
A
violência é um dos diversos aspectos do comportamento humano. Ela está e sempre
esteve presente em nossa sociedade. Naturalmente, podemos identificar atos
violentos sendo abordados nos muitos meios de expressão utilizados pelo homem,
como na pintura, literatura, cinema, televisão, e mais recentemente, nos jogos
eletrônicos.
Um fato
importante é que todos nós já fomos apresentados à maioria das tramas que
envolvem os jogos eletrônicos, seja como espectadores, ou inclusive de maneira
mais interativa, como nas brincadeiras da infância. Afinal, muitos dos jogos
julgados violentos refletem ações já realizadas pelo homem.
Com o
avanço da tecnologia, a estética e os recursos interativos dos games se tornam
cada vez ricos. Porém a confusão entre o jogo e a realidade não é algo esperado
de uma pessoa normal, muito menos, a motivação em repetir os atos cometidos no
jogo sem qualquer outro motivo além da mais pura imitação.
Os
valores que o indivíduo possui e todas as influências recebidas durante sua
educação são determinantes em seu comportamento. A personalidade acaba
definindo que tipo de reação ele terá numa determinada situação. A resposta com
violência é uma escolha própria, não uma manipulação feita pelo game jogado
anteriormente.
Os que
fazem uso da violência, o fazem como meio para alcançar algum objetivo,
julgando este o caminho mais rápido e eficiente. As motivações podem ser
muitas: por revolta ou resposta a outro ato, para apoderar-se de alguma coisa, por
medo, para ser incluído em algum grupo, para chamar a atenção de outras pessoas,
etc.
Acredito
que o jogo eletrônico pode, no máximo, influenciar no modo com que o ato
violento é cometido. Temos como exemplo a quadrilha que se inspirou na trama de
um filme para cometer um assalto a banco. O filme com certeza não possui culpa,
e se ele não existisse, a quadrilha teria cometido o assalto mesmo assim, mas
talvez de outra maneira. O determinante da ação nunca será o filme ou o jogo,
mas sim, a própria índole da pessoa.



Comentários
Enviar comentário