Fóruns de discussão. Sites dedicados exclusivamente a ela. Tatuagens em sua homenagem. Filas intermináveis e listas de espera para poder ter as últimas novidades antes que todos. Questionamentos levados até pastores da Igreja Universal sobre se ela não é "obra de Satanás". Não, não é uma nova cantora pop ou um filme adolescente, mas sim uma marca. A Apple conseguiu criar uma legião de seguidores fiéis, com uma adoração quase religiosa algumas vezes. Aqueles que já possuem um Mac dizem que nunca mais voltariam ao PC. Entre os que possuem um iPod ou iPhone é difícil ver quem trocou de marca ao trocar de aparelho. E se pararmos para analisar friamente, por quê? É uma questão de tecnologia, pelo design? Ou ter um produto Apple oferece ao usuário um status instantâneo de modernidade?
Cultura Digital
Como a Apple consegue?
A propaganda boca-a-boca em redes sociais
Mensagens explosivas ou engraçadas e a utilização de pessoas famosas, fazem parte do arsenal de divulgação de uma marca, produto ou filme, mas talvez a forma de divulgação mais poderosa existente (e gratuita) é popularmente conhecida como boca-a-boca, ou nos tempos atuais "Buzz Marketing". O cantor Roberto Carlos pode ser uma pessoa interessante para dizer que um certo produto é bom, agora ninguém melhor que um amigo, aquela pessoa que você confia, falando: "Vá assistir que você vai dar muitas risadas" ou "Pode comprar que eu gostei" para que algo seja divulgado de uma forma segura e barata.
O que nos move para novidades?
O Twitter fechou parceria com o Google para divulgação de anúncios por US$ 3 bilhões, valendo agora mais que o Facebook. Você ainda não sabia disso? Já está no Trending Topics do Twitter dessa semana, na Mashable divulgaram isso há uns 15 minutos e saiu até naWired. Acessa lá o meu Delicious ou Facebook para ver. Não acredito que vocêainda não viu!
Antes de dar um Ctrl+T parabuscar no Google essa informação (presumindo que você não fecharia a aba do meu texto, claro), ela é falsa. Pelo menos é falsa enquanto este texto está sendo escrito. Melhor, no final do texto confirmo se a informação continua falsa e depois informo meu Twitter para você seguir e prometo twittar caso saia algo a respeito.
Dependendo do seu grau de entendimento de novas tecnologias, o primeiro parágrafo pode ter trazido algumas reações. Eu colocaria em dois grupos extremos as possíveis reações, de acordo com a curva da difusão da Inovação de Rogers: o grupo dos Laggards e o dos Innovators/Early adopters.
Interações digitais: a transição de cultura de massa para de pós-massa
Introdução
A cultura está em constante mudança. A cada dia que passa o ser humano aprende novas formas de se relacionar, extrapolando barreiras físicas, criando e vivendo culturas globais. Mas ao mesmo tempo cada vez mais essa cultura é personalizada. Há a necessidade de um sentimento de pertença. A cultura afeta a economia, e novos nichos nascem a cada momento. A sociedade se reorganiza e compartilha informações em uma velocidade jamais vista anteriormente.
Este artigo busca entender essas mudanças ocorridas no conceito de cultura, especificamente a atual transposição da cultura de massa para uma cultura de pós-massa, tentando contribuir para esta bibliografia, que no momento é escassa.
1. Cultura e novas mídias
A cultura se caracteriza como um padrão de comportamento em uma determinada sociedade, ou seja, “um sistema de signos produzidos a partir das relações sociais ”1, uma construção subjetiva por qual acaba influenciando, e transformando, diversos campos de estudos como o design e a comunicação.
CyberBullying e Realidade Aumentada
Bullying, segundo o site Bulling.com.br, é um termo que compreende:
"(...) todas as formas de atitudes agressivas, intencionais e repetidas, que ocorrem sem motivação evidente, adotadas por um ou mais estudantes contra outro(s), causando dor e angústia, e executadas dentro de uma relação desigual de poder. Portanto, os atos repetidos entre iguais (estudantes) e o desequilíbrio de poder são as características essenciais, que tornam possível a intimidação da vítima."
Na prática, bullying são agressões repetidas e constantes dentro do ambiente da escola, como aquele garoto que bate no outro sem motivo nenhum, ou o grupo de estudantes que escolhe um alvo para rebaixar um colega com apelidos ou insinuações humilhantes.
Este é o bullying "tradicional". Com a popularização do computador, a disseminação da internet e o estabelecimento do que se convencionou chamar de web2.0, surgem as redes sociais e as inúmeras formas de se disponibilizar (fácil e rapidamente) conteúdo em rede. Tudo isto trouxe uma outra novidade: o Cyberbullying.
O ato de humilhação, comum no bullying tradicional, agora pode ser facilmente registrado e distribuído nas mais diferentes mídias (celulares, Youtube, blogs, orkut, etc.), potencializando o efeito do bullying.
140 caracteres: limitar como modo de propor novas experiências
Muitas vezes o Twitter é chamado "micro-blog" por sua semelhança com os blogs: é um sistema de envio de textos... bem... em tamanho micro. Porém, dizer que o Twitter é só um pequeno blog, ou que as mensagens enviadas nesta ferramenta são uma resposta para "What are you doing?" são, ambas as definições, vagas e imprecisas.
A barreira dos 140 caracteres
Dentre as particularidades do Twitter, uma característica que chama atenção é que ele só permite que sejam enviadas mensagens compostas inteiramente por texto, com um limite de 140 caracteres.
Este limite de caracteres parece ir contra algumas das características do conteúdo na era digital, onde não há limitação físico para o tamanho de uma informação (um e-mail pode ser o quão extenso quiser, um site pode ter o conteúdo de vários livros em uma única página). Se não é necessário impor limites, porque restringir o envio de mensagens para um número de caracteres quase irrisório?





