Algumas pessoas utilizam esse instrumento em casa, como arma branca para caso um dia precisem usa-la contra um invasor. Esse é o caso do meu pai, que guarda um porrete de madeira atrás da porta a anos, e todos que moram na residência sabem disso. Na casa, é comum frequentarem crianças, que consideram o porrete uma arma e não podem chegar perto dele.
Entrevista com as crianças:
Reparem no vídeo que a criança exitou quando percebeu que o porrete era o assunto da entrevista. Foi quanto tive a idéia transformar esse objeto que representa um tabu em um brinquedo, para mudar a percepção das crianças a respeito dele.
O Hack
O objetivo era transformar o porrete em um bastão de equilibrista, para isso anexei copos de plástico coloridos em uma das extremidades do bastão para chamar atenção e não machucar as crianças, caso eles caiam.
Depois do hack feito, agora era hora de expor o brinquedo e observar a reação das crianças. Movi o porrete do seu esconderijo atrás da porta e o coloquei em um local movimentado, na sala de jantar.
A reação
Ao se depararem com o porrete, agora na forma de brinquedo as crianças exitaram no primeiro contato mas a percepção mudou logo. A dedução de que aquilo agora era um bastão de equilibrista foi rápida, e o novo formato passou a ser mais interessante.
A brincadeira ainda rendeu outros desdobramentos, as crianças tiveram a idéia de acrescentar água aos copos e criaram regras para competirem entre si para ver quem consegue carregar mais água sem deixar cair.

Comentários
Mudando a percepção de violência
Seu hack encheu meu coração de esperanças de que podemos tornar a sociedade menos violenta modificando os artefatos do dia-a-dia, principalmente, aqueles que se protegem atrás de tabus.
Vamos pendurar bandeirinhas de são joão em cercas elétricas! Planta flores em canhões do exército! Pintar de rosa a tela da televisão!
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