Aspectos

Usabilidade

Usabilidade é sinônimo de facilidade de uso. Se um produto é fácil de usar, o usuário tem maior produtividade: aprende mais rápido a usar, memoriza as operações e comete menos erros. 

Sempre que houver uma interface, ou seja, um ponto de contato entre um ser humano e um objeto físico (ex: cafeteira) ou abstrato (ex: software), podemos observar a usabilidade que esse objeto oferece.

Historicamente, o termo usabilidade surgiu como uma ramificação da ergonomia voltada para às interfaces computacionais, mas acabou se difundindo para outras aplicações. 

Ergonomia

Para que proporcionemos uma boa experiência para o usuário, é importante levar em conta os fatores ergonômicos no momento em que ela ocorre. Vamos esperar pelo pior porque se as condições forem mais favoráveis, o usuário só tem a ganhar. Uma interface facilitada para usuários com graves problemas não deixa de ser agradável para usuários com fatores mais favoráveis. Os principais fatores são:

  • postura
  • iluminação
  • poluição sonora
  • temperatura ambiente
  • possíveis problemas de saúde 

Acessiblidade

Acessibilidade diz respeito à flexibilidade de acesso a algo. Se não posso ir por um caminho, tenho outro à disposição; se não posso ver, tenho como ouvir; se não tenho os aparelhos ideiais, tenho uma alternativa menos exigente. 

Simplicidade e Complexidade

Segundo o sociólogo Edgar Morin, vivemos uma época em que o aumento da complexidade é constante em todos os sistemas da sociedade. Os produtos estão ficando cada vez mais complexos, mais cheios de funcionalidade. Torná-los simples não é acabar com a complexidade, mas sim domá-la para que o usuário final possa ter uma boa experiência. Isso significa que podemos ter produtos complexos e simples, ao mesmo tempo.

A última versão do iPod, agora com monitor sensível ao toque, comporta menos músicas, mas faz um monte de outras coisas: funciona como agenda, calculadora e navegador de Internet. Na verdade, a Apple aproveitou o sucesso do iPhone e fez uma versão sem telefone: o iPod Touch. Para quem já tinha um iPod anterior e acompanhou o lançamento do iPhone, ele parece tão simples quanto o primeiro iPod. Agora, para quem está de fora dessa cultura, ele é uma quimera tão assustadora quanto o programador de gravação do videocassete. Como diz John Maeda em seu livro As Leis da Simplicidade, “o conhecimento faz tudo mais simples”, logo a simplicidade não é universal: para alguns é simples, para outros, não. 

Estética

Estética, dizem os filósofos, é a eterna busca pelo belo, mas o que é belo vai depender do gosto individual e coletivo. O gosto individual é tão variado que as pessoas costumam encerrar prematuramente conversas sobre o assunto quando encontram diferenças, afinal, “gosto não se discute!”. Apesar da intolerância, as diferenças não são tão drásticas assim dentro de um grupo de pessoas. O gosto varia de acordo com a época. Pegue o álbum de fotos da família e veja como aquelas roupas usadas há muitas décadas atrás lhe parecem ridículas, mas na época, eram uma “brasa mora”... 

Utilidade

É o que de fato serve. 

Intuitividade

O termo intuitividade é meio perigoso no campo acadêmico da área. Donald Norman diz que temos que lembrar que o que hoje nos é intuitivo (como andar), levou anos para ser aprendido. Por isso, é melhor usar o termo familiaridade.