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No último trabalho da disciplina de
Fundamentos de Design de Interação foi solicitada a apresentação, com base em
entrevista, de exemplos de objetos que alteram a percepção da realidade.
Naquele momento, a entrevistada descreveu sobre como o scrapbook, de forma
surreal, lhe trazia lembranças do passado. Ela também enfatizou o poder de
fotos, frases e mensagens mexerem com os nossos sentidos.
Após a entrevista, resolvi pesquisar na web sobre a existência de scrapbooks digitais, inclusive em link sugerido pelo Professor Fred. Percebi que já existem alguns sites que se propõem a utilizar essa tecnologia, para trazer lembranças do passado de forma ainda mais enfática, explorando não só a parte visual, através de fotos e textos, mas também através de sons e imagens em movimento (vídeos). Constatei que ambos os scrapbooks (convencionais e digitais) têm suas vantagens. O digital nos leva a explorar melhor o visual e o auditivo, porém peca por não podermos manusear o material. Já o scrapbook convencional é algo tangível, que de alguma forma torna a experiência mais interessante. Cheguei à constatação que a junção dos atributos dos dois tipos de scrapbooks poderia mexer ainda mais com os nossos sentidos, fazendo-nos vivenciar experiências surreais ainda melhores.
Decidi pesquisar mais sobre o assunto e vasculhar coisas antigas como brinquedos, revistas, livros e fotos. Pedi a minha irmã que fizesse o mesmo. Percebi que, além das fotos, os objetos guardados – como brinquedos, materiais escolares e aparatos eletrônicos – nos fazem voltar no tempo e lembrar de histórias esquecidas em nossa mente. Cada objeto da nossa infância, ou viagem inesquecível, faz-nos lembrar de determinado momento de nossas vidas.
Então, por que não criar algo além de fotos e vídeos? Foi então que surgiu a idéia de uma espécie de "scrapbox". A "caixa de lembranças" seria equipada com uma tela e um leitor RFID. Dentro do scrapbox seriam guardados os objetos. Cada objeto teria uma identificação através de uma etiqueta RFID. Os objetos teriam relação com alguma foto, texto, áudio ou vídeo. Para isso, bastaria passar o objeto no leitor RFID, para que na tela fossem visualizados detalhes do objeto.
Por exemplo, em uma viagem a Foz do Iguaçu, foi comprado, como souvenir, um copo com desenho das Cataratas do Iguaçu. Posteriormente, foi anexada a esse copo uma etiqueta RFID. Ao passar o copo no leitor RFID, a tela mostraria um vídeo gravado naquela visita, durante a viagem.
Associar objetos que nos trazem lembranças
especiais a registros conforme modernas tecnologias é uma forma de demonstrar
como os avanços tecnológicos podem abrir horizontes, colocando novas
possibilidades ao dispor do homem, para tarefas simples, porém inovadoras,
inclusive afetando seus sentidos e sentimentos. Concepções dessa natureza
representam passos no sentido de novos estilos de vida, que certamente serão
desfrutados por nossos sucessores.



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