados estabelecidos por Jakob Nielsen em seu clássico "Designing Web Usability" (2000).
Onde está o botão?
Recordemos um pouco de história. As primeiras pesquisas sobre a usabilidade dos dispositivos de interação não nasceram no campo da informática, mas sim, em um setor distante das interfaces digitais. As cabines de pilotagem dos grandes aviões. Esses trabalhos pioneiros desenvolveram metodologias e modelos teóricos para tratar e explicar os “incompreensíveis” comportamentos dos pilotos, sobretudo durante as situações de emergência. Quantas vidas poderiam ter sido salvas se o botão estivesse em um lugar acessível? Quantos acidentes poderiam ter sidos evitados se o indicador de altitude estivesse um pouco mais legível? Quanto dinheiro poderia ter sido economizado pelas grandes companhias se a seqüência de comandos para desligar uma turbina incendiada fosse coerente?
Os estudos de usabilidade de softwares – que se desenvolveram especialmente nos anos 80 – traduziram uma boa parte dos modelos e metodologias desde o quadro de comandos dos jumbos até as telas interativas. Os objetivos destas pesquisas eram aperfeiçoar a utilização de um software, evitando que o operador divagasse pela interface realizando operações inúteis ou perdendo tempo tentando entender algum comando inexplicável. Um estudo de usabilidade se ocupava, por exemplo, de identificar seqüências de interação inutilmente grandes e incoerentes, ou evitar becos sem saída que obrigavam o operador a revisar seus passos. A solução desses pequenos e aparentemente insignificantes problemas, multiplicada por milhares de empregados (por exemplo, em um call-center telefônico ou em uma grande corporação com milhares de terminais), poderia levar uma empresa a economizar milhões de dólares.
Essa tradição dos estudos sobre usabilidade, que se inspira em uma metodologia de análises quantitativas e cronométricas - puro taylorismo digital – dificilmente pode se aplicar à web. A rede não é somente um instrumento de produção, é também um ambiente de inteiração e comunicação. Por um lado, se o software mantém ainda uma ligação remota com a realidade das cabines de pilotagem, a Rede digital assume e constituí uma dimensão totalmente diferente.
Ninguém navega dentro de um cockpit nem se submerge dentro de um software. Os programas de informática estão para a cabine de um piloto como a Internet está para todo o sistema aeroportuário mundial.
No entanto, definir a Rede como um ambiente de interação e comunicação não basta. Se existe uma realidade comum que os atravessa, nem todos os sites são iguais ou podem ser pesquisados aplicando as mesmas metodologias de análises. Em certos casos os princípios de usabilidade de Jakob Nielsen são “usáveis” e deveriam orientar toda a produção de um site: por exemplo, nos catálogos online com milhares de produtos ou em sites que oferecerem grandes quantidades de informação (buscadores e portais). Quando o usuário busca dados específicos ou deve mover-se entre grandes massas de informação, os conselhos de Nielsen são importantes e merecem ser escutados.
Mas não podemos esquecer que nem todos os navegantes da Rede buscam informação ou produtos durante todo o tempo. A Rede é usada, cada vez mais, para comunicar, para jogar ou para compartilhar com outros usuários experiências do tipo sociais. Para projetar espaços que permitam uma participação ativa dos usuários nesses processos, os princípios de usabilidade não bastam. As metodologias de análises tradicionais, aplicadas na avaliação desses tipos de experiências, demonstram todos os seus limites.
Arquitetura da interação
Vejamos a questão em termos arquitetônicos. Tal como o entende Nielsen – e aplicada uma metáfora espacial frente a um universo discursivo digital – a usabilidade se reduz a uma espécie de “superação das barreiras arquitetônicas”: um site usual é aquele que facilita a sua navegação e nos permite chegar rapidamente à informação que buscamos. O site ideal de Nielsen seria construído somente com palavras. Nada de imagens e nem animações: a tecnologia Flash, como escreveu Nielsen em sua coluna Alertbox, é errada em 99%. O máximo da usabilidade, sempre segundo Nielsen, se alcança quando a relação entre superfície dedicada à navegação e superfície dedicada ao conteúdo é de 20/80.
No entanto, se um edifício não oferecer barreiras arquitetônicas, não significa que será uma construção bem projetada ou que será coerente do ponto de vista comunicativo. As rampas para as cadeiras de rodas ou os banheiros para deficientes não são suficientes para garantir uma experiência interativa total. Pensemos em um centro comercial: é evidente que as rampas para deficientes ou os elevadores contribuem para a criação de um espaço facilmente “navegável”. Mas há algo mais.
Um centro comercial pode apresentar uma estrutura sem barreiras para a circulação, mas ser totalmente incoerente ou contraditório do ponto de vista de sua comunicação. Um ambiente bem projetado, por exemplo, deve propor boas historias (compreendidas como percursos espaciais) que conectem entre si os diferentes lugares que o compõe. Voltemos a nosso centro comercial: a distribuição dos espaços em núcleos temáticos – como as “praças de alimentação” ou as áreas dedicadas para descanso – são fundamentais do ponto de vista da função do espaço.
Vamos nos deter em alguns dos locais que compõe nosso centro comercial. Que diferença existe entre uma loja da Benneton ou da The Body Shop, e outros negócios que vendem roupas ou cosméticos ecológicos? A inexistência de barreiras arquitetônicas? A facilidade de circulação interna? Ou uma concepção global da comunicação que aponta para a criação de um pequeno mundo (Eco, 1990) que envolve o cliente com um universo de valores (multiculturalidade e igualitarismo no caso da Benetton, ecologia e reciclagem da The Body Shop)?
Como se refletem estes elementos na Rede digital? Vejamos um exemplo gritante. Há alguns anos uma companhia aérea americana, cuja campanha publicitária girava em torno do conceito de “liberdade”, criou um site em que a página se abria com um formulário – por certo, bem projetado segundo os princípios da usabilidade – que o usuário devia preencher para poder entrar no site. Para participar de uma experiência imersiva – como deveria acontecer na Rede – não basta criar sites usuais: deve-se projetar em termos globais, pensando não apenas na facilidade das microinterações, mas considerando a experiência interativa total. Um site, repetimos novamente, pode ser muito usual, mas estar totalmente em contradição com a imagem que a empresa ou a instituição pretende construir.
Poderia inclusive dizer que um site, diferentemente de outros canais tradicionais, não é somente outro meio para construir a imagem da marca: um site é branding.
Flash: às vezes bom, às vezes mal
Retomemos a questão das animações em Flash. É conhecida a advertência de Jakob Nielsen ao uso deste programa de animação. Se levássemos em conta Nielsen, a Rede seria um lugar muito mais usual, mas seria mais feio e triste. Se seguíssemos as regras de inovação tecnológica, a Rede terminaria sendo um grande espetáculo de fogos de artifício... em câmera lenta.
Com o Flash está acontecendo o mesmo que aconteceu com a tecnologia VRML há alguns anos: todos os sites parecem obrigados a introduzi-lo. Se em 1997-98 os sites mais avançados deviam incorporar ambientes tridimensionais – por exemplo as universidade americanas apresentavam seus campus usando tecnologia VRML em vez de utilizar um bom mapa bidimensional – hoje a solução para todos os problemas de comunicação passaria aparentemente pelo Flash.
Não é a primeira vez que uma tecnologia impõe um padrão estético aos desenvolvedores e projetistas. De certa forma se repete uma história conhecida: assim como a gráfica complexa e estratificada que David Siegel propunha em seu clássico “Web Killer Sites” (1996) era filha dos níveis de Photoshop, e a linguagem VRML impôs os ambientes tridimensionais na Rede, a mania por animações deriva diretamente das possibilidades que oferece o programa da Macromedia.
Resulta em uma experiência interessante abrir um livro de desenho de webs de alguns anos e visitar novamente esses sites que então eram considerados a vanguarda da projeção digital. (alguns pelo estilo gráfico avançado, outros pela presença de ambientes de interação em formato VRML, etc.): os que não desapareceram foram convertidos em portais estilo Yahoo!. Se há cinco anos seguia-se a moda Siegel, hoje todos são discípulos do estilo Nielsen.
Em tempo: às vezes as animações realizadas com Flash se demonstram indispensáveis para a criação de um ambiente de comunicação dinâmico ou de um pequeno mundo de interações (um exemplo interessante está em Look and Feel).
Em outros casos, o uso indiscriminado deste programa não apenas limita a interação – fazendo enojar o profeta dinamarquês – mas, além disso, desorienta o usuário, guiando-o há uma função de espaço incoerente com os objetivos de comunicação do site. Um exemplo evidente de utilização do Flash puramente para impressionar são as splash-screen animadas, simples páginas de apresentação que – na maior parte dos casos – não agregam nenhum tipo de informação nem enriquecem a experiência interativa do usuário.
Além da usabilidade: a dimensão narrativa
Mais acima falamos da necessidade de contar boas histórias – através de uma correta articulação das seqüências interativas e dos núcleos temáticos – para melhorar a função dos espaços virtuais. Também mencionamos a possibilidade de criar pequenos mundos interativos para oferecer ao usuário uma experiência de imersão total e distante das lógicas instrumentais. É evidente que todos esses conceitos nos conduzem ao terreno da narrativa.
As vias onde se cruzam a narrativa e a interatividade são infinitas. As encontramos nos MUD e nos corredores de Doom, reaparecem nas desoladas ilhas de Riven e afloram uma e outra vez em nossa linguagem cotidiana: Por acaso não navegamos na Rede e exploramos um site em busca de informações? O que é a interação com os computadores senão mais um processo que desenvolve temporariamente, no qual um sujeito deve alcançar um objetivo (modificar uma imagem, escrever um texto, trocar mensagens com um colega, vencer um rival, encontrar uma informação na Rede) manipulando um ou vários instrumentos?
Desde essa perspectiva, a interação com os computadores reforça um esquema básico da fábula assim como foi apresentado por Vladimir Propp em 1928 na sua Morfologia Del cuento (1977): o príncipe, para salvar a princesa, deve vencer o dragão usando a espada mágica.
Se pensarmos na interação (não apenas dentro de um videogame ou na web, mas todas as interações, inclusive com os objetos reais) como uma narração, a leitura destes processos de intercâmbio se enriquece com novas perspectivas. Diante de tanta ideologia da usabilidade – que propõe metodologias de pesquisa com inspiração taylorista, exclusivamente quantitativas e de excelentemente cronométricas – talvez tenha chegando o momento de abrir o campo a novos enfoques, mais próximos o da tradição humanística e menos preocupados em medir a performance do usuário diante da tela.
Uma pesquisa embasada em termos narrativos não se preocupa tanto pelos tempos de interação ou pela percentagem da tela dedicada ao conteúdo, e se pergunta, por exemplo, pelo modelo de usuário implícito na interface, os ritmos que a interface impõe à interação ou as oposições que tornam significante um espaço virtual. Vejamos rapidamente algumas destas problemáticas que se localizam no cruzamento entre interação e narrativa:
* Usuário implícito: cada produto comunicacional (texto escrito, programa de televisão, fotografia, um longa metragem, pintura, etc.) contém em seu interior um leitor implícito. Apenas se o leitor real se reconhece nesta figura virtual o intercâmbio comunicacional pode começar. O mesmo acontece nas interfaces digitais: cada site contém uma simulação (ou várias) de usuário. Não está dito que esta simulação de usuário coincida com o usuário potencial do site; é quase normal encontrar sites dedicados “ao grande público” que exige competências de navegação que se encontram apenas nos usuários profissionais com vários anos de experiência.
* Projetista implícito: cada interface contém, além disso, um projetista implícito. Esta simulação do projetista – que não coincide com o projetista real da interface – é o sujeito “que fala” dentro do ambiente de interação. Como vimos, muitas empresas ou instituições “falam coisas” em suas campanhas de publicidade que terminam sendo traduzidas de forma errada quando passam a um ambiente interativo. Muitas vezes a interface, como no caso da companhia aérea, através de uma interação errada termina absorvendo os valores contrários que a instituição ou empresa tenta construir.
* Ritmo (espaços de passagem/espaços de permanência): a gestão dos tempos de interação é fundamental para a criação das seqüências interativas e a função dos espaços virtuais. Certos sites devem ser projetados para ser um lugar de rápida passagem (por exemplo, os buscadores), outros devem tratar de segurar os visitantes oferecendo a maior quantidade de serviços e informações personalizadas possíveis (por exemplo, os portais). Esta mesma dinâmica entre lugares de passagem e lugares de permanência se repete dentro de um mesmo site: a página principal quando bem projetada, é um lugar de passagem que conduz a outras páginas ou ambientes onde o usuário poderá ficar mais tempo (lugares de permanência).
* Espaços abertos/espaços fechados: esta tensão entre espaços abertos (a entrada de um site ou de um portal), no qual qualquer navegante pode entrar, e espaços fechados (por exemplo, as páginas nas quais o acesso se dá apenas com uma senha) ocupam um lugar central no enfoque narrativo da interação. Esta problemática surge de maneira evidente nos sites dedicados ao comércio eletrônico: como fazer para que um usuário experimente a sensação de haver entrado em um lugar seguro, onde deverá deixar seus dados pessoais e o número de seu cartão de crédito fora de olhares indiscretos?
Em muitos sites este espaço é quase imperceptível; em outros, projetados com uma maior atenção ao imaginário espacial, se cria um ambiente ou zona de transição que coloca em evidência a diferença entre o espaço aberto (público) e o espaço fechado (privado).
* Mundos narrativos: se analisarmos as experiência de interação como se fossem narrações, podem-se estabelecer interessantes comparações entre os mundos narrativos online e os imaginários de marca. Com o surgimento dos meios digitais os mundos narrativos não se constroem exclusivamente por meio de elementos cromáticos (o logotipo), um conjunto de imagens (as fotografias de Olivero Toscani) o uso de certo tipo de madeira (a madeira verde do The Body Shop ou o plástico do mundo dos relógios Swatch): em um ambiente digital a interação constitui um dos elementos fundamentais do conjunto de comunicação.
A articulação de todos esses componentes termina por gerar um mundo narrativo, que por sua vez segue encarnando uma série de valores. Como já vimos, uma empresa ou instituição pode construir sua imagem nos meios de comunicação de uma forma e desvirtuar essa mesma imagem na sua apresentação online. A situação ideal é aquela onde, além das características de cada suporte, se cria uma continuidade entre todos os espaços simbólicos.
* Construção de novas gramáticas de interação: nos últimos anos tem se insistido muito na necessidade de construir sites fáceis de usar. Os profetas da usabilidade extrema normalmente esquecem que a dificuldade no uso de um dispositivo pode ser parte de uma experiência interativa global, um convite à exploração desse espaço e ao descobrimento de sua gramática de interação. Essa é a lógica que rege os melhores videogames labirínticos, como Myst ou Riven; se trata de lugares virtuais onde o usuário deve descobrir a interface e reconstruir a gramática que rege os processos de interação. Os projetistas de sites deveriam recuperar esta e outras experiências que se encontram na antípoda da ideologia da usabilidade.
Por que falamos de uma ideologia da usabilidade? Além de todos os discursos dedicados ao foco no usuário (user-centered design), os profetas da usabilidade terminam projetando interfaces para um único usuário implícito: se trata de um navegante esquizofrênico, sempre apressado e com pouco tempo à disposição. A Rede – repetimos mais uma vez – não é um instrumento de produção, mas um ambiente de comunicação e interação. A internet é cada vez mais usada para comunicar, para jogar ou para compartilhar com outros usuários experiências comunitárias. O estudo quantitativo e cronométrico pode ser de utilidade em uma primeira fase de análises, mas torna-se evidente que, para entender realmente o que se passa na frente das telas interativas, há que se apoiar em outros modelos e teorias.
Bibliografia
Eco, Umberto
Los límites de la interpretación, Editorial Lumen, Barcelona, 1992
(ed. orig. "I limiti dell'interpretazione", Bompiani, Milán, 1990)
Nielsen, Jakob
"Usabilidad. Diseño de sitios Web", Prentice Hall, 2000 (ed. orig. "Designing Web Usability", New Riders, Indianápolis, 2000
Propp, Vladimir
"Morfología del cuento", Fundamentos, Madrid, 1977
* Uma primeira versão deste artigo foi publicas no site Interlink Headline News
Número 2216 de 23 de Fevereiro de 2001
http://www.ilhn.com.ar
de Dan Saffer em 21 de Julho de 2004
Artigo original traduzido por Gonçalo B Ferraz
No mês passado, comecei uma discussão na lista de designers de interação que parecia interminável até que se transformou em outra discussão sobre a definição de design de interação. Daí pensei que: já que era proibido discutir isso na lista, eu poderia colocar meus pensamentos aqui mesmo, de maneira coerente, e oferecer minha definição para o Design de Interação.
Design de Interação é a arte de facilitar ou fomentar interações entre humanos (ou seus agentes), mediadas por artefatos. Por interações eu quero dizer comunicação, tanto um-a-um (uma ligação telefônica comum), um-a-muitos (como os blogs), quanto muitos-a-muitos (a bolsa de valores). Os artefatos criados por designers de interação podem ser digitais ou analógicos, físicos ou abstratos ou alguma combinação disso.
Design de Interação se preocupa com o comportamento desses produtos, como eles funcionam. Muito do tempo do designer de interação será usado na definição desses comportamentos, mas o designer não deve esquecer que o objetivo é facilitar a interação entre humanos. Para mim, não é sobre a interação com o artefato (isso é projeto de produto) ou a interação com um computador (isso é interação ser-humano-computador). Estamos tratando de conexões entre humanos.
Desde que comportamentos e meios estão em contante mudança, a disciplina de Design de Interação não deve alinhar-se com nenhum deles em particular. O aparecimento de dispositivos digitais e da Internet criou uma demanda ainda maior para a disciplina e muitas, muitas oportunidades para designers de interação, mas não é o único lugar para nossos talentos; situações analógicas podem utilizar nossos talentos também: a criação de coisas como fluxos de trabalho ou sistema de uso. Quanto mais a Internet e os dispositivos digitais se tornam onipresentes, o design de interação estará mais ligado à quase todos os aspectos de nossas vidas.
Se a razão do nosso existir focar no comportamento dos produtos, acho que estaremos trocando o bolo pela cereja. Talvez eu seja um idealista, mas certamente eu espero que o Design de Interação seja mais do que a otimização do comportamento de máquinas. Para mim, é muito mais que isso: é fazer com que as coisas sejam aprazíveis ao uso, que sejam emocionantes. É sobre não só se perguntar como aquilo funciona, mas se perguntar o por que: será que isso precisa existir?; será que isso influenciará a vida das pessoas positivamente?
Quando chegarmos lá, passado o tempo da resposta-quase-automática do encontrar-os-objetivos-do-usuário, o objetivo maior, mais abrangente do Design de Interação será o de criar coisas que façam a vida das pessoas melhor, que nos façam mais conectados uns com os outros.O livro Designing Interactions inclui um DVD com entrevistas com pessoas que fizeram a história do Design de Interação no mundo.
Este DVD está sendo legendado em português. Logo abaixo você encontra os arquivos de legenda e aqui os vídeos para download, direto do site oficial.
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