O design centrado no usuário surgiu como reação às abordagens anteriores que estavam apresentando resultados insatisfatórios. O usuário final do produto era quem de fato deveria ser consultado na hora de tomar decisões cruciais. Por isso, a pesquisa é tão importante para o design centrado no usuário. Como saber se o produto atende às necessidades do usuário se não perguntamos a ele?
Visão geral
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O produto deve se adaptar às necessidades atuais e características dos usuários.
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Antes de iniciar o desenvolvimento do produto, o público-alvo é definido e suas necessidades são levantadas.
Conceito
O objetivo do Design Centrado no Usuário é a correspondência entre o modelo conceitual embutido no sistema pelo designer — a imagem do sistema que ele cria para explicar como o sistema funciona — e o modelo mental do usuário — formado a partir de sua experiência prévia com artefatos similares.
Em hipótese, quanto melhor se puder prever o modelo do usuário, maior será a eficiência no uso do sistema.
Baseado nesta hipótese, Norman (1986, 2006) propõe o discurso de Design Centrado no Usuário para diferenciar o desenvolvimento de softwares que, ao invés de guiar-se pelo primor técnico, objetiva adaptar o software às características psicológicas dos usuários finais.
Princípios
Segundo a norma ISO 9241-210 (Human-centered design for interactive systems), um processo de design centrado no usuário deve seguir os seguintes princípios:
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O projeto deve ser baseado no entendimento explícito dos usuários, tarefas e contexto;
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Os usuários devem ser envolvidos durante a criação e prototipação:
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através da participação ativa,
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servido como fonte de informações,
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atuando como avaliadores de soluções
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O projeto é direcionado e refinado por avaliações centradas no usuário;
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O processo é iterativo;
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O projeto deve considerar a experiência do usuário como um todo;
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A equipe deve possuir habilidades e perspectivas multidisciplinares.
Modelo
Crítica
Como não é viável envolver todos os usuários de um produto durante a pesquisa, o design centrado no usuário tende a gerar produtos adaptados somente para aqueles usuários que participaram das pesquisas, ou seja, há risco de agradar poucos e desagradar muitos. O nome mais correto para essa abordagem seria design centrado em alguns usuários.
Como bem observou Luli Radfahrer numa entrevista, o design centrado no usuário está criando uma cultura de usuários mimados que não estão abertos a novidades. O design centrado no usuário tende a ser conservador, assim como os próprios usuários. O usuário espera o padrão, portanto, o designer tem que seguir o padrão. Para superar essa tendência, a IDEO, por exemplo, prefere envolver pessoas com perfis anormais, pois elas tendem a provocar insights mais inovadores. Tom Kelley explica que as pessoas normais estão acostumadas com o que consomem, então tendem a pedir aquilo que já conhecem.