Relação com outras áreas

Design da Experiência

A experiência humana se dá a partir da interação com o mundo, portanto, o design de interação é crucial para o design da experiência. Entretanto, é preciso compreender que são abordagens que surgiram em contextos históricos distintos. Design de Interação é a mais antiga, surgindo nos anos 80 quando o Design começou a se interessar pela participação em projeto de softwares e outros dispositivos computacionais. O termo foi cunhado por Bill Verplank e Bill Moggridge. A partir do final dos anos 90, com a popularização dos microcomputadores e a Internet, a demanda por design de interação cresceu muito e a área se consolidou, tanto na academia, quanto no mercado.

A partir da consolidação, profissionais começaram a pensar qual seria o próximo passo do design num mundo cada vez mais mediado por tecnologias digitais. Primeiro, o termo “experiência do usuário” ganha relevância, popularizado por Donald Norman, e, em seguida, “design da experiência”, popularizado por Nathan Shedroff. Ambos estavam interessados em enfatizar a importância do design em todos os pontos de contato com o consumidor/usuário e não apenas na interface, como era o foco do Design de Interação na época. Hoje, alguns profissionais da área de Design de Interação incorporaram a abordagem do design da experiência e desempenham papéis mais estratégicos dentro de suas empresas, enquanto outros defendem que design da experiência seja uma área maior que abranja Design de Interação e outras áreas ligadas a experiência do usuário, como a Arquitetura da Informação, Engenharia da Usabilidade, Acessibilidade e etc.

Arquitetura da Informação 

Em projetos Web, o papel do designer de interação é parecido com o do arquiteto da informação, mas o foco é diferente. Enquanto o AI está preocupado com o armazenamento e recuperação da informação, o DI está mais preocupado com a manipulação e transformação da informação. Em projetos de aplicativos, DIs se sentem mais à vontade do que AIs para fazer o planejamento e em projetos de websites composto de muitas páginas, o AI é o mais indicado.

Se um projeto envolve as duas coisas, a equipe deve dispor de profissionais com conhecimento nessas duas áreas. Em grandes equipes, o DI é responsável por criar os wireframes das páginas, enquanto o AI cria a estrutura do website e o planejamento geral. 

Usabilidade

Web Design 

Design de Interfaces

Design de Interface é uma especialização do Design de Interação, que é uma especialização do Design.  

 

Psicologia Cognitiva

É o estudo de como as pessoas percebem, aprendem, estruturam, armazenam e usam o conhecimento. Cognitivismo defende que grande parte do comportamento humano pode ser entendida em termos de como as pessoas pensam.

O sistema nervoso é a base da capacidade de percepção, adaptação e interação com o mundo. Por meio desse sistema recebemos, processamos e depois respondemos às informações, processo que constitui a própria definição do ciclo interativo.

O córtex cerebral precisamente é o que nos possibilita pensar. É dividido entre direito e esquerdo: o hemisfério esquerdo atua no movimento, e na linguagem analítica, uma a uma, em sequência.
O hemisfério direito é apto ao conhecimento semântico e pragmático (o ato de acompanhar conversas ou uma história, metáforas, inferências ou humor). Também controla o processamento espacial e informação visual. Tende processar informações de forma holística, como um todo.


Memória é o meio pelo qual mantemos e acessamos nossas experiências passadas para usar a informação no presente.
Existem 3 operações comuns de memória: codificação, armazenagem e recuperação.

Um tipo de memória é a recordação: você gera um fato, uma palavra ou outro item de memória. No reconhecimento, por sua vez, você seleciona ou identifica de outra forma um item já aprendido anteriormente.
É mais fácil para a pessoa utilizar sua memória de reconhecimento. Ex: 2 mil imagens são facilmente reconhecidas se fazem parte do repertório de linguagem, mas é difícil solicitar que alguém memorize 2 mil imagens recém mostradas.
Por esta razão é recomendado O USO DE ÍCONES nas interfaces, pois a capacidade de recordação é menor que a de reconhecimento.

Entretanto, se o uso de novas imagens é necessária, existem técnicas de recordação além da recordação livre (recordação com pistas, reaprendizagem).

Existe uma distinção entre memória explícita e implícita. Na explícita, recordamos ou reconhecemos palavras, fatos, imagens de um determinado conjunto de itens. Na implícita, recordamos algo, mas não temos consciência de que estamos tentando fazê-lo.
Por isso é aconselhável O USO DE PADRÕES nas interfaces, para diminuir a carga cognitiva.

A busca cognitiva compreende a varredura do ambiente para procurar características específicas – procurar ativamente alguma coisa quando não se tem certeza onde ela está. O ato de navegar pela internet por exemplo constitui uma busca cognitiva.
Alarmes falsos podem interferir na busca, assim como fatores de distração. O número de alvos e fatores de distração afeta a dificuldade de realização da tarefa.

Enquanto a vigilância envolve esperar passivamente que um sinal apareça, a busca envolve procurar um alvo de forma ativa e habilidosa. Há várias teorias cognitivas para ajudar o cérebro frente a uma tarefa, a encontrar o que precisa: Teoria da integração das características, Teoria da semelhança, Teoria da busca guiada, Teoria dos filtros de movimento.

“Simplesmente navegar na Internet pode treinar o cérebro -- que isso pode mantê-lo ativo e saudável", disse o gerontologista Gary Small, cujo trabalho foi publicado na revista American Journal of Geriatric Psychiatry, cientista da Universidade da Califórnia, em 2008

A atenção humana funciona como meio de concentrar recursos mentais e processos cognitivos. Quando os fatores de distração de acentuam, a atenção passa a ser seletiva na detecção de sinais. Sons se destacam mais do que mudanças semânticas, textuais. Entretanto, o desempenho em ambas as tarefas caem, embora sejam passivas de treino.
Em 2000, estudos cognitivos mostram que o ser humano apresenta cegueira às mudanças do ambiente, mais do que se esperava. Mesmo mudanças muito visíveis podem passar desapercebidas.