Pessoas. Mendigos e moradores de rua também são. Mas não é a forma que vemos a sociedade tratá-los ultimamente.
Ao visitarmos praças e parques pelo mundo percebemos cada vez mais tentativas de excluir esses indivíduos da sociedade, governantes criam bancos com elevações para que os mendigos não durmam mais nas praças, tirando deles o direito legítimo de liberdade que toda pessoa deveria ter.
Quem necessita dormir nos bancos, dorme ali por que não tem outra escolha. Tudo bem que existem abrigos, porém estes muitas vezes estão superlotados e acabam colocando os moradores de rua em casas onde ficam distantes da realidade. E também eles querem viver a vida deles da sua própria maneira, são como hippies.
Este projeto então visa criar essa ruptura, saindo da exclusão, e indo pelo caminho divergente, da inclusão.
A idéia básica seria parar de criar esses bancos com divisórias e sem encosto, e criar bancos convencionais revestido com camadas emborrachadas e tecido para torná-los mais confortáveis tanto para o indivíduo padrão da sociedade que o usará para sentar durante o dia, quanto ao mendigo que o usará a noite para dormir.
Para incluir ainda mais essa atividade na cultura também seriam criadas locais específico para descanso, grandes colchões impermeáveis e resistentes para que toda a população tivesse um bom proveito de descanso no momento que necessitasse. Estimulando agrupamento de pessoas, discussões, saraus, etc.
Seria criado também em cada praça/parque uma CAMP (Central de Apoio aos Moradores de Praças) em que os mendigos podem trocar tarefas realizadas, através de acúmulo de pontos, por cursos fornecidos pelo governo. Moradores de rua com mais de um "ano de serviço" poderiam escolher se querem se reintegrar a sociedade totalmente entrando em um programa social do governo, ou continuar nas praças. Os que quisessem continuar na praça seriam oferecidas "casas na àrvore" em de terminados locais onde houvesse a possibilidade. Esses que morassem nas casas seriam os vigilantes das praças ajudando no bom andamento das atividades.
Portanto, as praças seriam cuidadas pelos próprios mendigos e em troca eles teriam seu lugar para morar.

Comentários
Ping-pong
Recentemente vi nas ruas de Curitiba pessoas jogando Ping-Pong na Praça Osório. O que achei interessante é que mendigos estavam jogando e brincando com os demais. Foi um meio de aproximar as pessoas, mostrando que apesar da pobreza, são semelhantes. Achei bacana o preconceito sair um pouco do cenário, dando vez à interação:
Disponível em: http://twitpic.com/xpwet
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