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 <title>leitura</title>
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 <description>The taxonomy view with a depth of 0.</description>
 <language>pt-br</language>
<item>
 <title>Assim escreve a humanidade</title>
 <link>http://www.faberludens.com.br/pt-br/node/4870</link>
 <description>&lt;p&gt;
&lt;b&gt;Assim escreve a humanidade &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Devido ao crescimento exuberante das novas mídias, pessoas estão perdendo o precioso ato de praticar a leitura e escrita como meio de enriquecer-se culturalmente. A Internet provocou muitas mudanças, na veiculação de informações, no vocabulário inserido nos diálogos e textos dentro e fora do ambiente virtual. 
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;quot;Cada época tem tido uma forma própria de comunicar-se: os sons de tambor, o fogo, os sinais com panos ou bandeiras, o bilhetinho, o telefone, o telégrafo, e agora o telefone fixo-móvel, a Internet e os tele móveis. O século XXI não foge à regra de qualquer outra época. As necessidades de comunicação têm sido muitas, o ritmo de vida é muito rápido, e o homem continua a inventar sempre o material que faz avançar os seus sonhos e sempre aperfeiçoando e indo mais além, de descoberta em descoberta. E assim o homo sapiens está a converter-se em homo digitalis com a introdução, na vida diária, dos computadores, da Internet e dos tele móveis.&amp;quot; (Benedito, 2003, p. 191)
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&lt;br /&gt;
A falta de incentivo para sobrevoar pelo mundo romântico, poético e aventureiro da leitura, atinge diretamente pessoas que perderam o hábito de expressar suas idéias e sentimentos através da escrita.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&lt;br /&gt;
Aprender a escrever bem, de modo claro, sem afetação e de forma fluente, sem cometer erros de ortografia e concordância, não é uma tarefa para superdotados, basta ter força de vontade, estudar e praticar.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&lt;br /&gt;
Devo colocar também que saber escrever não é apenas organizar as palavras de forma que se torne algo objetivo, mas a forma correta de escrever, usando acentuações, letras corretas e abreviações.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&lt;br /&gt;
Essas questões talvez ganhem maior visibilidade se refletirmos mais detalhadamente sobre como as novas tecnologias incorporam os antigos avanços tecnológicos e introduzem mudanças que promovem e demandam novos modos de interação com o texto o texto em si escrito. A escrita no meio cibernético, que é escrita de última geração, coloca questões que nos levam a repensar a relação fala e escrita, essa reflexão nos obriga a rever antigas categorias que opõem a forma do texto falado e o escrito, ou a cultura oral e a letrada.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&lt;br /&gt;
Quando o ensino se baseia através de meios eletrônicos, a linguagem em si possui uma segunda questão a ser considerada. Para tornar o ensino eficiente é fundamental que o professor saiba explorar de forma adequada os recursos que facilitam a comunicação nos diferentes meios.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&lt;br /&gt;
No caso específico da comunicação mediada por computador, as questões de linguagem se tornam ainda mais fundamentais, já que este meio eletrônico faz uso de uma linguagem híbrida, que agrega a linguagem desenvolvida pelos outros meios de comunicação em massa (Braga &amp;amp; Busnardo, 1993) e também apresentam novos gêneros de texto, hipertextos fechados e abertos (Snyder, 1996), que demandam novas estratégias de produção e de leitura.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&lt;br /&gt;
Descreve Chartier (1997), que a escrita na internet nos induz a pensar como nossa concepção de texto está sendo alterada e como tal modificação carrega, desde o processo de sua criação, os vestígios dos usos e interpretações permitidos pelas formas que a precederam. 
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&lt;br /&gt;
Além dos jovens terem pouco contato com o mundo dos livros, por estarem diretamente ligados às novidades virtuais, vão perdendo de forma gradativa os padrões de ortografia, correndo risco de ficar comprometida pela falta de contato a grafia correta.&lt;br /&gt;
Uma mensagem de email, frases de bate-papo, não é uma comunicação acadêmica, pois surgem com rapidez e emoção e se transcreve no apressamento de uma linguagem projetada pelo pensamento. Simplificações, combinações de caracteres e símbolos gráficos para expressar sentimentos de emoção, o uso de letras maiúsculas, indicando descontrole emocional, como raiva, exaltação e grito, são os recursos mais utilizados pelos jovens. A pontuação é quase abolida, há proliferação de siglas e abreviaturas inadequadas e inexistentes.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&lt;br /&gt;
A expansão de abreviaturas, já aconteceu em outros períodos históricos, mais especificamente na Idade Média, o trabalho de divulgação e reprodução de conhecimento era feito pelos monges copistas, nos mosteiros medievais. Portanto a tarefa de copiar fez com que se desenvolvesse o hábito de abreviar, pois não havia tratado que regia as abreviações. As seqüências de caracteres de arte ASCII, também utilizados demasiadamente, não têm significado algum, porém, a mensagem é simplesmente compreendida, não importando qual seja o idioma dos usuários e remetentes.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&lt;br /&gt;
Embora seja aconselhável seguir a gramática adequada, internautas transformam símbolos e abreviações em uma nova linguagem de comunicação para que se possa ganhar tempo na comunicação digital, se tornando um tipo de aproximação em tempo real.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&lt;br /&gt;
Há sempre novas palavras e seqüências de caracteres surgindo neste meio bizarro, pois todo o usuário tem liberdade de criar as suas mensagens e também mais  normas, e tudo é admitido desde que te compreendam. 
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&lt;br /&gt;
Embora deparamo-nos com este tipo de paradigma, podemos descrever que a internet é uma escrita visual, uma fala digitalizada, é apenas uma língua escrita na web, portanto ela se torna uma língua fugaz, efêmera e se dissipa no ar, pois ela não chega a ser utilizada em trabalhos acadêmicos e a ser impressa para uso formal.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&lt;br /&gt;
Com isso, alunos encaram a escrita correta como algo maçante. Adolescentes e jovens consideram mais difícil escrever uma redação do que decifrar enigmas complicadíssimos em jogos, emails e bate-papos.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&lt;br /&gt;
As escolas devem trabalhar muito este aspecto, pois não pode-se permitir que a escrita correta das línguas sejam destruídas pelo mundo virtual. As famílias devem colocar limites, estimulando a outras práticas de diversão, como leitura de livros e revistas, adequados à idade dos mesmos.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&lt;br /&gt;
Para o designer que deseja interagir junto a este grupo de internautas que descolam um novo paradigma de palavras, deve possuir a responsabilidade de propor limitações e meios de incentivos tornando este meio de comunicar-se um método divertido e objetivo, porém sempre transcrevendo que esta linguagem não deverá passar das janelas de patê-papo para papéis impressoras e documentos formais. Pois a norma padrão não admite desvios gramaticais em nenhuma hipótese, os usuários devem entender que cada situação terá sua exigência específica e que deverá ser tomado o maior cuidado possível, pois apesar dos recursos de som e imagem, a escrita ainda é fundamental e essencial para poder dialogar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Referências&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
BRAGA &amp;amp; BUSNARDO (1993). Disponível em:&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://www.dca.fee.unicamp.br/projects/sapiens/Reports/rf2000/node31.html&quot; title=&quot;http://www.dca.fee.unicamp.br/projects/sapiens/Reports/rf2000/node31.html&quot;&gt;http://www.dca.fee.unicamp.br/projects/sapiens/Reports/rf2000/node31.htm...&lt;/a&gt;. &lt;br /&gt;
Acessado em 05 de julho de 2010.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
SNYNDER, 1996. Disponível em:&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://www.dca.fee.unicamp.br/projects/sapiens/Reports/rf2000/node31.html&quot; title=&quot;http://www.dca.fee.unicamp.br/projects/sapiens/Reports/rf2000/node31.html&quot;&gt;http://www.dca.fee.unicamp.br/projects/sapiens/Reports/rf2000/node31.htm...&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
Acessado em 05 de julho de 2010.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
CHARTIER, 1997. Disponível em:&lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://www.dca.fee.unicamp.br/projects/sapiens/Reports/rf2000/node31.html&quot; title=&quot;http://www.dca.fee.unicamp.br/projects/sapiens/Reports/rf2000/node31.html&quot;&gt;http://www.dca.fee.unicamp.br/projects/sapiens/Reports/rf2000/node31.htm...&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;
Acessado em 05 de julho de 2010.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
BENDEDITO, Joviana, 2003. Disponível em: &lt;br /&gt;
&lt;a href=&quot;http://www.cibersociedad.net/congres2006/gts/comunicacio.php?id=96&amp;amp;llengua=po&quot; title=&quot;http://www.cibersociedad.net/congres2006/gts/comunicacio.php?id=96&amp;amp;llengua=po&quot;&gt;http://www.cibersociedad.net/congres2006/gts/comunicacio.php?id=96&amp;amp;lleng...&lt;/a&gt;. Acessado em 05 de julho de 2010.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por Márcia Hentges
&lt;/p&gt;</description>
 <comments>http://www.faberludens.com.br/pt-br/node/4870#comments</comments>
 <category domain="http://www.faberludens.com.br/pt-br/taxonomy/term/14">cultura</category>
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 <pubDate>Wed, 26 May 2010 15:11:21 -0700</pubDate>
 <dc:creator>marciahentges</dc:creator>
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<item>
 <title>Utilização de abas em hipertextos: comportamento do usuário em uma leitura não-linear </title>
 <link>http://www.faberludens.com.br/pt-br/node/1625</link>
 <description>&lt;p class=&quot;entry-title title with-tabs&quot;&gt;
Este texto dá continuidade a alguns aspectos das discussões do post &lt;a href=&quot;http://www.faberludens.com.br/pt-br/node/1624#comment-857&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;&amp;quot;Porque abrir 5, 20, 40 ou 86 abas? Porque não um site de cada vez?&amp;quot;&lt;/a&gt;, que trata de alguns estudos e conversas sobre o projeto &lt;a href=&quot;http://www.faberludens.com.br/pt-br/node/1575&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Reinventando Abas de Navegadores&lt;/a&gt;. 
&lt;/p&gt;

&lt;h2&gt;&lt;b&gt;&lt;b&gt;A leitura no hipertexto&lt;/b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;
A internet facilitou uma proposta que era muito difícil de ser aplicada em meios usualmente não-digitais (como o livro, o jornal, etc.): a idéia de &lt;a href=&quot;http://www2.fcsh.unl.pt/edtl/verbetes/H/hipertexto.htm&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;hipertexto&lt;/a&gt; e os seus hyperlinks (&lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Hiperliga%C3%A7%C3%A3o&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;hiperligações&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No hipertexto, pulamos de uma leitura para outra e vamos de um texto para outro, muito rapidamente. Ou seja, o escritor não precisa mais escrever um texto, preso a uma linearidade, pois ele pode propor a transição do leitor entre a leitura de vários textos. Esta possibilidade de escolha que se dá ao leitor, de seguir o caminho de leitura que preferir (até então, geralmente o leitor só poderia mudar a ordem de leitura de um texto ao pular algumas páginas do livro e começar no final por exemplo, mas provavelmente esta leitura ficaria desconexa e sem sentido).
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&lt;img alt=&quot;Estilo hipertexto&quot; src=&quot;http://www.faberludens.com.br/files/imagepicker/g/gonzatto/thumbs/hipertexto2.jpg&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;i&gt;Fonte da imagem: &lt;a href=&quot;http://toshibr.wordpress.com/2009/03/09/theodor-holm-nelson/&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Blog do Toshi&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;

&lt;br /&gt;
Se, mesmo assim, &lt;a href=&quot;http://www.faberludens.com.br/pt-br/node/1624#comment-854&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;realizamos uma tarefa de cada vez&lt;/a&gt;, a nossa leitura continua linear (mesmo que o que lemos não siga uma linearidade). Criamos uma sequência de leitura lendo algo (seja ele qual for) de cada vez, pois não conseguimos ler duas coisas de modo realmente simultâneo. Por isso, mesmo que no trajeto da leitura sejam lidos sites totalmente diferentes, ainda temos uma sequência linear de leitura, pois realizados uma tarefa de cada vez.&lt;br /&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;h2&gt;&lt;b&gt;Abas e hipertexto&lt;br /&gt;
&lt;/b&gt;&lt;/h2&gt;As abas têm papel fundamental na evolução dos navegadores, pois tornam mais fácil trabalhar com o hipertexto. Antes das abas, a leitura de um hipertexto tropeçava em pequenos dilemas... por mais simples que seja, existe um que aconte comigo:&lt;br /&gt;
&lt;blockquote&gt;
	Estou lendo um texto e vejo um link que me interessa. Se entro no link, perco a sequência de leitura (e de idéias) que vinha desenvolvendo. Se não entro no link,  fico pensando que posso esquecer-me dele (antes mesmo de esquecer) e penso que posso estar perdendo informações que me interessaria.
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;
Com as abas, o usuário agora pode abrir o outro site, ler e voltar ao texto anterior, rapidamente; ou ainda deixar aberto o link do outro site e ler mais tarde (pois, como o link foi aberto, há uma chance maior de que o usuário não vá esquecer-se de ver aquele link).
&lt;/p&gt;
&lt;h2&gt;&lt;b&gt;&lt;b&gt;Como se comporta, o que sente, um &lt;i&gt;heavy user&lt;/i&gt; do hipertexto?&lt;br /&gt;
&lt;/b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;
A aba, portanto, facilita que o usuário escolha o que quero fazer, e permite que o faça de forma mais prática, como citou o &lt;a href=&quot;http://www.faberludens.com.br/pt-br/node/1624#comment-850&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Bruno&lt;/a&gt;.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Mas agora, com a intensa utilização das abas, novos problemas surgiram. No &lt;a href=&quot;http://www.faberludens.com.br/pt-br/node/1575&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;projeto de reinvenção de abas&lt;/a&gt; que estamos participando, temos que pensar no trabalho com 40 abas abertas ou mais. Estamos falando, portanto, de pensar abas para &lt;i&gt;heavy users&lt;/i&gt; de internet. Essas são pessoas que já lidam, diariamente, com o hipertexto. Já assimilaram a linguagem do hipertexto e, mesmo sem perceber, sabem que é diferente do &amp;quot;texto linear&amp;quot; (comum no mundo offline) e que tem características particulares. 
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&lt;i&gt;[Seria interessante aprofundar este texto com informações sobre comportamento do usuário no hipertexto. Aceito citações ou  textos!] &lt;/i&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Analisando este tipo usuários, relaciono-os com sentimentos expressos por amigos (e os meus próprios), e proponho algumas hipóteses. &lt;b&gt;Em relação ao hipertexto, é possível que muitos usuários:&lt;/b&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
	&lt;li&gt;&lt;b&gt;Estejam ficando ansiosos&lt;/b&gt; em conseguir o máximo de informação possível (vide a preocupação em ler todos os feeds do Reader), e desesperados por estar a par de tudo, já que no hipertexto a informação disposta pode não ter fim (um link leva a outro link, que leva a outro...);&lt;/li&gt;
	&lt;li&gt;&lt;b&gt;Tenham receio de estar perdendo informações&lt;/b&gt; (se não clicar naquele link, não saberá o que há nele, e pode de ser algo que a pessoa procura, mas que ela nunca saberá se não clicar...); &lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;
(Estes dois pontos, para mim, estão ligados à própria natureza da internet, que possui uma (aparente) infinidade de conexões e informações disponíveis, à distância de um clique).  
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Em função destes sentimentos do usuário, as abas funcionariam, muitas vezes, como:
&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
	&lt;li&gt;&lt;b&gt;Introdução de novas leituras;&lt;/b&gt; que é a abordagem mais óbvia: abrir uma nova aba para abrir um site de um novo assunto, que não caberia abrir na aba em que eu já estava trabalhando;&lt;/li&gt;
	&lt;li&gt;&lt;b&gt;Leitura paralela; &lt;/b&gt;que é a idéia do hipertexto, citada no começo deste post. Abro uma nova aba a partir de um link de uma aba já aberta, para manter uma leitura paralela;&lt;/li&gt;
	&lt;li&gt;&lt;b&gt;Extensão de uma página/Função;&lt;/b&gt; pois há vezes em que o site abre uma nova aba, ou o usuário força a abertura de uma nova aba, de algum conteúdo que é uma funcionalidade de um site (exemplo: abertura de aba para caixa de comentários de um site); &lt;/li&gt;
	&lt;li&gt;&lt;b&gt;Memória&lt;/b&gt;; quando um link é aberto em uma nova aba, para não esquecer de ler ele depois;&lt;/li&gt;
	&lt;li&gt;&lt;b&gt;Economia de tempo&lt;/b&gt;; um link pode demorar alguns segundos para abrir, por uma questão tecnológica entre a capacidade de processamento de
	computadores e servidores e a velocidade de transferência de dados pela
	internet; para driblar este atraso, o usuário abre várias abas e deixa-as carregando enquanto  continua a navegação que estava sendo feita; &lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;h3&gt;Impressões pessoais&lt;br /&gt;
&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;
Se a navegação na internet não tem um caminho pré-definido, eu não sei aonde vou parar e nem por quantos sites irei passar. Assim, voltar a achar um site por onde passei pode não ser uma tarefa fácil. 
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Eu percebi que eu mesmo, enquanto usuário &lt;i&gt;heavy user&lt;/i&gt;, costumo buscar a sensação de que não estou &amp;quot;perdendo nada&amp;quot;. Por isso, quando passo por um conteúdo que acho realmente interessante, preciso capturá-lo
e guardá-lo, para não perdê-lo, pois posso não esbarrar com ele
novamente. Não quer dizer que preciso, necessariamente, abrir um site, ou várias abas, para &amp;quot;possuir&amp;quot; estes sites. Há situações em que, ao guardar o link deles, mesmo sem abri-los, já basta para saciar esta sensação.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Quando me dizem que &amp;quot;&lt;i&gt;algo está na internet&lt;/i&gt;&amp;quot;, penso o quão amplo isso pode ser. É quase como dizer que &amp;quot;&lt;i&gt;algo está no mundo&lt;/i&gt;&amp;quot;.
Quando adiciono algo no &lt;a href=&quot;http://www.delicious.com&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Delicious&lt;/a&gt;, sinto que aquele site agora tem um
lugar: esta comigo, guardado em minha lista e sob meu poder. Para mim, o Delicious  trabalha exatamente neste sentido. Eu adiciono muitos itens nele, e a maioria das vezes é para pensar que não vou perder aquela informação, ou  sentir que, quando eu quiser, saberei onde aquela informação está.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
O interessante é que são raras as vezes em que procuro por um site que guardei no Delicious. E tampouco acho fácil encontrar os sites que guardei lá. Mas continuo adicionando sites lá, pois a sensação de que quando o faço, saberei onde eles estão, é mais forte. Apesar de não encontrar rapidamente as coisas, ao menos sei que elas realmente estão por lá.
&lt;/p&gt;
&lt;h2&gt;&lt;b&gt;&lt;b&gt;&lt;b&gt;&lt;b&gt;Relacionando estas idéias com o projeto &amp;quot;Reinventando Abas&amp;quot;&lt;br /&gt;
&lt;/b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;
Ao observar a repetição de idéias e conceitos nos &lt;a href=&quot;http://www.faberludens.com.br/pt-br/node/1622&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;projetos concorrentes&lt;/a&gt; (deste desafio proposto pela Mozilla), é possível perceber que vários designers estão propondo soluções parecidas (como ao grupamento de abas,as  telas de visualização das abas abertas e as disposições diferentes das abas - esquerda, direita, diagonal, cantos, entre outras). São soluções para algumas questões que já estão bem claras. Do modo como os navegadores vêm trabalhando as abas, hoje, vemos - por exemplo- que:
&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
	&lt;li&gt;As abas ocupam muitos pixels do monitor para apresentar, visivelmente, todas as abas abertas; &lt;/li&gt;
	&lt;li&gt;Com muitas abas abertas, fica difícil manter um sentido/contexto e, às vezes, até de lembrar porque determinada aba foi aberta; &lt;/li&gt;
	&lt;li&gt;A organização, o fechamento de várias abas e a organização da disposição delas na barra de abas, é complicada,&lt;/li&gt;
	&lt;li&gt;Os ícones têm um potencial pouco aproveitado.&lt;/li&gt;
	&lt;li&gt;Entre outros;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;
Então, para trazer este projeto mais próximo do Design de Interação, temos que pensar não somente em tentar resolver o problema de &amp;quot;&lt;i&gt;como trabalhar com 40 abas simultâneas&lt;/i&gt;&amp;quot;, mas de facilitar as necessidades que levam o usuário a abrir essas 40 abas. E as possíveis razões para este comportamento do usuário me parece ser:
&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
	&lt;li&gt;Realizar várias leituras paralelas;&lt;/li&gt;
	&lt;li&gt;Não perder nenhuma informação;&lt;/li&gt;
	&lt;li&gt;Abrir sites mais rapidamente;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;h3&gt;&lt;b&gt;&lt;b&gt;&lt;b&gt;&lt;b&gt;&lt;b&gt;&lt;b&gt;&lt;b&gt;&lt;b&gt;Trabalhando idéia para o projeto&amp;quot;Reinventando Abas&amp;quot;: Histórico, Favoritos e Abas  &lt;/b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;
Uma ideia recorrente que tenho, desde o início deste projeto, é de
que a questão das abas está ligada diretamente com a função das ferramentas de
&amp;quot;Histórico&amp;quot; e de &amp;quot;Favoritos&amp;quot;.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Os &lt;b&gt;&amp;quot;Favoritos&amp;quot;&lt;/b&gt; são
as abas abertas que mais nos interessaram. É um registro ocasional e
&amp;quot;intencional&amp;quot;. Colocamos um site no Favoritos pois acreditamos que vamos
querer acessar aquele site novamente, e queremos que ele esteja &amp;quot;fácil&amp;quot;
de acessar. Os social bookmarks, API&#039;s, feeds e mashups expandiram a função do Favoritos. Os mashups, APIS e feeds, por exemplo, trazem a informações que queremos. Se não fossem estes recursos, iríamos ter que gravar aqueles sites nos favoritos e ter que acessar um por um para receber aquelas informações.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
No caso do &lt;i&gt;social bookmark&lt;/i&gt; (como é o caso do site Delicious), este não funciona somente como um substituto dos Favoritos. A classificação folcsonômica proposta nos maiores sites de &lt;i&gt;social bookmark&lt;/i&gt; permite trabalhar facilmente com grandes quantidades de conteúdo. O que acaba acontecendo é que estes sites podem funcionar como repositórios de
conteúdos que &amp;quot;não queremos esquecer&amp;quot;.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Já os sites de busca são o recurso final para encontrar algo importante. Quem já não teve a sensação de que, se algo não está no Google, não pode ser encontrado? Pessoalmente, eu raramente guardo links de memória, e por vezes nem digito endereços de sites, pois sei que digitando certas palavras-chaves no Google, terei acesso àquele site, e a salvo de erros e enganos (de digitação, de esquecimento de endereço de link, etc.). 
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
O &lt;b&gt;&amp;quot;Histórico&amp;quot;&lt;/b&gt; é um registro
constante e &amp;quot;não-intencional&amp;quot; (usei este termo somente para falar sobre o aspecto
de que nem sempre lembramos que o que acessamos irá ser registrado no
&amp;quot;Histórico&amp;quot;) de todas os sites (e abas) abertos.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
É a história da navegação do usuário. Costuma ser útil quando precisamos rever que sites foram acessados em um determinado dia ou horário, ou em determinado momento. Se todos os sites que eu acessei estão ali, porque precisaria usar o Favoritos? Porque não é prático buscar, por data, hora, ou contexto, um site acessado. Deste modo, destacam-se alguns em um outro ambiente, que são os Favoritos, até porque estes são sites que provavelmente serão acessados diversas vezes, e por isso devem estar facilmente disponíveis na &amp;quot;área de trabalho&amp;quot; do navegador.
&lt;/p&gt;
&lt;h2&gt;Idéias&lt;/h2&gt;
&lt;h3&gt;Grande histórico&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;
Tudo que é acessado vai para um grande histórico, onde algumas urls se destacam pela relevância e o valor que dou para cada url. Ou seja. Todos os sites acessados são armazenados, com o mínimo valor de relevância possível, e eu posso, facilmente, durante minha navegação, assinalar os que são favoritos (que gosto mais), os que quero lembrar de ler tempos, e o que mais eu quiser. Poderiam ser utilizadas etiquetas para isso (ou melhor: &lt;a href=&quot;http://www.faberludens.com.br/pt-br/node/573&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;etiquetas visuais&lt;/a&gt;). 
&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;Segurando com o ponteiro do mouse&lt;br /&gt;
&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;
Utilizando o ponteiro do mouse como uma &lt;b&gt;metáfora para uma &amp;quot;mão&amp;quot;&lt;/b&gt;. Ao invés de abrir um link em uma nova aba para não esquecer de ler aquele site depois, e para ela &amp;quot;ir carregando&amp;quot; (ou seja, para economizar tempo), eu poderia ir &amp;quot;segurando e guardando abas&amp;quot; no ponteiro do mouse. 
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Também poderia simplismente criar uma lista de links, em cada site, para lembrar de acessar. Ou programar que outro site seja carregado naquela mesma aba, quando fecha-la ou quando terminar a leitura dela (ao fim da página, já começa a próxima página, como a leitura em um &amp;quot;rolo de papel&amp;quot; ou em um reader). 
&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;Botão de fechar e salvar aba&lt;br /&gt;
&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;
Do lado do botão de fechar a aba, poderia ter um botão do tipo fechar e salvar a aba. Assim eu fecho uma aba que não quero que fique em meio a minhas abas abertas, mas não &amp;quot;perco&amp;quot; aquele link, pois ele ficará salvo (em alguma área parecida com um &amp;quot;Favoritos&amp;quot;, mas específica para isto) para permitir um acesso futuro.
&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;Sites abertos dentro de uma aba &lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;
Abas abertas dentro de abas, mas de uma forma diferente do &amp;quot;agrupamento de abas&amp;quot;. É a possibilidade de abrir uma ou mais abas, dentro de outras, e todas ficarem visíveis ao mesmo tempo. Como um split de tela. Seria útil para realmente trabalhar com dois sites ao mesmo tempo, digitar enquanto se faz pesquisas, por exemplo.
&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;Botão de ocultar aba &lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;
Botão de &amp;quot;ocultar&amp;quot; (ou minimizar?) a aba, que deixa salva a página para carregar mais rapidamente da proxima ver que ela for acessada.
&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;Acessar conteúdo sem abrir nova aba &lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;
Poder acessar conteúdo (ou página) na mesma página em que você está, como já começou a ser feito na internet, com as imagens (para ver um exemplo, a Faber Ludens usa este recurso, &lt;a href=&quot;http://www.faberludens.com.br/pt-br/album&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;). Assim, &lt;b&gt;&amp;quot;economizam-se&amp;quot; abas&lt;/b&gt;. Já existem plugins, em alguns sites, que fazem um trabalho parecido. O boo-box, se não me engano, exibe publicidade de maneira similar.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
[&lt;i&gt;atualização&lt;/i&gt;: Já existe &lt;a href=&quot;http://www.apture.com/&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Apture&lt;/a&gt;,  uma ferramenta para blogs que permite que adicionar acesso, com 1 clique, à conteúdo multimídia. Funciona com Twitter, Youtube, Wikipedia, Blip.tv, entre outros] 
&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;Abas-aplicativos&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;
Existem sites que, conforme nossa necessidade, costumamos deixar &lt;b&gt;sempre&lt;/b&gt; abertos. Como o E-mail, o Googl Docs, o orkut, o twitter, o feed. Estes sites poderiam se apropriar deste idéia de abas-icones (&lt;a href=&quot;http://www.favitabs.com/&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Favitabs, de Grady Kelly&lt;/a&gt;) para que estes sites, que são extremamente acessados, ficassem sempre acessíveis em uma espécie de área de &amp;quot;abas-app&amp;quot;, ou abas-aplicativos.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Na verdade, estes sites não precisariam ficar &amp;quot;ocupando&amp;quot; o espaço de abas. Este conceito também é trabalho pelo Google Chrome, que permite que sejam colocados sites-aplicativos.
&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;/blockquote&gt;&lt;div class=&quot;og_rss_groups&quot;&gt;&lt;ul class=&quot;links&quot;&gt;&lt;li class=&quot;first last og_links&quot;&gt;&lt;a href=&quot;/pt-br/node/1575&quot; class=&quot;og_links&quot;&gt;Cubezilla&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;&lt;/div&gt;</description>
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 <pubDate>Thu, 04 Jun 2009 06:19:24 -0700</pubDate>
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