Wiki: Teoria de como classificamos

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Construção de uma teoria de como classificamos

Tendo em vista a Classificação como a organização das partes de um todo (ou uma forma de ordenar as coisas do mundo), esta é uma proposta de divisão das etapas da classificação.

São 3 propostas para tipos de classificação: Classificação por si, Classificação por semelhanças e diferenças, e Classificação por arbitrariedade. As três classificações pressupõe a visão de um observador, o classificador, sobre os objetos de classificação.

Modelo para entender a classificação das classificações

Legenda:
Legenda para imagens do Classificando as Classificações

Em resumo, a Classificação por arbitrariedade (3º) seria aquela onde a classificação dos objetos segue uma lei imposta pelo classificador (ou seja, sem necessidade de vínculo perceptível entre os objetos); a Classificação por semelhanças e diferenças (2º), que classifica, por elementos parecidos ou iguais (ou a ausência destas: a diferença) dois ou mais objetos de classificação; e a Classificação por si (1º), que trata do objeto com ele mesmo e seus limites, e classifica tendo por parâmetro aquilo que faz com que um algo seja realmente singular, independentemente de suas semelhanças e diferenças com as demais coisas do mundo, ou de uma decisão arbitrária. Esta última é uma classificação inalcansável pelo classificador, que pode agir somente como observador.

Para entender melhor, repito o exemplo da imagem acima, de outra forma:

Modelo para entender a classificação das classificações (B)

A 1ª classificação Fragmenta, a 2ª Conecta e a 3ª Ordena.

Pressupõe-se que, sem a 1ª classificação, não haveriam unidades de "coisas", como "copo", "computador", "site", "água". São criados por nós os limites entre uma coisa e outra, que nos fazem acreditar que se tratam de 2 coisas e não de 1 (por exemplo).

Espaço

A 1ª e a 2ª classificação são classificações de ESPAÇO, pois no processo de fragmentação e "conexão" do Todo, delimita o espaço que cada recorte do todo ocupa.

A dúvida que fica é: porque não podemos compreender o Todo, simplesmente como Todo? Porque dividimos ele em recortes e depois conectamos esses recortes? Talvez porque, ao dividir o Todo, a unica divisão possível seja o Todo se transformar no contrário do Todo, ou seja: se o Todo é uma única unidade, então ele se transforma em todas as unidades possíveis.

Tempo

A 3ª, de TEMPO. E, por isso, da ordem que o encontro com os recortes se sucede. É necessário o tempo, pois não conseguimos compreender todos os recortes ao mesmo tempo (não é possível a compreenção do "tudo ao mesmo tempo agora").

Todas as três instâncias

As 3 instâncias trabalham simultaneamente, mas ocorrem na ordem de entendimento: 1ª, 2ª e 3ª.

A 1º instância da Classificação

Existe o mundo. Como não consigo compreende-lo como um todo, fragmento-o em partes que, aparentemente, posso compreender.

Por isso, se quero analisar algo, recorto um pedaço do mundo para poder analisar. Por exemplo: Identifico aquilo que chamo de Biblioteca. Mas, ao chamar algo de Biblioteca, eu já crio uma fragmentação deste mundo (problemática da linguagem).

Image

Esta biblioteca será o meu “todo”, o recorte do mundo que eu escolhi para organizar e classificar.

Não há como classificar algo que é um todo, então tenho que fragmentar este todo que criei (a biblioteca).

A fragmentação é uma mistura entre decisão de até onde se quer fragmentar, e também da incapacidade de se ver um fragmento menor. Ex.: Eu posso fragmentar a biblioteca em:

Image

Este modo de ver os objetos que vão compor a classificação, é a minha proposta para esta primeira instância das classificações.

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SCHOPENHAUER, em O Mundo como Vontade e Representação (livro I) trabalha, bem no início, com conceitos úteis a este texto. Meus conhecimentos em filosofia são amadores, por isso, o meu entendimento da obra de Artur Schopenhauer pode ser errôneo.

Os recortes que se apresentam, seriam as Representações. E a classificação, a Vontade.

A 1ª Classificação, neste caso, seria um modo de classificar ao qual a Vontade não tem como "escolher". A 1ª Classificação, também, só existe pela consciência de que eu (Vontade) sou ser humano (o que já é uma classificação) e sou um ser social. Desta maneira, se eu, enquanto humano, sou Vontade, através das Representações imagino que existam outras Vontades, nestes que identifico como seres humanos.Se existe a minha vontade, existe o meu modo de apreender (e classificar [em 1ª instancia, de fragmentação]) as representações. Se pressuponho que existam outras vontades, então há outras maneiras de classificar (fragmentar, recortar) as representações.

A 2º instância da Classificação

A Classificação por semelhanças e diferenças remete aos recortes que, se fossem recortados em partes ainda menores, poderiam (ao ignora-se o Espaço e o Tempo ~ será isso possível?), teriam partes que poderia ser agrupadas pela semelhança. Ao se criar essa semelhança, também cria-se a diferença, que também possibilita a classificação.

A 3º instância da Classificação

Uma Classificação por arbitrariedade é como a da ordem alfabética. Nada entre as partes que compõe a classificação justifica sua organização (que é A, B, C, ...) senão a própria convenção (regra) da ordem alfabética começar pelo A, depois vir o B, e etc.

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REFERÊNCIAS DE LEITURA

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