Fornecer os subsídios teórico-práticos para a compreensão e uso da Antropologia Visual como elemento em Design de Interação;
Desenvolver habilidades criativas e inovadoras para explorar o método da etnografia visual no
desenvolvimento de projetos de interação;
Desenvolver capacidades críticas de conceituação e uso das melhores técnicas e soluções para o
planejamento de vídeo etnográfico.
Metodologia de Ensino
Aulas expositivas críticas, com participação construtiva e coletiva;
Leituras básicas e complementares como suporte;
Práticas de campo de fotografia e vídeo;
Práticas de laboratório de montagem e edição;
Apresentações de pesquisa.
Metodologia de Avaliação
Artigo de pesquisa etnográfica individual, fundamentada por meio de recursos visuais.
Desenvolvimento completo (roteiro, storyline,
produção, filmagem, edição e finalizações) de um
curta etnográfico, documentário ou uma etno-ficção, com o tema Design de Interação.
Bibliografia
Thoughtless Acts? Observations on Intuitive Design. Jane Fulton Suri, 2005
Design Documentaries: Using documentary film to inspire design. PHD Thesis, Bas Raijmakers, 2007
Visual Anthropology: Photography as a Research Method. Collier
Slides da primeira etapa do trabalho "Minha Casa, Meu Templo", apresentados na aula de Antropologia Visual, proposto pela professora Cláudia Bordin.
A proposta, nessa primeira etapa, é fazer o registro fotográfico da residência de um indivíduo com detalhes de ambientes e objetos, de forma a compreender e interpretar o comportamento, a preferência e a relação homem-artefato do(s) residente(s).
Histórias da experiência humana com a tecnologia do cotidiano
Abordagem da relação do ser humano com a tecnologia por meio do relato das próprias experiências com elas, da percepção comum que temos dos objetos cotidianos (eletrônicos, celulares, mp3 players, etc) e as possíveis histórias que elas evocam.
Ao ler o livro "100 melhores Crônicas brasileiras do Século" encontrei a crônica "A bolsa e a vida", de Carlos Drummond de Andrade e na hora lembrei das aulas de Antropologia Visual. O autor "etnografa" a bolsa perdida, e deixa a questão: através dos rastros de identidade deixados em formas de artefatos e registros visuais, podemos identificar alguém que não conhecemos realmente?
ANDRADE, Carlos Drummond de. A bolsa e a vida. IN: SANTOS, Joaquim Ferreira dos. (Org.). As cem melhores crônicas brasileiras. Rio de Janeiro: Objetiva, 2007. p. 127-142.
Abaixo, alguns trechos das duas primeiras partes da crônica.
Estes são os slides apresentados na aula de Antropologia Visual, para o trabalho "Minha Casa, Meu Templo", proposto pela professora Cláudia Bordin.
A proposta foi registrar aspectos e detalhes da casa para uma posterior investigação sobre seu(s) moradores: seu comportamento, suas preferência e principalmente o uso que é feito dos ambientes e dos artefatos da casa.
Documentário sobre as relações entre tecnologia e os grupos de terceira idade, conceituado e produzido pelos alunos da turma A08.
O presente projeto propõe-se a ser o resultado prático dos conhecimentos e habilidades adquiridos na disciplina de Antropologia Visual, mediados pela etnografia visual e o vídeo documentário.
Como embasamento teórico, discute-se aqui a necessidade de inclusão social de grupos diversos, ampliando as percepções sobre o papel da tecnologia como mediadora das relações sociais. Neste caso, devido as referências citadas pelo grupo (alunos) e suas experiências com familiares, foi definido a temática terceira idade como campo a ser estudado e analisado.
Em primeiro momento, buscou-se a seleção de potenciais entrevistados, ou "informantes", que foram caracterizados por personas (em relação às possiveis experiências com tecnologia).
Na disciplina de Atropologia Visual foi proposta uma atividade na qual deveríamos fotografar todas os ambientes de uma residência a fim de descobrir particularidades sobre a vida e personalidade de seus moradores.
A partir deste material, deveríamos identificar uma oportunidade de intervenção de design e criar um briefing preliminar para um projeto de desenvolvimento.
Público Alvo
Mulher idosa que vive sozinha em apartamento duplex.