teoria

Análise da atividade e aplicação de brincadeiras: preparar pizzas

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Baseado em estudos de análise da atividade e de acordo com os modelos propostos por Yrjo Engeström,este texto busca identificar os elementos da tarefa em questão. Ao final da explicação, há o desafio de aplicar brincadeiras para solucionar os conflitos de forma criativa e divertida.

Nesse caso específico, a atividade tornou-se um evento social: o aniversariante convidou vários amigos para comemorar a data no salão de festas de seu condomínio, porém resolveu ele mesmo preparar a refeição. Isso faz com que o alimento tenha outro valor: o de impressionar os convidados. Esses poderiam ter dois feedacks: de aprovação ou rejeição. O objetivo geral seria, além da confraternização, tornar o jantar especial por ter sido feito pelo aniversariante. Portanto nesse caso, preparar pizzas refere-se não somente no ato de fazer a refeição.

Design Livre: processo aberto, desenvolvimento liberto

Criança fazendo BoloO nome poderia ser "Design liberto", "aberto", libertário", ou alguma outra nomenclatura a ser definida. Design livre, aqui, é a mãe que ensina o filho a cozinhar, ao invés de fazer a comida que a filho gosta (Centrado no Usuário) ou chamar o filho para cozinhar junto (Design Participativo).

É um passo para a difusão da cultura do hack e da gambiarra, onde, se quem não gosta de algo, pode alterar, arrumar, melhorar, transformar ou personalizar.

No Design Centrado no Usuário, um grupo de designers volta seu olhar para os usuários. No Design Participativo, o designer se junta aos usuários para projetar. No Design livre, proponho que os "designers" transformem "usuários" em designers. E estes, sim, realizem o projeto. A partir daí, aqueles designers, iniciais, apenas colaboraram, assessoram e sugerem ideias para o projeto que estes usuários, que agora são designers, estão desenvolvendo.

Teorias de Interação Humano-Computador

Depois de apresentar as diferentes abordagens que conheço em Design de Interação, aprofundei com meus alunos as duas principais teorias que permeiam as abordagens. Embora Interação Humano-Computador seja uma área multi-disciplinar, as teorias psicológicas são muito usadas para fundamentar pesquisas nessa área. Da Psicologia Cognitiva veio a Teoria do Processamento de Informação e da Psicologia Sócio-Histórica, veio a Teoria da Atividade. Embora Design de Interação seja uma área prática - diferente de IHC que é científica - essas teorias são muito importantes porque delineiam as metodologias, métodos, técnicas e princípios empregados na prática.

Design centrado em diferentes focos

Após algumas aulas bem teóricas, entramos finalmente na parte prática de Fundamentos de Design de Interação. Apresentei o modelo que venho desenvolvendo há alguns anos que tenta abarcar diferentes abordagens, a partir da integração de seus diferentes focos.

Parábola do conhecimento sobre o elefante

É aquela velha parábola dos cinco cegos que foram descrever o que era um elefante. Nenhum deles tinha a visão do todo, mas conhecia bem cada um dos detalhes que havia conseguido sentir. Pois bem, no meu modelo, tentei captar a contribuição mais importante de cada abordagem que conheci até o momento, pois sou tão cego quantos os outros que ousaram tocar no elefante.

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