Como é a nossa interface com a luz, ou melhor, com a energia elétrica?
Este é um trabalho sobre Ruptura, tema proposto pelo professor Gonçalo Ferraz na disciplina de Design de Interfaces: identificar padrões de interação cotidianos "não-conscientes" e desenvolver um produto que gere uma ruptura cultural.
Ligando as turbinas
O que se passa dentro de um interruptor? Por dentro do simples botão de liga/desliga há bem mais que um mecanismo de interrupção do fluxo da corrente elétrica. Quantos choques já foram levados até se chegar a este padrão?
Mas a eletricidade que faz uma lâmpada acender, por exemplo, não é um processo que começa no interruptor. Há um complexo de postes, cabos, manutenção e distribuição que nos levam ao começo da geração da energia que está disponível em nossas casas.
Quando ligamos uma lâmpada, permitimos a passagem de uma corrente que começa nas turbinas da hidrelétrica e termina em nossas casas.
Mas será que termina? Apenas se não lembrarmos no que acontece depois que aquela energia virou luz e calor… além de desconsiderarmos a energia que provém da força da água que fez movimentar os geradores desta hidrelétrica.
Desbanalizando o banal
Falando em água, esta desconexão entre o que consumimos e o que é o que consumimos poderia ser rompida, mesmo que minimamente.
As torneiras poderiam quebrar com a nossa alienação quanto a proveniência da água que ela permite que chegar aos nossos lares. Basta um pequeno monitor mostrando, visualmente, o local de onde a água está sendo extraída
Veríamos uma sequencia de imagens das câmeras que monitoram o rio. O que acontece por lá, talvez até dados mais específicos sobre como anda o cuidado com aquela água. Interessante?
E se além disso, você pudesse escolher o rio que fornece a água que chega a sua casa (mesmo considerando que ambos passam por sistemas de tratamento)? Qual água você iria escolher?
Ah, a frase “desbanalização do banal” é do filósofo Paulo Ghiraldelli (usada para definir a Filosofia).

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