Este texto dá continuidade a alguns aspectos das discussões do post "Porque abrir 5, 20, 40 ou 86 abas? Porque não um site de cada vez?", que trata de alguns estudos e conversas sobre o projeto Reinventando Abas de Navegadores.
A leitura no hipertexto
A internet facilitou uma proposta que era muito difícil de ser aplicada em meios usualmente não-digitais (como o livro, o jornal, etc.): a idéia de hipertexto e os seus hyperlinks (hiperligações).
No hipertexto, pulamos de uma leitura para outra e vamos de um texto para outro, muito rapidamente. Ou seja, o escritor não precisa mais escrever um texto, preso a uma linearidade, pois ele pode propor a transição do leitor entre a leitura de vários textos. Esta possibilidade de escolha que se dá ao leitor, de seguir o caminho de leitura que preferir (até então, geralmente o leitor só poderia mudar a ordem de leitura de um texto ao pular algumas páginas do livro e começar no final por exemplo, mas provavelmente esta leitura ficaria desconexa e sem sentido).
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Fonte da imagem: Blog do Toshi
Se, mesmo assim, realizamos uma tarefa de cada vez, a nossa leitura continua linear (mesmo que o que lemos não siga uma linearidade). Criamos uma sequência de leitura lendo algo (seja ele qual for) de cada vez, pois não conseguimos ler duas coisas de modo realmente simultâneo. Por isso, mesmo que no trajeto da leitura sejam lidos sites totalmente diferentes, ainda temos uma sequência linear de leitura, pois realizados uma tarefa de cada vez.
Abas e hipertexto
As abas têm papel fundamental na evolução dos navegadores, pois tornam mais fácil trabalhar com o hipertexto. Antes das abas, a leitura de um hipertexto tropeçava em pequenos dilemas... por mais simples que seja, existe um que aconte comigo:Estou lendo um texto e vejo um link que me interessa. Se entro no link, perco a sequência de leitura (e de idéias) que vinha desenvolvendo. Se não entro no link, fico pensando que posso esquecer-me dele (antes mesmo de esquecer) e penso que posso estar perdendo informações que me interessaria.
Com as abas, o usuário agora pode abrir o outro site, ler e voltar ao texto anterior, rapidamente; ou ainda deixar aberto o link do outro site e ler mais tarde (pois, como o link foi aberto, há uma chance maior de que o usuário não vá esquecer-se de ver aquele link).
Como se comporta, o que sente, um heavy user do hipertexto?
A aba, portanto, facilita que o usuário escolha o que quero fazer, e permite que o faça de forma mais prática, como citou o Bruno.
Mas agora, com a intensa utilização das abas, novos problemas surgiram. No projeto de reinvenção de abas que estamos participando, temos que pensar no trabalho com 40 abas abertas ou mais. Estamos falando, portanto, de pensar abas para heavy users de internet. Essas são pessoas que já lidam, diariamente, com o hipertexto. Já assimilaram a linguagem do hipertexto e, mesmo sem perceber, sabem que é diferente do "texto linear" (comum no mundo offline) e que tem características particulares.
[Seria interessante aprofundar este texto com informações sobre comportamento do usuário no hipertexto. Aceito citações ou textos!]
Analisando este tipo usuários, relaciono-os com sentimentos expressos por amigos (e os meus próprios), e proponho algumas hipóteses. Em relação ao hipertexto, é possível que muitos usuários:
- Estejam ficando ansiosos em conseguir o máximo de informação possível (vide a preocupação em ler todos os feeds do Reader), e desesperados por estar a par de tudo, já que no hipertexto a informação disposta pode não ter fim (um link leva a outro link, que leva a outro...);
- Tenham receio de estar perdendo informações (se não clicar naquele link, não saberá o que há nele, e pode de ser algo que a pessoa procura, mas que ela nunca saberá se não clicar...);
(Estes dois pontos, para mim, estão ligados à própria natureza da internet, que possui uma (aparente) infinidade de conexões e informações disponíveis, à distância de um clique).
Em função destes sentimentos do usuário, as abas funcionariam, muitas vezes, como:
- Introdução de novas leituras; que é a abordagem mais óbvia: abrir uma nova aba para abrir um site de um novo assunto, que não caberia abrir na aba em que eu já estava trabalhando;
- Leitura paralela; que é a idéia do hipertexto, citada no começo deste post. Abro uma nova aba a partir de um link de uma aba já aberta, para manter uma leitura paralela;
- Extensão de uma página/Função; pois há vezes em que o site abre uma nova aba, ou o usuário força a abertura de uma nova aba, de algum conteúdo que é uma funcionalidade de um site (exemplo: abertura de aba para caixa de comentários de um site);
- Memória; quando um link é aberto em uma nova aba, para não esquecer de ler ele depois;
- Economia de tempo; um link pode demorar alguns segundos para abrir, por uma questão tecnológica entre a capacidade de processamento de computadores e servidores e a velocidade de transferência de dados pela internet; para driblar este atraso, o usuário abre várias abas e deixa-as carregando enquanto continua a navegação que estava sendo feita;
Impressões pessoais
Se a navegação na internet não tem um caminho pré-definido, eu não sei aonde vou parar e nem por quantos sites irei passar. Assim, voltar a achar um site por onde passei pode não ser uma tarefa fácil.
Eu percebi que eu mesmo, enquanto usuário heavy user, costumo buscar a sensação de que não estou "perdendo nada". Por isso, quando passo por um conteúdo que acho realmente interessante, preciso capturá-lo e guardá-lo, para não perdê-lo, pois posso não esbarrar com ele novamente. Não quer dizer que preciso, necessariamente, abrir um site, ou várias abas, para "possuir" estes sites. Há situações em que, ao guardar o link deles, mesmo sem abri-los, já basta para saciar esta sensação.
Quando me dizem que "algo está na internet", penso o quão amplo isso pode ser. É quase como dizer que "algo está no mundo". Quando adiciono algo no Delicious, sinto que aquele site agora tem um lugar: esta comigo, guardado em minha lista e sob meu poder. Para mim, o Delicious trabalha exatamente neste sentido. Eu adiciono muitos itens nele, e a maioria das vezes é para pensar que não vou perder aquela informação, ou sentir que, quando eu quiser, saberei onde aquela informação está.
O interessante é que são raras as vezes em que procuro por um site que guardei no Delicious. E tampouco acho fácil encontrar os sites que guardei lá. Mas continuo adicionando sites lá, pois a sensação de que quando o faço, saberei onde eles estão, é mais forte. Apesar de não encontrar rapidamente as coisas, ao menos sei que elas realmente estão por lá.
Relacionando estas idéias com o projeto "Reinventando Abas"
Ao observar a repetição de idéias e conceitos nos projetos concorrentes (deste desafio proposto pela Mozilla), é possível perceber que vários designers estão propondo soluções parecidas (como ao grupamento de abas,as telas de visualização das abas abertas e as disposições diferentes das abas - esquerda, direita, diagonal, cantos, entre outras). São soluções para algumas questões que já estão bem claras. Do modo como os navegadores vêm trabalhando as abas, hoje, vemos - por exemplo- que:
- As abas ocupam muitos pixels do monitor para apresentar, visivelmente, todas as abas abertas;
- Com muitas abas abertas, fica difícil manter um sentido/contexto e, às vezes, até de lembrar porque determinada aba foi aberta;
- A organização, o fechamento de várias abas e a organização da disposição delas na barra de abas, é complicada,
- Os ícones têm um potencial pouco aproveitado.
- Entre outros;
Então, para trazer este projeto mais próximo do Design de Interação, temos que pensar não somente em tentar resolver o problema de "como trabalhar com 40 abas simultâneas", mas de facilitar as necessidades que levam o usuário a abrir essas 40 abas. E as possíveis razões para este comportamento do usuário me parece ser:
- Realizar várias leituras paralelas;
- Não perder nenhuma informação;
- Abrir sites mais rapidamente;
Trabalhando idéia para o projeto"Reinventando Abas": Histórico, Favoritos e Abas
Uma ideia recorrente que tenho, desde o início deste projeto, é de que a questão das abas está ligada diretamente com a função das ferramentas de "Histórico" e de "Favoritos".
Os "Favoritos" são as abas abertas que mais nos interessaram. É um registro ocasional e "intencional". Colocamos um site no Favoritos pois acreditamos que vamos querer acessar aquele site novamente, e queremos que ele esteja "fácil" de acessar. Os social bookmarks, API's, feeds e mashups expandiram a função do Favoritos. Os mashups, APIS e feeds, por exemplo, trazem a informações que queremos. Se não fossem estes recursos, iríamos ter que gravar aqueles sites nos favoritos e ter que acessar um por um para receber aquelas informações.
No caso do social bookmark (como é o caso do site Delicious), este não funciona somente como um substituto dos Favoritos. A classificação folcsonômica proposta nos maiores sites de social bookmark permite trabalhar facilmente com grandes quantidades de conteúdo. O que acaba acontecendo é que estes sites podem funcionar como repositórios de conteúdos que "não queremos esquecer".
Já os sites de busca são o recurso final para encontrar algo importante. Quem já não teve a sensação de que, se algo não está no Google, não pode ser encontrado? Pessoalmente, eu raramente guardo links de memória, e por vezes nem digito endereços de sites, pois sei que digitando certas palavras-chaves no Google, terei acesso àquele site, e a salvo de erros e enganos (de digitação, de esquecimento de endereço de link, etc.).
O "Histórico" é um registro constante e "não-intencional" (usei este termo somente para falar sobre o aspecto de que nem sempre lembramos que o que acessamos irá ser registrado no "Histórico") de todas os sites (e abas) abertos.
É a história da navegação do usuário. Costuma ser útil quando precisamos rever que sites foram acessados em um determinado dia ou horário, ou em determinado momento. Se todos os sites que eu acessei estão ali, porque precisaria usar o Favoritos? Porque não é prático buscar, por data, hora, ou contexto, um site acessado. Deste modo, destacam-se alguns em um outro ambiente, que são os Favoritos, até porque estes são sites que provavelmente serão acessados diversas vezes, e por isso devem estar facilmente disponíveis na "área de trabalho" do navegador.
Idéias
Grande histórico
Tudo que é acessado vai para um grande histórico, onde algumas urls se destacam pela relevância e o valor que dou para cada url. Ou seja. Todos os sites acessados são armazenados, com o mínimo valor de relevância possível, e eu posso, facilmente, durante minha navegação, assinalar os que são favoritos (que gosto mais), os que quero lembrar de ler tempos, e o que mais eu quiser. Poderiam ser utilizadas etiquetas para isso (ou melhor: etiquetas visuais).
Segurando com o ponteiro do mouse
Utilizando o ponteiro do mouse como uma metáfora para uma "mão". Ao invés de abrir um link em uma nova aba para não esquecer de ler aquele site depois, e para ela "ir carregando" (ou seja, para economizar tempo), eu poderia ir "segurando e guardando abas" no ponteiro do mouse.
Também poderia simplismente criar uma lista de links, em cada site, para lembrar de acessar. Ou programar que outro site seja carregado naquela mesma aba, quando fecha-la ou quando terminar a leitura dela (ao fim da página, já começa a próxima página, como a leitura em um "rolo de papel" ou em um reader).
Botão de fechar e salvar aba
Do lado do botão de fechar a aba, poderia ter um botão do tipo fechar e salvar a aba. Assim eu fecho uma aba que não quero que fique em meio a minhas abas abertas, mas não "perco" aquele link, pois ele ficará salvo (em alguma área parecida com um "Favoritos", mas específica para isto) para permitir um acesso futuro.
Sites abertos dentro de uma aba
Abas abertas dentro de abas, mas de uma forma diferente do "agrupamento de abas". É a possibilidade de abrir uma ou mais abas, dentro de outras, e todas ficarem visíveis ao mesmo tempo. Como um split de tela. Seria útil para realmente trabalhar com dois sites ao mesmo tempo, digitar enquanto se faz pesquisas, por exemplo.
Botão de ocultar aba
Botão de "ocultar" (ou minimizar?) a aba, que deixa salva a página para carregar mais rapidamente da proxima ver que ela for acessada.
Acessar conteúdo sem abrir nova aba
Poder acessar conteúdo (ou página) na mesma página em que você está, como já começou a ser feito na internet, com as imagens (para ver um exemplo, a Faber Ludens usa este recurso, aqui). Assim, "economizam-se" abas. Já existem plugins, em alguns sites, que fazem um trabalho parecido. O boo-box, se não me engano, exibe publicidade de maneira similar.
[atualização: Já existe Apture, uma ferramenta para blogs que permite que adicionar acesso, com 1 clique, à conteúdo multimídia. Funciona com Twitter, Youtube, Wikipedia, Blip.tv, entre outros]
Abas-aplicativos
Existem sites que, conforme nossa necessidade, costumamos deixar sempre abertos. Como o E-mail, o Googl Docs, o orkut, o twitter, o feed. Estes sites poderiam se apropriar deste idéia de abas-icones (Favitabs, de Grady Kelly) para que estes sites, que são extremamente acessados, ficassem sempre acessíveis em uma espécie de área de "abas-app", ou abas-aplicativos.
Na verdade, estes sites não precisariam ficar "ocupando" o espaço de abas. Este conceito também é trabalho pelo Google Chrome, que permite que sejam colocados sites-aplicativos.



Comentários
Organização
Acho que o conceito de abas tem mais a ver com a organização do espaço de trabalho na tela que com a navegação propriamente dita. Claro que uma coisa influencia na outra, mas antes de os browsers incorporarem as abas, o contexto que você descreveu em Abas e Hypertexto já acontecia quando o usuário abria links contidos em um texto em uma nova janela. Você acabava ficando com várias janelas minimizadas na barra de tarefas e muitas vezes misturadas às de outros programas. Uma zona mesmo.
Num dado momento o windows começou a agrupar as janelas do browser em um único item na barra de tarefas. Pessoalmente, nunca me adaptei a isso. Era uma tarefinha bem chata navegar clicando no item, escolher qual janela abrir e etc... Aliás, sempre que podia desativava essa função (nem sei se ainda existe).
As abas, ao meu ver, resolveram bem esse problema mantendo as várias páginas "visíveis" dentro de uma só janela. O problema é que agora estamos nos acostumando a abrir cada vez mais páginas paralelas e o conceito está ficando saturado.
Re: Organização
Olá, Felipe. Vou responder por etapas:
Concordo. A minha explicação para esta necessidade de trabalhar com vários sites abertos é explicada pela própria natureza do hipertexto: se a leitura na web fosse "linear", eu não precisaria "pular" constantemente de um site para outro.
O que proponho no texto acima é um outro olhar sobre a questão das abas. Será que precisamos (ou queremos) mesmo trabalhar com 40 abas abertas? É necessário abrir tantas abas ou podemos propor algo além das abas? Abrimos tantas abas novas porque queremos uma aba aberta com aquele conteúdo, ou porque é a ferramenta mais prática disponível no navegador?
Acho que para resolver algumas das questões propostas no projeto sobre as abas pode ser interessante trabalhar ferramentas fora do âmbito das abas. Me parece que o usuário não está querendo, especificamente, trabalhar com tantas abas assim. Ele está é preocupado é em saber que não vai perder informações, que não vão precisar ficar esperando uma página carregar, entre outros conceitos que apresentei acima.
Esta função poderia ser muito mais customizável! Não posso nem arrastar uma janela para alterar a ordem delas... :/
Também acho uma solução interessante. É mais fácil e organizado do que tentar abrir um navegador para cada site que eu quiser acessar.
Os usuários exploraram a ferramenta de Abas, e o conceito saturou. As abas me parecem funcionar bem para trabalhar até 10 abas, mas, ao trabalhar com 40 abas, talvez nem uma remodelagem do conceito de abas consiga ser satisfatório. Quem sabe? Vamos discutir mais o assunto. :)
Atualização no post
Adicionei mais alguns conceitos e propostas no post acima, que podem ajudar a entender melhor as idéias. :)
Sites abertos dentro de abas ou abas abertas dentro de sites
Bem interessante! Partindo do que você está pensando sobre o comportamento do usuário de abrir um link em nova aba para ler depois, e que o link em um hypertexto é algo contextualizado, pode ser bastante interessante permitir que o usuário agregue o conteúdo linkado ao seu fluxo de leitura sem que ele precise sair do contexto em que está.
A aba deixa de ser aba e passa a ser um espécie de conteúdo "embeded"(tradução pra isso?) pelo próprio visitante da página.
Re: Felipe_Santos
Agrupamento de abas
Hmmm..., isso me fez lembrar do agrupamento de janelas da barra de tarefas do Win XP (veja as 8 janelas do Firefox):
Das Interfaces às Interações
Esse é o primeiro momento deste projeto em que vocês começam a arranhar algo realmente novo. As abas não são um conceito novo. Simplesmente colocaram as janelas do sistema operacional dentro dos navegadores. O problema não foi resolvido, ele foi escondido pra debaixo do tapete.
A ansiedade de informação continua. Esse é o desafio escondido do concurso da Mozilla. Quem conseguir resolver, ganha o prêmio.
Um dos grandes saltos na organização da informação na Web é certamente o buscador da Google. Eles conseguiram domesticar o mundaréu de informação e colocar tudo numa sequência interminável, mas consistente de resultados. Note que as abas do buscador são automáticas. Se você digita um termo que ele acha que se refere a imagens, ele já te sugere ver imagens.
Sobre o problema de descontextualização das abas, existe uma extensão do Firefox que acrescenta o histórico da aba pai na aba filha. Seria bacana poder visualizar essa relação de parentesco visualmente.
Sobre a divisão de janelas em modo split, existe um navegador que oferece essa funcionalidade no Mac: Cruz.
Quando vi que o Windows Vista Start Edition só permitia abrir 3 programas ao mesmo tempo eu fiquei indignado com a Microsoft. Mas, por outro lado, será que não seria uma boa idéia nos restringir para ter hábitos de consumo de informação mais saudáveis?
Seria bacana um navegador "diet"? Hmm... acho que essa é a proposta do Google Chrome, não?
RE:Das Interfaces às Interações
Só se for limitada a quantidade de abas e de janelas do navegador abertas simultaneamente.
Garanto que eu não instalaria esse navegador...
Add-ons split Firefox
Inclusive tem um complemento (plugin) no firefox que lhe oferece essa mesma funcionalidade de mútliplas telas:
https://addons.mozilla.org/en-US/firefox/addon/4287
Inclusive, já utilizei mas não curti pelas "múltiplas" barras de rolagem que se formam.
"Spaces" para dentro do browser
Vocês ja viram no mac ou ate no linux a questão de criar desktops?
Funciona assim: você tem um local com 4 quadradinhos indicando como se vc estivesse dividindo seu desktop em 4 partes. Então você consegue navegar como se tivesse desktops diferentes e organiza cada coisa em um, por exemplo: pesquisa em um, namoro em outro, trabalho em outro.
Então o quê acham de usar este conceito para organizar as abas? Achei um vídeo sobre o funcionamento aqui:
A idéia que pensei foi transportar esta idéia do "Spaces" para dentro do browser, tornando mais simplificado o processo.
Referência: "Multiabas-multifunções-multitarefas-multicansaço"
Karine Drummond trabalha a relação "Multiabas-multifunções-multitarefas-multicansaço" no texto Produtividade, nós usuários e as ferramentas:
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