Oficina Hackeando Ambientes Interativos

Os computadores estão invadindo o cotidiano, se tornando tão pequenos e baratos que podem ser embutidos em praticamente qualquer objeto ou construção. A aplicação de tecnologias de monitoramento e identificação é apresentada como inevitável, porém, não se sabe exatamente como será utilizada num futuro próximo. Sabe-se que põe em xeque a privacidade e espontaneidade dos usuários, mas talvez seus reveses sejam ainda maiores. É preciso pensar e demonstrar como evitar a aplicação de tais tecnologias para intimidar os sujeitos.

A proposta desta oficina é exercitar o hack de ambientes pretensamente inteligentes que existem hoje e que podem vir a existir no futuro, de modo a recuperar o poder do sujeito sobre suas ações. Um dos pontos a ser discutidos são as possibilidades de criar ambientes que acolham o hack ao invés de proibí-lo.

Atividades

  • Construir, a partir de lixo eletrônico objetos e ambientes funcionais ou não que desafiem sistemas de vigilância já estabelecidos
  • Criar conceitos para ambientes hackeáveis
  • Demonstrar com protótipos funcionais baseados em kits RFID como é possível implementar tais ambientes

Bibliografia

  • Distúrbio Eletrônico, Critical Art Essemble
  • Vigiar e Punir, Michel Foucault
  • Shaping Things, Bruce Sterling