Como fazer para não só levar os quadrinhos aos dispositivos móveis, mas ampliar suas possibilidades através dos recursos e limitações que este novo meio oferece?
[Proposta apresentada pelo grupo de Edmarlon Semprebom, Rodrigo Gonzatto, Bruno Duarte, Karla Cruz, Talita Tavares e Marcos Koji, e integra o projeto Quadrinhos em Dispositivos Móveis]
Modelo tradicional de narrativa
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Nos quadrinhos impressos é comum que a sequência de leitura siga um padrão do início ao fim (como da esquerda para a direita nas páginas ou o inverso, no caso de muitas publicações de mangá, por exemplo).
A sequência da narrativa se dá através de uma regra de leitura comum (nos livros e documentos escritos em geral, lê-se da esquerda para a direita), permitindo que o autor tenha um controle maior da sequência (ordem) do que deve ler lido (por exemplo, mostrar rapidamente a vida pessoal de um personagem e dar mais espaço para narrar os acontecimentos deste em ação, lutando contra um inimigo).
Possibilidades hipertextuais de narrativa
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A hipetextualidade já acontece nos quadrinhos impressos, principalmente nas histórias que acontecem em várias revistas, simultaneamente. Sagas famosas de grandes editoras, como Crise nas Infinitas Terras (DC) e Massacre (Marvel) são exemplos de histórias que acontecem em várias publicações. Elas podem ser acompanhadas lendo apenas uma ou várias revistas, pois as histórias seguem independentemente em cada publicação mas também "conversam" entre si.

