Expandindo suas conquistas a cada dia, o Google hoje oferece aos usuários da internet muito mais do que uma poderosa ferramenta de busca, ele se coloca presente nas mais variadas tarefas do cotidiano. Seja para enviar e-mails, procurar a localização exata de onde que você quer ir, organizar seus compromissos ou simplesmente para dar uma olhadinha nas fotos do seu amigo, você pode recorrer ao Google.
Pessoalmente, utilizo os serviços do Google para todas estas opções e outras mais, e prevejo que muitos recursos diferentes estão a caminho. Provavelmente o meu estímulo a fazer essa opção seja o mesmo da maioria das outras pessoas: a idéia de confiança que a imagem da empresa transmite.
Até onde sabemos, o Google é uma empresa como todas as outras, que visa capital. Seu modo de alcançar o lucro é que é interessante. Em específico, ele disponibiliza serviços sem custo nenhum ao usuário, que por sua vez lhe entrega uma quantidade enorme de informações pessoais. No final das contas, o Google acaba por ser considerado um sabe-tudo, um grande observador da comunidade internauta.
É nesse ponto em que os conspirólogos fazem uma equiparação com romance 1984, escrito por George Orwell, uma obra clássica que apresenta em sua história o “Grande Irmão”, aquele que tudo vê. No livro, esta é uma forma de representar um governo totalitário que chega a ter controle sobre a história e a língua de seu povo, denominada de novilíngua.
É interessante notar a relação entre a novilígua e a pobreza de uma linguagem específica utilizada nos últimos tempos na internet, principalmente pelos mais jovens. A característica de um vocabulário restrito está presente em ambas. No livro 1984, o idioma limitado cumpre a função de limitar as idéias da população, pois uma sociedade que não reflete sobre sua condição, e nem possui articulação suficiente para expressar seus pensamentos, é facilmente controlada.
Apesar de todas essas comparações, o Google ainda não controla nossos pensamentos. Obviamente, ele quer que utilizemos seus serviços, como qualquer outra empresa. Mesmo assim, é tentador questionar se ele teria o poder para tal façanha.



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