Relógios e a percepção cronológica

ImageO homem criou uma forma de mensurar intervalos ou períodos de tempo através de medidas como segundos, minutos, horas, dias, anos, etc. Desde o período da Antiguidade os relógios são utilizados para medir o tempo. O aprimoramento de relógios e calendários fez com que muitos estudos científicos pudessem ser desenvolvidos. Além disso, muitas ciências dependem da variável tempo para definir outros valores, normalmente através dos cálculos e comparações (por exemplo na física, onde é considerado como uma das quantidades fundamentais).

Percepção

 Conforme explicado na filosofia através de estudos de metafísica, podemos perceber o presente, o que estamos vivendo. Aquilo que acabou de acontecer se torna um evento que fica gravado em nossa memória, sendo que vários deles acabam por se extinguir. Ou seja, o passado recente é uma experiência presente e o passado distante é uma memória que pode ser resgatada.

 

Estudos indicam que crianças de colo não tem noção de tempo, pois ainda não a desenvolveram (esta será aprimorada através dos eventos e experiências de cada pessoa). Adultos com alguns tipos de doenças neurológicas e/ou psiquiátricas podem vir a perder esse sentido.

 

Um exemplo de alteração da percepção relacionada ao tempo é no caso de ambientes fechados onde as pessoas dependem dessa variável para ter noção se é dia ou noite, se já está tarde, etc. Em um shopping, se uma pessoa chegar ainda de dia e estiver desligada do fator tempo, ao sair do shopping terá um choque ao se deparar que um bom período se passou e já está noite. Ou seja, a realidade acaba tendo um impacto grande para ela, pois há um processo de nova percepção.

 

Outro exemplo seria fazendo uma ligação à música. Ao ouvir um disco de jazz de 1 hora de duração, uma pessoa que gosta do gênero não percebe o tempo passar. Do contrário, uma pessoa que não compreenda esse tipo de música, pode ter a impressão de ter ouvido durante muito mais tempo.

 

Quando se está fazendo uma atividade prazerosa, a percepção do tempo é acelerada. Períodos de atividades estressantes tendem a maximizar o processo de percepção.

Relógios

ImageO relógio de sol foi a primeira referência para medir o tempo. Posteriormente foram criados os relógios de água e de areia (conhecido também como ampulheta). Foram muitos avanços até ser criado o relógio mecânico que foi desenvolvido até o formato em que as pessoas poderiam utiliza-lo de forma portátil: o relógio de pulso. Esse foi popularizado através de Santos Dumont, cujo objetivo era controlar o tempo de vôo, porém já havia sido utilizado muito na Primeira Guerra Mundial onde os soldados poderiam seguir as horas e executar as ordens para determinadas ações táticas.

Relógio biológico

O termo é relacionado aos comportamentos fisiológicos dos seres vivos em ciclos (períodos de tempo) respondendo através de estímulos ou reações. Um exemplo prático da atividade do relógio biológico, são as pessoas que acordam todos os dias no mesmo horário sem o uso de um despertador.

Pesquisa

Atualmente possuímos dispositivos que nos informam a hora em diversos locais: relógios de pulso, aparelhos de telefone celular, computadores, totens públicos, avisos sonoros em rodoviárias e estações, etc. Mesmo o indivíduo que não utiliza um relógio propriamente dito, acaba sendo informado por alguma outra fonte. Para alguns, o relógio acaba tendo uma maior importância estética (como um elemento decorativo) que para fornecer informação.

 

O mais comum hoje em dia é que as pessoas portem um relógio de pulso ou um aparelho de telefone celular. Sendo assim, a pesquisa foi feita separando dois grupos:

 

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- pessoas que utilizam relógio de pulso e/ou celular: Grupo A;

- pessoas que não utilizam nem um nem outro: Grupo B.

 

O primeiro grupo (A) é bem fácil de ser explorado, afinal o uso de telefone celular é muito comum hoje em dia: mesmo para uma pessoa não utilize um relógio, os telefones podem informar a hora, organizar o calendário e as atividades do dia. O segundo grupo (B) é em maior parte composto de pessoas idosas ou aposentadas (que normalmente não tem uma rotina que dependa de horários fixos).

 

Quando as pessoas do Grupo A foram questionadas sobre ficar sem relógio ou celular desligando-se da questão de horários, a maioria disse não conseguir. Muitas delas disseram depender da hora correta para entrar no trabalho, faculdade ou até mesmo para outras atividades do cotidiano. O Grupo B leva a vida sem ficar muito preso ao tempo, porém essas pessoas acabam utilizando despertadores em casa ou computadores no trabalho que ajudam a mante-las informadas (mesmo que não liguem tanto para isso).

 

Pessoas do Grupo B utilizam às vezes outros sentidos para identificar as horas. O início de um telejornal, o som das crianças saindo da escola ao meio-dia, o trem que passa sempre no mesmo horário, a observação do céu, etc. É interessante notar que elementos do entorno acabam tendo maior importância nesse aspecto.

 

Alguns membros do Grupo A, principalmente os que utilizam relógio, defendem a ideia de que o relógio é mais prático pois basta apenas olhar para o pulso enquanto o celular deve ser retirado do bolso. Os que não utilizam se sentem incomodados às vezes por estarem "amarrando" algo em seu pulso, o que pode causar certo desconforto dependendo da ocasião.

 

Ao citar acontecimentos que tenham alterado a percepção de realidade relacionada ao tempo, grande parte lembrou do sono. Quando caímos no sono fora do horário de costume (por exemplo, dormindo a tarde e acordando a noite), ao acordar temos uma noção diferente de horário e as atividades tendem a ter outro sentido para nós. Uma pessoa também citou o fato de ficar 1 ou 2 dias sem dormir: ao final desse período o cansaço faz com que o corpo dê menos importância às influências externas. Às vezes o tempo parece passar mais devagar por causa dessas duas situações.

 

O tempo é muito influente na percepção do ser humano. Compreender essa influência é algo muito complexo, pois vai além dos sentidos e chega em nossa mente: a experiência do tempo em si e a noção que ele nos faz ter de outros elementos e ações decorrentes a um determinado período que ocorrem à nossa volta.

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