A medicação controlada é realidade para milhares de pessoas no país, muitas dessas drogas controlam o avanço de diversos distúrbios e doenças. Por essa responsabilidade, a ingestão desses medicamentos é controlada e o seu consumo diário define quase que o modo de sobrevivência dos seus usuários, o uso indevido ou ingestão acidental pode provocar danos irreparáveis a saúde ou mesmo a morte do indivíduo.
Segundo o IBGE, em 2009 a taxa de analfabetismo (excluindo os alfabetos funcionais) é de aproximadamente 10% da população, traduzindo em números, significa 14 milhões de brasileiros que não receberam instrução suficiente e fazem parte de um grupo de risco para o uso de medicamentos controlados, um grupo que não consegue seguir as instruções contidos nas bulas dos medicamentos.
Outra questão relevante é que a deficiência visual, onde segundo o IBGE atinge 24,5 milhões de brasileiros (cerca de 14,5% da população), pode ser considerada junto com o analfabetismo, uma grande barreira para o acesso a informações a respeito dos medicamentos e sua posologia.
Desta forma, desenvolvemos um dispositivo de interação capaz de, através de um RFID posicionado na embalagem do medicamento, "ler" as informações personalizadas para cada usuário.
O fluxo é simples, mas extremamente funcional. 1) O paciente visita o médico e sai da consulta com o cartão do Sistema de Saúde já com os medicamentos registrados e sua posologia. 2) O paciente vai a farmácia e compra os medicamentos registrados para o seu cartão. 3) Ao chegar em casa, o paciente passa a caixa do equipamento sobre o leitor, que informa o nome do medicamento, se ele já tomou o medicamento hoje e qual a sua posologia.
Equipe: João Costa, Fernanda Parisi e Niko Fernandez
O protótipo foi feito utilizando o kit Touchatag.

Comentários
Recurso para TV Digital ou celular?
Creio que ter um dispositivo dedicado só pra isso é custoso demais, porém, poderíamos aproveitar dispositivos que teriam leitores de RFID no futuro. Será que um caso para telefones celulares ou televisão digital?
O protótipo que vocês montaram estava bem dentro do projeto Medicina Aumentada, então coloquei este post lá.
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