Depois que as pessoas morrem, seus perfis em redes sociais podem ser usados para deixar recados e homenagens. Às vezes alguém da família passa a administrar o perfil, apagando spam e recados insensíveis. O corpo de carne apodrece enquanto o corpo virtual continua asseado e ativo.
Para incentivar a reflexão sobre o estatuto do corpo na sociedade da informação, propomos mais uma instalação interativa integrada à redes sociais: o cemitério virtual.
A instalação consiste num corredor com armários de gavetas. Em cada gaveta, uma foto de uma pessoa que tenha morrido e deixado seu perfil ativo. Dentro das gavetas, os recados deixados para este perfil, escritos todos à mão.

